Mostrando postagens com marcador Complexo de Favelas da Maré. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Complexo de Favelas da Maré. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Forças Armadas deixaram o Complexo de Favelas da Maré

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, no dia 30/06/15, as Forças Armadas deixaram o Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, após 15 meses presentes no local. O jornal informou que o grupamento de 3 mil militares que se encontravam no Complexo foi substituído por 400 policiais militares. O secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro afirmou que a retirada das Forças Armadas não garante a segurança do local. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 01/07/15)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Força de Pacificação do Exército entra em confronto com traficantes no Complexo de Favelas da Maré

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, no dia 17/05/15, militares da Força de Pacificação do Exército trocaram tiros com homens armados na comunidade do Areal no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, local em que está instalada uma base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Apesar de um morador ter sido ferido na perna por uma bala, não houve prisões. De acordo com o jornal, ocorreram confrontos também no Complexo da Mangueira, na favela da Rocinha e no Complexo do Alemão, nos quais também há UPPs. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 18/05/15)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Militares afirmaram que atuação no Complexo da Maré se tornou mais complicada que missão de paz no Haiti

De acordo com o periódico Folha de S. Paulo, os militares que ocupam atualmente o Complexo de favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, declararam que cumprir a missão do Exército no Haiti tem sido menos difícil do que manter a ocupação da Maré. Segundo os militares, as limitações impostas às ações do Exército complicaram a atuação na área. A ação dos militares na Maré foi restringida ao patrulhamento, prisões em flagrante e revistas em carros, impedindo-os de realizar buscas em residências e ocupação de imóveis comprovadamente utilizados por criminosos. No Haiti, assim como na ocupação do Complexo do Alemão, também no Rio de Janeiro, as possibilidades para a atuação dos militares eram maiores: durante a ocupação do Alemão, os militares obtinham mandados de busca e apreensão com base nas informações recolhidas pelo comando de tropa, o que possibilitou a apreensão de 38 armas e 2.879 munições. O coronel Fernando Montenegro declarou que as limitações impostas à ação do Exército na Maré comprometeram a missão, uma vez que drogas são vendidas e consumidas dentro das casas e “menores aliciados atiram pedras na tropa e traficantes passaram a emboscar os militares do alto das lajes”. Segundo o general Azevedo e Silva, a existência de três facções em disputa na Maré torna a missão mais complexa do que a do Haiti. Segundo a Folha, os oficiais do Exército alegaram que “do jeito que a operação é feita, só aumenta os riscos de vítimas fatais, entre militares e a comunidade”, de forma que um grupo de generais enviou um recado ao Ministro de Defesa, Jaques Wagner, afirmando que temem uma "tragédia". Enquanto durante a ocupação do Alemão nenhum militar ou morador foi baleado, na ocupação da Maré até o momento já foram baleados dois civis e quatro soldados, uma vez que os traficantes desafiam os militares, resultando em trocas de tiros frequentes. A gestão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que não possui conhecimento a respeito das criticas feitas pelos militares. Em coluna opinativa para Folha, Clóvis Rossi alegou que a situação atual reflete a tolerância do Estado brasileiro com o crime organizado. A retirada da Força de Pacificação do complexo da Maré está prevista para acontecer até o dia 30/06/15. (Folha de S. Paulo – 02/05/15 – Cotidiano; Folha de S. Paulo – 04/05/15 – Opinião)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Militares das Forças Armadas começaram a ser substituídos por Policiais Militares no Complexo de Favelas da Maré

Segundo os jornais Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo, no dia 01/04/15, os militares da Marinha e do Exército que atuavam na Força de Pacificação do Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, começaram a ser substituídos por policiais militares, em treinamento desde janeiro de 2015. A previsão é de que a transição esteja completa até 30/06/15. O Ministério da Defesa gastou R$ 461,6 milhões desde o início da operação, no ano passado, e contava com 3 mil militares e 212 policiais atuando no local, de acordo com a Força de Pacificação. Não houve confirmação por parte da Secretaria Estadual de Segurança Pública quanto ao número de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que serão instaladas na região. A primeira será inaugurada na Favela Roquete Pinto e atenderá também à comunidade Praia de Ramos, como afirmou O Estado. No dia 01/05/15, os militares iniciarão sua saída das comunidades Parque União, Rubens Vaz, Nova Holanda e Parque Maré. (Correio Braziliense – Brasil – 02/04/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 01/04/15)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Militares dispararam contra carro e feriram cinco jovens no Complexo de Favelas da Maré

De acordo com o periódico Folha de S. Paulo, no dia 12/02/15 um carro com cinco pessoas foi fuzilado por soldados da Força de Pacificação do Exército no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o Exército, os jovens passaram com o carro em alta velocidade em meio a um tiroteio e seguiram em frente mesmo com ordens para parar. Os jovens contestaram a versão do Exército, alegando que os militares não haviam pedido para parar o carro. Todos que estavam no carro ficaram feridos e um permanece em coma. (Folha de S. Paulo – Cotidiano –14/02/15)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Informe especial de férias - Jornais noticiaram acontecimentos relacionados à pacificação de favelas no Rio de Janeiro

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, as Forças Armadas permanecerão no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, por mais três meses. Passado esse período, as atividades dos militares serão gradativamente reduzidas. A decisão, tomada após reunião com o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. De acordo com o jornal, desde a ocupação do Complexo, no dia 05/04/14, a ação militar resultou em diversos conflitos contra as facções que ocupam a comunidade, além da morte do cabo Michel Mikami durante uma das missões de pacificação. Em entrevista ao jornal O Estado, o então comandante da Força de Pacificação, general-de-brigada Ricardo Canhaci, afirmou que, apesar de ainda estar presente, o tráfico na região diminuiu. A principal dificuldade da Força de Pacificação, segundo Canhaci, é a limitação judiciária das Forças Armadas, que necessitam das Polícias Civil e Federal para investigar as ações das facções. De acordo com O Estado, outra unidade de policiamento que não apresenta efetivo suficiente no Complexo é a Polícia Militar, principal motivo para assegurar a permanência do Exército na comunidade e adiar a transferência do controle militar para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). De acordo com O Estado, o ex-soldado do Exército Luan Patrício dos Santos Rosa, integrante do reality show Big Brother Brasil, da Rede Globo, afirmou ter matado um homem durante uma operação de pacificação no Complexo de Favelas do Alemão. Segundo o jornal, uma equipe da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro ouvirá Santos Rosa, que afirmou ter agido em legítima defesa. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Exército declarou não ter registro de que o ex-soldado tenha participado de tal operação. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 24/01/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 14/12/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 31/12/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 23/01/15)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Militar morreu em confronto no Complexo de Favelas da Maré

Segundo os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o cabo do Exército Michel Augusto Mikami morreu, no dia 28/11/14, após ser baleado na cabeça durante confronto na Vila dos Pinheiros, no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo O Estado, o militar foi socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento da Vila do João, na Maré, e posteriormente ao Hospital Central do Exército, onde faleceu. De acordo com a Folha, Mikami era membro do 28º Batalhão de Infantaria Leve, na cidade de Campinas, e atuava na Força de Pacificação da região “há pouco mais de um mês”. A Folha lembrou que os militares apoiam a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo de Favelas da Maré, onde estão desde abril de 2014, e são responsáveis por realizar um policiamento ostensivo na região desde os primeiros meses de instalação da UPP. A Folha relatou que a presença dos militares na região foi prorrogada duas vezes, sendo que sua previsão inicial era de terminar em julho de 2014 e, atualmente, foi estendida para dezembro do mesmo ano. Segundo O Estado, o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, solicitará à presidenta da República, Dilma Rousseff, a permanência do Exército no Complexo de Favelas da Maré no ano de 2015. A ação do governador é criticada por entidades de defesa dos direitos humanos, como a Organização Não-Governamental Observatório de Favelas, a qual afirmou que a presença dos militares no local “reforça a opção do governo pela militarização e acirra a lógica do confronto na comunidade”. De acordo com os jornais, Rousseff divulgou nota na qual afirmou que Mikami “morreu no cumprimento do dever” e expressou sua dor e solidariedade à família e amigos do militar. O Estado afirmou que Pezão também divulgou uma nota, na qual lamentou a morte do militar, prestou sua solidariedade à família e afirmou que “seguirá firme” na atuação conjunta com o governo federal na região. Membros das Forças Armadas informaram que, no mesmo dia da morte de Mikami, os militares participaram de um confronto durante uma patrulha na região do Conjunto Esperança, favela localizada no Complexo de Favelas da Maré, no qual um blindado caiu num canal ao colidir em alta velocidade. O periódico lembrou que o Exército havia atuado anteriormente no Complexo de Favelas do Alemão e na Vila Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro, onde apesar dos confrontos, não houve morte de militares. Segundo os periódicos, Mikami foi o primeiro militar a morrer durante a ocupação das favelas do Rio de Janeiro pelas Forças Armadas. O Estado afirmou que, uma semana após a entrada dos militares no Complexo de Favelas da Maré, um jovem de 18 anos, suspeito de ser membro do tráfico, foi morto a tiros na comunidade e a partir de então os confrontos tornaram-se frequentes. O jornal lembrou também que a Avenida Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, foi interditada por blindados durante confronto entre fuzileiros navais e traficantes em setembro de 2014 e que no final de novembro do mesmo ano escolas foram fechadas na região devido a trocas de tiros. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 29/11/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 29/11/14; O Estado de S. Paulo – Poder – 30/11/14)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Adolescente morreu em tiroteio contra militares no Complexo de Favelas da Maré

De acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, um confronto entre meliantes e soldados do Exército que atuam na Força de Pacificação do Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, resultou na morte de um adolescente de 17 anos. Segundo a Força , dois homens dispararam contra os militares que acabaram por atingir um dos suspeitos na troca de tiros. Segundo o periódico nenhum soldado foi ferido. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 04/11/14)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Exército e Marinha auxiliam na contenção da violência no Complexo da Maré

Conforme publicado nos periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o Exército e a Marinha têm atuado para conter a violência desencadeada por disputas entre facções de traficantes no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro.  Segundo a Folha, os militares, que participam do processo de pacificação do Complexo com a Polícia Militar desde o dia 05/04/14, afirmaram que há “crise na ocupação”. De acordo com O Estado, com a onda de tiroteios, os militares fizeram incursões no conjunto de favelas e, no dia 01/10/14, houve três confrontos no Complexo. Além disso, tanques foram utilizados pelos militares para auxiliar no policiamento e bloqueio de vias na região. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 02/10/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 02/10/14)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ocupação dos militares no complexo da Maré é prorrogada

Segundo os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança do estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general José Carlos de Nardi, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, se reuniram no dia 29/07/14 na cidade do Rio de Janeiro e decidiram pela prorrogação da presença das Forças Armadas na  ocupação do complexo da Maré. Cerca de 2.400 membros do Exército e da Marinha participam da operação desde 05/04/14, e a saída estava marcada para o dia 31/07/14. Porém, eles permanecerão no local até a data marcada para o segundo turno das eleições, dia 26/10/14, quando se iniciará o processo de transição para a implantação de uma Unidade de Política Pacificadora no complexo. Para que a prorrogação da presença dos militares na Maré se concretize, a presidenta da República, Dilma Rousseff, deve assinar uma nova Garantia da Lei e da Ordem, instrumento que dá poder de polícia ao Exército e regulamenta o local e o período da ocupação. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 30/07/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 30/07/14)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Militares atuam no Complexo de Favelas da Maré

JOÃO LAET/AGÊNCIA O DIA. Chefe do tráfico. Piná (à dir.) é levado pela polícia para o Rio. O Estado de S. Paulo, São Paulo 22 abr. 2014 P.A16

Segundo o jornal Correio Braziliense, tropas e blindados dos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná reforçarão  a segurança do Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, a partir do dia 31/05/14. O general de brigada Mauro Sinott Lopes, comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, localizada em Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul, assumirá o comando da Força de Pacificação. As tropas permanecerão na cidade até o fim de julho, sob responsabilidade do Comando Militar do Sul, e terão a estrutura de uma Brigada, com 2.100 homens. O jornal relembrou a utilização de tropas do Sul do país para conter distúrbios, como por exemplo, na quarta campanha da Guerra de Canudos, sob comando do general Carlos Machado Bittencourt. Segundo o Correio, a Força de Pacificação que atua no Complexo da Maré foi alvo de quatro ações criminosas entre os dias 20 e 21/04/14. Em uma das ações, um motociclista disparou contra homens do Exército na Vila dos Pinheiros. Os militares não revidaram, pois o atirador teria usado crianças como escudo. (Correio Braziliense - Política - 20/04/14; Correio Braziliense - Brasil - 22/04/14)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ocupação das Forças Armadas no Complexo da Maré no Rio de Janeiro

De acordo com os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, Jefferson Rodrigues da Silva, de 18 anos, morreu após ser baleado por um fuzileiro naval que integra as forças militares que ocupam as favelas do Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o Comando da Força de Pacificação, o homem foi atingido após resistir à prisão e trocar tiros com fuzileiros na favela Vila dos Pinheiros.  Moradores afirmaram que o jovem era trabalhador e, em protesto, fecharam importantes vias da região. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, se recusou a falar sobre o caso e afirmou, durante uma visita à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, que só irá se pronunciar após a conclusão do relatório técnico da Polícia Civil. Segundo os jornais, as versões sobre o caso dadas pelo Exército e pelos moradores da comunidade são conflitantes. Enquanto o Exército afirma que Rodrigues disparou contra os militares, moradores alegam que o rapaz não estava envolvido em nenhum tipo de atividade ilícita. Devido ao acontecimento, o governador do Rio de Janeiro desistiu da possibilidade de reforçar o efetivo de policiais e militares na região. Na mesma ocasião, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou um investimento de R$ 7,3 milhões na construção de dois prédios e reforma de oito imóveis que servem de sede para as UPPs. O comandante-geral da Força de Pacificação do Complexo da Maré, general Roberto Escoto, anunciou, no dia 13/04/14, que as Forças Armadas lançarão o Disque-Pacificação, canal pelo qual os moradores das comunidades pacificadas poderão fazer denúncias anônimas às autoridades. Segundo o general, o Disque-Pacificação permitirá que os traficantes que ainda circulam pela comunidade sejam presos em flagrante. Além dessa iniciativa para auxiliar os militares, uma central de inteligência foi montada no complexo de favelas. (Correio Braziliense – Brasil – 14/04/2014; Folha de S. Paulo – Poder – 13/04/14; Folha de S. Paulo – Cotidiano – 16/04/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 13/04/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 16/04/14)


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Iniciou-se no dia 05/04/14 a Ocupação do Complexo de Favelas da Maré


WILTON JUNIOR/ESTADÃO. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 09 abril 2014, p17.

Segundo os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, iniciou-se no dia 05/04/14 a ocupação do Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, pelas Forças Armadas. A operação se iniciou com 2500 fuzileiros da Marinha e membros da brigada paraquedista do Exército que tiveram como primeira missão percorrer a região e realizar o seu mapeamento. Posteriormente, o efetivo foi reduzido para 1600 homens, os quais se revezam em turnos de seis horas, para manutenção do trabalho. Nesse primeiro momento da ocupação, as buscas se concentram em casas que eram anteriormente utilizadas por traficantes. A Folha afirmou que os militares já conhecem os locais que eram utilizados pelo traficante Marcelo dos Santos, ex-paraquedista do Exército, que garantia treinamento militar aos membros da facção, preso recentemente pela Polícia Federal. Desde o dia 30/03/14, 300 policiais militares também atuam na região. Segundo O Estado, a base da Força de Pacificação da Maré está montada no quartel do Centro de Preparação de Oficiais de Reserva. O Estado afirmou que a Marinha é responsável por cinco favelas do complexo, localizadas ao sul da Linha Amarela, e o Exército responsável por outras dez unidades. De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, a atuação das Forças Armadas ocorrerá até julho e está ligada ao esquema de segurança para Copa do Mundo de futebol. Segundo a Folha, a ocupação militar antecipa a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e contribui com o governo do estado do Rio de Janeiro em sua política de segurança. Ainda, de acordo com a Folha, o sucesso da ocupação pelas Forças Armadas passa pela aprovação da comunidade e, por isso, as tropas começaram um processo de conscientização dos moradores através do diálogo. Os militares pretendem receber ajuda da comunidade para manter o patrulhamento, pois é preciso montar postos de observação nas lajes das casas para evitar surpresas por parte dos traficantes. O Estado divulgou que, apesar da ocupação, no dia 07/04/14, uma equipe do jornal foi abordada por traficantes enquanto trabalhava no local, acerca de 200 metros da praça da Vila dos Pinheiros, onde se concentravam militares da Marinha e policiais militares. O general de Brigada e comandante da Força de Pacificação da Maré, Roberto Escoto, admitiu que as favelas ainda abrigam traficantes. Segundo O Estado, um balanço divulgado, no dia 07/04/14, pela Força de Pacificação apontou que os militares já apreenderam equipamentos usados para triturar cocaína, 242 cartuchos de pistola calibre 45, uma arma branca com inscrições de uma facção criminosa, três equipamentos de rádio, R$ 970 em espécie e dois veículos roubados, além de pequenas quantidades de diversas drogas. Ainda, de acordo com os jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, a Força de Pacificação da Maré sofreu cinco ataques entre os dias 07 e 08/04/14. Esses ataques ocorreram em localidades do Complexo de Favelas da Maré, como na favela Vila dos Pinheiros, onde um grupo de militares acompanhava uma manifestação e foram recebidos por tiros, e na favela Vila do João, onde tiros foram direcionados contra dois locais em que militares faziam plantões. Segundo a Folha, alguns moradores manifestaram-se contrários à presença dos militares. O governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, relatou que serão necessários investimentos de longo prazo para que se resolva os problemas de segurança do Complexo de Favelas da Maré. (Correio Braziliense - Brasil - 09/04/14; Folha de S. Paulo - Cotidiano - 05/04/14; Folha de S. Paulo - Poder - 06/04/14; Folha de S. Paulo - Cotidiano - 07/04/14; Folha de S. Paulo - Cotidiano - 09/04/14; O Estado de S. Paulo - Metrópole - 05/04/14; O Estado de S. Paulo - Metrópole - 06/04/14; O Estado de S. Paulo - Metrópole - 08/04/14; O Estado de S. Paulo - Metrópole - 09/04/14)