De
acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o jornalista Ayrton Centeno, autor do
livro “Os Vencedores”, apresentou em sua obra 25 entrevistas e pesquisas
variadas que formam um mosaico da história daqueles que estiveram à frente do
combate ao regime militar (1964-1985). O primeiro texto do livro é dedicado à
presidenta da República, Dilma Rousseff, e narra fatos de sua história desde a
infância até a trajetória por organizações clandestinas e a prisão e torturas
durante o regime. O capítulo sobre o ex-presidente da República Luiz Inácio
Lula da Silva centrou-se no movimento sindical do final dos anos 1970. O livro
conta também com o relato das experiências do advogado Aloysio Nunes Ferreira
durante sua atuação na Ação Libertadora Nacional (ALN) e do jornalista Alfredo
Sirkis na Vanguarda Popular Revolucionária. Além disso, aborda diversas
questões e movimentos relacionados ao período pela ótica daqueles que os
presenciaram e retrata exemplos de mortes e desaparecimentos no período. (Folha
de S. Paulo – Ilustrada – 11/10/14)
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Congregação do Instituto de Química da USP revoga demissão de Ana Rosa Kucinski
Em
coluna opinativa ao jornal Folha de S. Paulo, o colunista Álvaro Pereira Junior
relembrou que no dia 22/04/14 a Congregação do Instituto de Química da
Universidade de São Paulo se reuniu, quarenta anos após o desaparecimento da
professora Ana Rosa Kucinski, para pedir desculpas à família e revogar sua
demissão. Ana Rosa era militante da Ação Libertadora Nacional e perante seu
desaparecimento foi demitida pela Universidade por “abandono de função”. Na
época, a família da professora já apresentava evidências de que Kucinski havia
sido vítima do aparato repressivo do regime militar (1964-1985). (Folha de S.
Paulo – Ilustrada – 26/04/14
terça-feira, 22 de abril de 2014
Universidade de São Paulo discute caso de demissão da professora Ana Rosa Kucinski
ARQUIVO ESTADO. No controle. Para Armando Falcão, ela era uma ‘terrorista’. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 16 abril 2014, p.9
Segundo os periódicos Folha de S. Paulo e O
Estado de S. Paulo, a Congregação do Instituto de Química da Universidade de
São Paulo (USP) havia agendado para o dia 17/04/14 a análise do pedido da
Comissão da Verdade da USP para que a demissão da professora Ana Rosa Kucinski
fosse revertida. De acordo com a Folha, a professora foi demitida em outubro de
1975 sob a alegação de abandono de emprego, pouco mais de um ano após seu
desaparecimento, na época do regime militar (1964-1985). O pedido de revisão
justifica que a demissão não levou em conta observações que já indicavam, na
época, que a professora não teria abandonado o emprego, mas sido sequestrada
por agentes do aparato repressivo do regime, na cidade de São Paulo, e por isso
estava desaparecida. De acordo com O Estado, militares e policiais civis
relataram que Kucinski e seu marido, o físico Wilson Silva, eram militantes da
Ação Libertadora Nacional (ALN) e foram presos no dia 22/04/1974, na cidade de
São Paulo, e levados à chamada Casa da Morte na cidade de Petrópolis, no estado
do Rio de Janeiro. O casal nunca foi encontrado, mas seus nomes surgem em mais
de um relato de agentes do Estado que atuaram naquele local, como o delegado
Claudio Guerra, que relata em seu livro “Memórias de uma Guerra Suja” que os
restos mortais de Ana Rosa e Wilson foram incinerados e que o corpo da
professora apresentava sinais de tortura e violência sexual. Houve denúncias
feitas no país e no exterior e várias organizações se mobilizaram para obter
informações sobre o caso. O arcebispo do estado de São Paulo, cardeal Paulo
Evaristo Arns, levou na época o caso ao conhecimento do ministro da Casa Civil,
general Golbery do Couto e Silva, o qual articulava o processo que levaria à distensão
política. O governo do ex-presidente da República Ernesto Geisel, pressionado
pela repercussão do caso, declarou, por meio de uma nota oficial, assinada pelo
ex-ministro da Justiça, Armando Falcão, que tratava-se de um casal
“terroristas” e que estes estavam “foragidos”. Como consequência, à época, a
Congregação do Instituto de Química, mediante votação, aprovou a proposta da
Reitoria da USP pedindo a dispensa da docente por abandono de função. No ano de
1995, o jornalista e irmão da professora, Bernardo Kucinski, encaminhou à
Reitoria da USP um pedido para a retificação da causa da demissão. A USP
reconheceu a injustiça, através de um relatório extenso, mas justificou a
posição anterior, o que desagradou a família de Ana Rosa. Segundo os jornais, era
quase certo que a Congregação do Instituto de Química cancelaria a demissão no
dia 22/04/14, data na qual estava programada uma homenagem à docente, sendo
inaugurado em sua memória uma escultura nos jardins do Instituto de Química.
Ainda estava previsto que um representante da diretoria da instituição
apresente na ocasião um pedido formal de desculpas à família de Ana Rosa.
(Folha de S. Paulo – Poder – 17/04/14; O Estado de S. Paulo – Política –
16/04/14)
Documentário traz depoimentos de mulheres que lutaram contra o regime militar
De acordo com o periódico Folha de S. Paulo,
um documentário sobre mulheres que lutaram contra o regime militar (1964-1985)
está sendo exibido no canal GNT, da Rede Globo, e traz como convidada a esposa
do ex-deputado federal José Genoíno, Rioco Kayano, que entrou para o Partido
Comunista do Brasil (PC do B) em 1968 e acabou presa no estado do Pará em seu
esforço de integrar à Guerrilha do Araguaia. A professora e ex-militante da
Ação Libertadora Nacional (ALN), Jessie Jane, também foi entrevistada a
respeito da tentativa frustrada de sequestrar um avião na cidade do Rio de
Janeiro para trocar passageiros por presos políticos. Jane foi pega e ficou
nove anos presa. (Folha de S. Paulo – Ilustrada – 16/04/14)
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