quinta-feira, 14 de julho de 2011

Condecorada pelas Forças Armadas, Dilma Rousseff faz discurso a militares

Os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo publicaram que, após receber da Marinha, do Exército e da Aeronáutica as medalhas da Grã Cruz da Defesa, a presidente da República, Dilma Rousseff, em cerimônia de apresentação dos novos oficiais-generais do Exército ocorrida no Salão Nobre do Planalto, estreou sua condição de comandante em chefe das Forças Armadas. Em seu discurso endereçado a 70 oficiais-generais, a presidente disse que “um país que conta, como o Brasil, com Forças Armadas caracterizadas por um estrito apego a suas obrigações constitucionais é um país que corrigiu seus próprios caminhos e alcançou elevado nível de maturidade institucional”. Dilma afirmou ainda que “o Brasil precisará de Forças Armadas equipadas, treinadas e modernas” e defendeu a necessidade de uma “força de dissuasão convincente”, reforçando que “a Defesa não pode ser considerada elemento menor da agenda nacional”. A chefe de Estado, em seu discurso, não mencionou o debate sobre violações dos direitos humanos nos anos do regime militar (1964-1985) e não citou a Comissão da Verdade criada em seu governo para apurar abusos cometidos naquela época. Dilma Rousseff não foi recebida com continências pelos militares durante a solenidade, que respeitaram o pedido do próprio cerimonial do governo de não o fazer, limitando-se ao aperto de mãos, norma esta que havia sido publicada em dezembro de 2010. Acerca da referida condecoração, o jornal Folha de S. Paulo, em editorial, ressaltou o comando sereno e incontroverso da presidente no tocante às Forças Armadas, apontando que as relações entre as mesmas e Rousseff serão institucionais e não pautadas por ressentimentos (uma vez que Rousseff é ex-militante de grupo adepto da luta armada). Ademais, o editorial defendeu a criação da Comissão da Verdade, como retrato do amadurecimento da democracia brasileira. (Folha de S. Paulo – Poder – 06/04/11; Folha de S. Paulo – Opinião – 07/04/11; O Estado de S. Paulo – Nacional – 06/04/11)

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