De acordo com o
periódico Folha de S. Paulo, o livro digital “Origens da Cooperação Nuclear –
uma História Oral Crítica entre Argentina e Brasil”, lançado no dia 20/07/15,
aborda temas como a cooperação nuclear entre Brasil e Argentina. O livro foi
organizado por Matias Spektor, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV);
Rodrigo Mallea, diplomata argentino; e Nicholas Wheeler, professor da
Universidade de Birmingham. Segundo o periódico, a relação de confiança formada
na década de 1980 entre o então presidente da República, José Sarney e o
ex-presidente da Argentina, Raúl Alfonsín, evitou que houvesse uma “corrida
nuclear” na América do Sul. Durante visitas de ambos os presidentes às usinas
nucleares na Argentina e no Brasil, foram feitas imagens para demonstrar a
transparência e fomentar a confiança entre os países. O periódico esclareceu
que, à época, os países não tinham interesse em assinar o Tratado de Não
Proliferação Nuclear, e que o diálogo entre os presidentes levou à criação da Agência
Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares, a qual
passou a garantir o caráter pacífico dos programas nucleares de ambos os
países. (Folha de S. Paulo – Mundo – 18/07/15)
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Procuradoria-Geral da República abriu ação contra militar brasileiro acusado de cometer crimes contra a humanidade durante o regime militar argentino
Segundo o periódico O
Estado de S. Paulo, a Procuradoria-Geral da República abriu uma ação contra o
tenente-coronel Antônio Arrechea Andrade, que é procurado, desde 2012, pela
Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) por “violação de domicílio,
privação ilegítima de liberdade, tortura e homicídio”, crimes que infringem os
direitos humanos, cometidos durante o regime militar argentino (1966-1983). A
Procuradoria-Geral solicitou ao Ministério Público Fiscal da Argentina as
provas necessárias para abrir o processo contra o militar, que deverá ser
julgado no Brasil. Tal decisão respaldou-se no artigo 7º do Código Penal, o
qual afirma que “delitos dessa natureza ficam sujeitos à lei brasileira, embora
cometidos no estrangeiro”. De acordo com o periódico, “é a primeira vez que a
Procuradoria-Geral da República abre uma ação, no Brasil, por crime de
lesa-humanidade cometido durante a ditadura de um outro país”. A intenção
inicial da Argentina era a extradição do militar, entretanto, esta foi negada pelo
governo brasileiro, pois, como afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal e
relator do processo, Gilmar Mendes, apesar de ter cidadania argentina e ter
praticado os crimes pelos quais foi acusado fora do território nacional, o
tenente-coronel nasceu no Brasil. Segundo o periódico, essa informação, no
entanto, não foi confirmada pelo Ministério da Justiça. A ação, determinada por
procuradores brasileiros e argentinos, compõe a operação conjunta para
averiguar e condenar crimes de repressão política, habitual em ambos os países
nas décadas de 1970 e 1980 devido aos regimes em vigência na região. (O Estado
de S. Paulo – Política – 22/06/15)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Investigação sobre a causa da morte de João Goulart foi inconclusiva
Segundo
os jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o
corpo do ex-presidente da República João Goulart, popularmente conhecido como
Jango, foi exumado a pedido de sua família em novembro de 2013, a fim de
verificar a possibilidade de ele ter sido vítima de um assassinato por
envenenamento. O laudo da perícia, realizada por uma equipe internacional e
coordenada pela Polícia Federal brasileira, foi inconclusivo, não podendo ser
provada a causa da morte de Goulart. O ex-presidente morreu em sua residência
enquanto exilado na Argentina, em 1976. De acordo com o Correio, a causa de
morte divulgada foi infarto, porém familiares de Goulart acreditam na hipótese
de que o ex-presidente tenha sido assassinado, vítima da Operação Condor, rede
de colaboração entre os regimes militares do cone sul. De acordo com os
jornais, foram testadas cerca de 700 mil substâncias, dentre as quais, aquelas
citadas pelo ex-agente do regime militar uruguaio Mario Neira Barreiro, que
delatou uma suposta troca de medicamentos que teria levado ao envenenamento de
Goulart. O resultado da perícia não permitiu afirmar a causa da morte do
ex-presidente. De acordo com os peritos, o resultado pode ter sido inconclusivo
devido ao tempo, que pode ter extinguido sinais de substâncias tóxicas. Segundo
O Estado, este resultado foi divulgado apenas verbalmente, e os membros da
família de Jango vão analisa-los antes de divulgar os relatos oficiais.
(Correio Braziliense – Política – 02/12/14; Folha de S. Paulo – Poder –
02/12/14; O Estado de S. Paulo – Política – 02/12/14)
domingo, 9 de março de 2014
Argentinos abrem investigação sobre a morte do ex-presidente da República do Brasil João Goulart
Segundo
o jornal Folha de S. Paulo, uma investigação aberta pelo Ministério Público da
Argentina poderá chegar a uma conclusão sobre a morte do ex-presidente da
República do Brasil, João Goulart. De acordo com a Folha a decência e a coragem
dos argentinos em desvendar seus segredos, possibilitou a descoberta de que um
quartel do Exército brasileiro, localizado no interior do Paraná, durante o
regime militar (1964-1985) teve uma importante função na perseguição a exilados
do Brasil, inclusive a Goulart, na Argentina. Ainda de acordo com o jornal, os
argentinos terão uma excelente oportunidade para verificar os relatos de Mario
Neira Barreiro, ex-agente uruguaio que afirma ter participado da operação de
envenenamento do ex-presidente, e que atualmente vive na Argentina. (Folha de
S. Paulo – Poder – 23/02/14)
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Argentina investiga morte do ex-presidente João Goulart
De
acordo com o jornal Folha de S. Paulo, mediante pedido do Ministério Público, a
Justiça argentina incluirá o caso da morte do ex-presidente brasileiro João
Goulart entre os temas de uma investigação em andamento sobre a Operação
Condor. Outros casos de desaparecimento e perseguição de brasileiros naquele
país serão abordados. Jango faleceu na Argentina em 1976. (Folha de S. Paulo –
Poder – 21/02/14)
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Brasil e Argentina negociam sistema conjunto de defesa cibernética e jornal critica atuação do governo brasileiro
De
acordo com o jornal Correio Braziliense, a criação de um sistema conjunto de
defesa cibernética está sendo negociada entre Brasil e Argentina. No dia
13/09/13, o ministro da Defesa, Celso Amorim, debateu o assunto com a
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e os ministros argentinos da
Defesa, Agustín Rossi, e das Relações Exteriores, Hector Timerman. O jornal ,
porém, classificou como “ridículo” o orçamento de R$ 90 milhões para o Centro
de Defesa da Cibernética. Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, Amorim
teria almejado nas negociações com a Argentina “estabelecer alguma forma de
‘cooperação’”, que foi classificada como um termo vago que acabaria por
abranger significados que não deveriam corresponder aos interesses do Brasil.
De acordo com O Estado, Amorim considerou “ser necessário sujeitar as
diretrizes brasileiras na guerra cibernética aos objetivos dos parceiros na
América do Sul” e mencionou uma “doutrina” sul-americana de defesa cibernética
por meio da criação de uma instância supranacional, o que, segundo o jornal,
feriria a soberania nacional no que se refere à “determinação de suas políticas
de segurança”. O Estado destacou também que a presidenta da República, Dilma
Rousseff, pediu a aprovação do chamado Marco Civil da Internet em caráter de
urgência com o intuito de combater as supostas ameaças apresentadas pelos
serviços de espionagem estadunidenses, apesar do projeto ter como objetivo
apenas a garantia do “livre trânsito de informação e
a neutralidade da rede”. Amorim, por sua vez, expos a preocupação de Rousseff
com a proteção da reserva do pré-sal, devido a suspeita de que o governo
estadunidense estaria espionando a empresa Petróleo Brasileiro S.A.
(Petrobras), recomendando que questões de defesa e projetos estratégicos
tivessem “interesse redobrado”. Segundo Amorim, a solução eficaz seria o
desenvolvimento de um software nacional de defesa cibernética. Mesmo assim, um
estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicado em junho
de 2013, apontou que a capacidade das empresas brasileiras para desenvolver
esse tipo de software ainda é limitada, sendo, por isso, necessário intenso
investimento na área. Ainda de acordo com o estudo do Ipea, o Brasil possui
atualmente uma das infraestruturas de rede “mais vulneráveis e desprotegidas do
mundo”, além do país não possuir um documento que “estabeleça as diretrizes
próprias de uma estratégia nacional para a defesa cibernética”. (Correio
Braziliense – 14/09/13; O Estado de S. Paulo – Notas & Informações –
17/09/13)
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Comissão Nacional da Verdade busca, na Argentina, informações sobre brasileiros desaparecidos
De acordo com os periódicos
Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, a Comissão
Nacional da Verdade (CNV) irá analisar o conteúdo de 66 caixas de documentos
que, segundo O Estado, estão em posse
do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, visando encontrar
informações sobre 11 brasileiros que desapareceram durante o regime militar
argentino (1976-1983) e seis argentinos que desapareceram no Brasil, entre 1974
e 1980. O Estado confirmou também a
intenção da CNV de encontrar informações sobre a participação do regime militar
brasileiro (1964-1985) na Operação Condor, que teve por objetivo perseguir
opositores políticos dos regimes militares latino-americanos fora de suas respectivas
fronteiras. Durante a viagem à Argentina, o coordenador da CNV, Paulo Sérgio
Pinheiro, se encontrou, na cidade de Buenos Aires, com representantes de
organizações de defesa dos direitos humanos que também investigam o paradeiro
dos desaparecidos. Dentre os brasileiros desaparecidos, está Tenório Cerqueira
Júnior, pianista do músico Vinícius de Moraes que, segundo o Estado, teria sido sequestrado por
integrantes da Marinha seis dias antes do golpe militar que instalou o regime
militar argentino. Integrantes da CNV ainda irão visitar o Paraguai, Chile,
Uruguai e outros países em que se tem registro de casos de desaparecimento de
brasileiros. (Folha de S. Paulo – Poder – 20/04/13; O Estado de S. Paulo –
Nacional – 20/04/13)
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