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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Antigo avião presidencial é vendido em leilão

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Boeing 707 KC-137 nº 2401, utilizado por vários presidentes brasileiros, cujo apelido é Sucatão desde o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi vendido em leilão na cidade do Rio de Janeiro por R$ 13,5 mil. A Força Aérea Brasileira impediu que o comprador, Paulo Renato Pires Fernandez, empresário e ex-funcionário da Transbrasil, expusesse o avião no Museu da Tam. Sendo assim, a aeronave foi desmantelada para preservar segredos militares e impedir a reutilização de equipamentos aeronáuticos. O alumínio aeronáutico foi fundido e Fernandez visa Espanha, Estados Unidos e China como compradores. As quatro turbinas do Boeing foram preservadas e serão doadas para uma escola de aviação. Segundo o jornal, apesar do Boeing ter sido criticado pelos últimos presidentes, o avião era venerado pelos militares da Aeronáutica por sua capacidade de reabastecer jatos em pleno voo. (Folha de S. Paulo – Poder – 04/10/15)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Força Aérea Brasileira lançou revista em quadrinhos infantil para conscientizar crianças sobre riscos aéreos

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB)  lançou, no dia 26/09/15, em parceria com o autor Mauricio de Sousa, uma revista em quadrinhos infantil da “Turma da Mônica” com o objetivo de conscientizar as crianças a não alimentar aves nas imediações dos aeroportos, visto que estes animais podem ser puxados para as turbinas do avião e causar acidentes. O jornal informou que o convite para formar a parceria foi feito ao autor no ano de 2013, período de publicação do primeiro volume da revista, que terá uma nova tiragem. Ambas as edições serão distribuídas em aeroportos, escolas e eventos da FAB. O coronel Alexandre Prado, chefe da Divisão Operacional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), afirmou que “a educação e a conscientização sobre a importância da segurança de voo é eficaz quando iniciada ainda na infância”. Sousa concordou com a afirmação, reiterando a capacidade das crianças em influenciar nas ações e costumes de seus familiares. O lançamento, que ocorreu no hangar da FAB no Campo de Marte, na cidade de São Paulo, foi um evento exclusivo para crianças de baixa renda e contou com a presença de Sousa e da Turma da Mônica. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 26/09/15)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Força Aérea Brasileira incluirá analise de voz nas investigações de acidentes aéreos

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB) declarou que considerará em suas investigações de acidentes aéreos a voz da tripulação da aeronave. O emprego deste novo método se iniciará a partir de 2017 ou 2018, quando o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) tiver estabelecido um protocolo para orientar o investigador. Segundo a tenente-coronel Laura Marcolino, chefe de assessoria de fatores humanos do Cenipa, o cansaço pode ser identificado através da frequência de bocejos, pausas durante a fala, e entre outros. Segundo Marcolino, a partir do novo instrumento de investigação também será possível “propor recomendações de segurança mais efetivas”. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 30/08/15)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Governo brasileiro concluiu acordo com a Suécia para compra de caças

Segundo o jornal Correio Braziliense, o governo brasileiro concluiu, no ano de 2015, o contrato de financiamento com a Suécia para a obtenção de 35 caças Gripen NG. De acordo com o periódico, o acordo de US$ 5,4 bilhões foi concluído após 14 anos de negociações, com uma taxa de juros de 2,19%, abaixo dos 2,54% propostos inicialmente pelo banco de desenvolvimento da Suécia, Swedish Export Credit Corporation (SEK). O Ministério da Defesa afirmou que a operação de crédito externo no valor de US$ 245,3 milhões foi autorizada pelo Senado Federal e pelo Ministério da Fazenda. O acordo prevê que 21 caças serão fabricados na Europa e 15 no Brasil, como parte do processo de transferência de tecnologia. Ainda de acordo com o jornal, o caça Gripen NG com dois lugares é um modelo exclusivo, requisitado pela Força Aérea Brasileira (FAB), e sua montagem será realizada por engenheiros brasileiros da Embraer, na fábrica localizada na cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo. Segundo o Correio, o governo brasileiro pretende exportar o Gripen NG, uma vez que se finalize a fabricação dos caças, em 2024. (Correio Braziliense – Mundo – 26/08/15)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Aeronave da Força Aérea Brasileira realizou pouso forçado

Segundo o jornal Correio Braziliense, uma aeronave Bandeirante da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou um pouso forçado no dia 26/07/15, na Base Aérea de Lagoa Santa, na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. De acordo com o jornal, a aeronave estava sendo utilizada para treinamento no Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa e nenhum dos três homens a bordo ficou ferido. A FAB não disponibilizou maiores informações sobre o acidente (Correio Braziliense – Brasil – 29/07/15)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Força Aérea Brasileira afastou controlador de tráfego aéreo

Segundo os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB) afastou preventivamente um controlador de tráfego aéreo após risco de colisão, no dia 28/06/15, entre dois aviões comerciais no estado da Bahia. O jornal afirmou que a medida é um procedimento padrão e se mantém até que as investigações sobre o incidente sejam concluídas. O Estado informou que as aeronaves, uma ATR-72, da companhia aérea Azul e um Boeing 737-600, da companhia aérea Gol, aproximaram-se a uma distância de 200 pés, o equivalente a 60 metros, sendo a distância mínima determinada pela Aeronáutica de 1000 pés, o equivalente a 300 metros. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 30/06/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 30/06/15)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Presidente do Senado solicitou aeronave da Força Aérea Brasileira

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, confirmou, no dia 23/06/15, que solicitou aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), com o objetivo de levar uma nova comitiva de parlamentares brasileiros para a Venezuela. De acordo com o jornal, no dia 18/06/15, a comitiva liderada pelos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes havia tentado desembarcar no país com o objetivo de falar com opositores do governo venezuelano, mas foi impedida de sair do aeroporto. (O Estado de S. Paulo – Política – 24/06/15)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Avião da Força Aérea Brasileira recebeu autorização para pousar na Venezuela

Segundo os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, foi encaminhado, no dia 15/06/15, um pedido formal para que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) pudesse sobrevoar e pousar em território venezuelano no dia 18/06/15, com o objetivo de levar políticos brasileiros ao país. A resposta, positiva, foi obtida somente na noite do dia 16/06/15. Segundo O Estado, a assessoria do senador Aécio Neves divulgou no dia 15/06/15, que a Venezuela havia vetado o pedido de pouso, e que já possuía a informação de veto. Em entrevista, o senador afirmou que “havia dificuldades para autorização de pouso por ser uma aeronave militar”. O periódico informou, ainda, que o avião levaria senadores brasileiros que realizariam uma visita de solidariedade aos opositores do governo venezuelano presos no país sob a acusação de terem incitado o uso de violência em protestos contrários ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 2014. Segundo a Folha, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, declarou que o governo da Venezuela não autorizou a visita ao presídio onde se encontram os opositores. De acordo com O Estado, Wagner afirmou também que o protocolo exigido a todos os voos de aviões militares foi seguido, sendo uma das exigências a especificação do número de pessoas na aeronave e o objetivo da missão, o que foi devidamente informado. O Correio informou que a longa espera por uma resposta do governo venezuelano levou o líder do partido Democratas, Ronaldo Caiado, a apresentar à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) um pedido de explicação dos ministros da Defesa, Wagner, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, quanto ao atraso. (Correio Braziliense – Mundo – 17/06/15; Folha de S. Paulo – Mundo – 17/06/15; O Estado de S. Paulo – Internacional – 16/06/15; O Estado de S. Paulo – Internacional – 17/06/15)

Professor da Universidade Estadual de Campinas homenageou o brigadeiro Aldo Vieira da Rosa

Em coluna opinativa para o jornal Folha de S. Paulo, Rogério Cezar Cerqueira Leite, físico, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, homenageou o general de brigada e professor emérito da Universidade de Stanford, Aldo Vieira da Rosa, falecido no dia 08/06/15, na cidade de Palo Alto, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Rosa era brigadeiro da Força Aérea Brasileira (FAB) quando iniciou o regime militar brasileiro (1964-1985), aposentando-se em seguida, e retornou à Universidade de Stanford, onde estagiou na juventude. De acordo com Leite, foi presidente do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e fundou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), além de ser um dos idealizadores do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), complexo tecnológico em São José dos Campos, interior do estado de São Paulo. (Folha de S. Paulo – Opinião – 15/06/15)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Força Aérea Brasileira investigou acidente aéreo em Belo Horizonte

Segundo os jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, um avião bimotor caiu, no dia 07/06/15, na zona norte da cidade de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, causando a morte das três pessoas que estavam a bordo e ferindo uma pessoa em terra. De acordo com O Estado, trabalhadores da Defesa Civil de Belo Horizonte e da Infraero examinaram o local do acidente. A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que o destino da aeronave, que partiu do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, era uma fazenda na cidade de Setubinha, a 526 quilômetros da capital. O Registro Aeronáutico Brasileiro e a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) afirmaram que a documentação do bimotor de matrícula PR-AVG estava em dia, com a Inspeção Anual de Manutenção e o Certificado de Aeronavegabilidade previstos para expirar, respectivamente, em 2016 e 2020. De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), órgão vinculado à FAB, o avião operava pela empresa Atlântica Exportação e Importação, uma das mais importantes exportadoras de café do país. Segundo O Estado, o acidente será investigado pelo Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, um setor da FAB que enviou uma equipe da cidade do Rio de Janeiro para Belo Horizonte no dia do acidente. O Correio afirmou que “esta é a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda de aeronave na Região Metropolitana de Belo Horizonte desde agosto de 2014”. (Correio Braziliense – Brasil – 08/06/15; Folha de S. Paulo – Cotidiano – 08/06/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 08/06/15)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Força Aérea Brasileira retomou procura por helicóptero desaparecido no Amazonas

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB) retomou, no dia 31/05/15, as buscas por um helicóptero que prestava serviços para a Secretaria Especial de Saúde Indígena, instituição vinculada ao Ministério da Saúde. A aeronave desapareceu na região da cidade de Tabatinga, no estado do Amazonas, no dia 29/05/15. Segundo a FAB, as buscas foram realizadas tanto pelo ar, com o auxílio de duas aeronaves do órgão militar, quanto pelo solo, apesar de “o mau tempo e a mata fechada” que complicaram o procedimento. Segundo informações da FAB, após 5 dias de procura o helicóptero foi encontrado sem sobreviventes. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 01/06/15)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Onze municípios paulistas solicitaram o emprego de soldados do Exército para auxiliar no combate à dengue

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, a Prefeitura da cidade de São Paulo e mais dez cidades do estado de São Paulo solicitaram o emprego do Exército para auxiliar no combate à epidemia de dengue no estado. De acordo com O Estado, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, solicitou 50 soldados, que serão treinados para visitarem residências acompanhados de agentes de saúde e da Vigilância Sanitária. Haddad afirmou ainda que os militares serão alocados em bairros com índice de violência mais elevados, pois nessas localidades existe resistência por parte dos moradores em permitir a entrada dos agentes de saúde, mas “se a pessoa (agente) está acompanhada de um soldado, o morador se sente mais seguro para abrir.” De acordo com O Estado, o secretário adjunto de Saúde, Paulo Puccini, afirmou que o número de militares (50) em relação ao de agentes municipais da Vigilância Sanitária (cerca de 2.500) é pequeno, porém a “qualidade que a presença (do Exército) dá a credibilidade que possa transmitir ao morador para abrir o seu lar, isso qualifica a nossa equipe. Dá um novo tom”. Além de São Paulo, solicitaram a ajuda dos militares os municípios de Campinas, Sorocaba, Mogi Mirim, Lins, Marília, Bebedouro, Jaboticabal, Garça, Caçapava e Pirassununga, que também recebeu ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB), totalizando 630 soldados do Exército a serem alocados para esse fim. Segundo o jornal, os militares que já estão atuando na cidade de Lins foram recebidos com aplausos pelos moradores. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 18/04/15)

Ministros utilizaram aeronaves da Força Aérea Brasileira

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, no dia 10/04/15, foi publicado o decreto presidencial que proíbe autoridades políticas de utilizarem as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para retornarem às suas cidades de origem. Naquele mesmo dia, três ministros utilizaram os jatinhos da FAB para voltarem as suas residências fora da capital federal, Brasília. Helder Barbalho, ministro da Pesca e Aquicultura, foi para Belém, no estado do Pará, enquanto Guilherme Afif Domingos, ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, e Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação, voaram para São Paulo. De acordo com o jornal, as autoridades afirmaram cumprir compromissos de trabalho nas respectivas cidades. (Folha de S. Paulo – Poder – 12/04/15)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar compra de caças pela FAB

De acordo com o jornal Correio Braziliense, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil, no dia 09/04/15, para investigar eventuais irregularidades no contrato firmado entre o governo brasileiro e a empresa sueca Saab, em outubro de 2014, para a compra de 36 aviões de caça modelo Gripen NG, no valor de US$ 5,4 bilhões. Segundo o Correio, a abertura do inquérito, que tramita juntamente a um inquérito criminal, foi motivada pelo aumento de cerca de US$ 900 milhões em relação à proposta inicial. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), as variações cambiais entre o dólar e a coroa sueca teriam diminuído a diferença para US$ 758 milhões. Em relação ao acréscimo de US$ 900 milhões no contrato final, a FAB atribuiu a alguns pedidos de alterações tecnológicas no modelo inicialmente oferecido pela Saab, como a troca de um painel de três telas diferentes por um panorâmico, chamado de WAD. De acordo com o periódico, o MPF conduz investigação para apurar irregularidades no contrato de compra desse dispositivo, a ser desenvolvido pela empresa brasileira AEL Sistemas, cujo objetivo é apurar a suspeita de envolvimento de militares da reserva e da ativa da FAB com a AEL Sistemas. A investigação terá duração de um ano e é passível de ação civil pública pedindo a anulação do contrato. Segundo o Correio, a FAB e a AEL Sistemas declaram em nota não terem sido notificadas sobre a abertura do inquérito, mas colocaram-se à disposição do MPF. A Saab, por sua vez, afirmou ter ciência das investigações e se dispôs a colaborar. (Correio Braziliense – Política – 10/04/15)

Forças Armadas auxiliam em ação para controle de incêndio na cidade de Santos

Segundo os jornais Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo, o comandante da Defesa Civil do estado de São Paulo e chefe da Casa Militar do estado, José Roberto Rodrigues Oliveira, anunciou que as Forças Armadas estão posicionadas, caso exista a necessidade de acionar o plano de evacuação para a retirada de até 5 mil moradores das regiões próximas à empresa Ultracargo, a qual se encontra com o depósito de combustíveis incendiado desde o dia 02/04/15, na cidade de Santos. De acordo com O Estado, um equipamento do Exército, o Siges, capaz de identificar gases tóxicos presentes no ar em um raio de até 5 quilômetros, monitorou a região no decorrer do dia 06/04/15. O general de brigada e comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército, João Chalella Junior, afirmou, no dia 07/04/15, que o equipamento não verificou nenhuma anormalidade no ar da região. De acordo com o Correio, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou ao bairro da Alemoa na cidade de Santos, onde se localiza o depósito de combustíveis da Ultracargo, 4,5 toneladas de um material gelatinoso chamado “coldfire”, usado para resfriar superfícies e impedir a propagação do fogo. (Correio Braziliense – Brasil – 06/04/15; Correio Braziliense – Brasil – 08/04/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 06/04/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 08/04/15)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Decreto presidencial restringirá uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira por autoridades

Conforme publicado nos periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, a presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou um decreto, que será publicado na semana do dia 05/04/15, no qual restringe o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por ministros de Estado. Segundo os jornais, a medida, que tem como objetivo cortar gastos, proíbe o uso de aeronaves da FAB pelos ministros para passar fins de semana ou feriados com a família em seus estados de origem, sendo permitido apenas para missões oficiais ou em casos excepcionais. O Palácio do Planalto não informou se o decreto abrangerá os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do Senado Federal, Renan Calheiros, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. De acordo com os periódicos, o decreto do ano 2002, que regulamenta até o momento o uso de aeronaves da FAB por autoridades, tem o direito ao uso os ministros de Estado, o vice-presidente de República, os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do STF, além dos comandantes das Forças Armadas. Essas autoridades podiam solicitá-las em quatro situações, sendo elas por motivo de segurança, viagens a serviço, emergências médicas e nos “deslocamentos para o local de residências permanente”. Segundo a Folha, de janeiro a março de 2015 foram feitas 75 viagens desse tipo, sendo 61 por parte dos ministros de Estado. (Folha de S. Paulo – Poder – 03/04/15; O Estado de S. Paulo – Política – 03/04/15)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Empresa estadunidense pagou propina a oficiais da FAB

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, a empresa estadunidense Dallas Airmotive, responsável pela manutenção de motores de avião, admitiu à justiça dos Estados Unidos que pagou propina a oficiais das Forças Armadas Brasileiras (FAB). O pagamento ocorreu entre os anos de 2008 e 2012, por representantes e funcionários da empresa, e deu-se através de contratos firmados com empresas de fachada. (Folha de S. Paulo – 12/12/2014 – Poder).

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ministro da Defesa deve prestar esclarecimentos sobre a compra dos caças do programa FX-2 na Câmara dos Deputados

Evaristo Sá - AFP. 11/03/2014. Compra negociada por Amorim foi fechada dois dias antes das eleições. Correio Braziliense, Brasília. 13 nov 2014.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, o ministro da Defesa, Celso Amorim, foi convidado pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos acerca do aumento de US$ 1 bilhão no valor do contrato da compra dos caças suecos Gripen NG, fechado no mês de outubro de 2014. O autor do pedido, deputado Vanderlei Macris, afirmou que Amorim “precisa manifestar-se sobre os pormenores da operação e esclarecer a razão pela qual a operação não foi oficialmente divulgada na sua concretização, foi somente após a eleição presidencial”. No mês de dezembro de 2013, o governo brasileiro anunciou a escolha de 36 caças Gripen NG em um contrato no valor de US$ 4,5 bilhões. No entanto, o valor contrato final, fechado em outubro de 2014, foi de US$ 5,5 bilhões. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o reajuste no valor do contrato deve-se aos impactos relacionados à oferta de 2009, da empresa sueca Saab, com adequações tecnológicas, visando atender à exigência de maior participação do Brasil na produção da aeronave. (Correio Braziliense – Política – 13/11/14)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Força Aérea Brasileira resgatou sobreviventes de acidente aéreo em Roraima

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou, no dia 31/10/14, cinco pessoas que estavam desaparecidas depois da queda da aeronave Cessna PP-FFR no dia 26/10/14. A FAB afirmou que a aeronave foi encontrada no dia 30/10/14 no estado de Roraima, acerca de 200 km da capital, Boa Vista. Segundo a FAB, os sobreviventes do acidente foram encontrados aproximadamente a 3,5 quilômetros da aeronave. O grupo foi encaminhado para o hospital de Boa Vista e não apresentava ferimentos graves. Segundo o periódico, as causas do acidente serão investigadas. (Folha de S. Paulo – Poder – 01/11/14) 

domingo, 9 de novembro de 2014

Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas: a abordagem da imprensa brasileira sobre o Programa FX-2 (IV Congreso Internacional – XI Simposio – De América Latina Y El Caribe - 24/10/2014)


Bruce Scheidl Campos 
Cristal de Moraes Siqueira
Giulia Botossi Gomes


Resumo:
Este trabalho sintetiza as principais informações publicadas por periódicos brasileiros a respeito do Programa FX-2, durante o governo da presidente Dilma Rousseff. Tomando como base o Informe Brasil, produzido pelo Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas, foram destacadas as propostas para o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira. O objetivo deste trabalho é expor a forma como as negociações foram abordadas pela imprensa brasileira.
Palavras-chave: Defesa, Programa FX-2, Brasil.

Resumen:
Este artículo resume las principales informaciones publicadas por los diarios  brasileños de gran circulación sobre el programa FX-2, durante el gobierno de la presidenta Dilma Rousseff. Con base en el Informe Brasil, producido por el Observatorio Sudamericano de Defensa y  Fuerzas Armadas, se señalaron las propuestas para la modernización de la Fuerza Aérea Brasileña. El objetivo es exponer cómo las negociaciones fueron planteadas por la prensa brasileña
Palabras clave: Defensa, Programa FX-2, Brasil.

Introdução
            O presente trabalho tem por objetivo expor as principais informações veiculadas em jornais brasileiros acerca do Programa FX-2 durante o governo da presidente da República, Dilma Rousseff, utilizando como base o Informe Brasil produzido pelo Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas .
         Primeiramente, introduziremos o Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas e a metodologia utilizada na produção do Informe Brasil, a fim de esclarecer a principal fonte de pesquisa consultada para este trabalho. A seguir apresentaremos o Programa FX-2, o contexto em que foi estabelecido, os principais pontos das negociações e as opiniões divulgadas nos periódicos a respeito do cunho político e técnico da decisão. Por fim, destacaremos a trajetória das negociações dos modelos concorrentes.

O Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas

          O Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas é um projeto conjunto de grupos acadêmicos do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela que se dedicam ao estudo da temática de Defesa e Forças Armadas. Informes semanais são produzidos a partir da seleção e resumo de notícias acerca dos temas de interesse em jornais de ampla circulação em cada um dos países. Estes informes são distribuídos eletronicamente para mais de 3000 assinantes – dentre eles faculdades, professores, pesquisadores, estudantes, instituições governamentais e políticos – e constituem uma rica fonte de pesquisa para trabalhos acadêmicos ao redor do mundo. 
           No Brasil, o Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas, desenvolvido pelo Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (GEDES), iniciou suas atividades em 2001 e desde então é responsável pela distribuição eletrônica de todos os informes e pela produção do Informe Brasil. A metodologia utilizada consiste na formação de uma escala semanal, na qual um membro é responsável pela coleta e resumo de notícias pertinentes ao tema a cada dia semana. A coleta de notícias é feita utilizando como fonte os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. As notícias, posteriormente, são agrupadas em resumos divididos por temas, uma vez que certos assuntos são recorrentes ao longo da semana. É importante ressaltar que, em cada resumo, preza-se pela imparcialidade na transmissão dos fatos e das colunas de opinião, o que garante a linguagem acadêmica, livre de preferências políticas. Ao final de sete dias, é realizada uma reunião entre os membros para a discussão das notícias e correção parcial do informe, que passa ainda por correção final realizada por supervisoras – mestrandas e doutorandas – com experiência no tema.

O Programa FX-2

         O programa FX, projeto de reaparelhamento e modernização da Força Aérea Brasileira (FAB), foi criado pelo governo brasileiro com o objetivo de encontrar um substituto para os aviões de caça obsoletos Mirage 2000. O projeto teve início em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando se iniciaram as negociações para a compra de novos caças, e foi retomado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a denominação FX-2 . No âmbito do projeto, a concorrência deu-se entre a empresa estudunidense Boeing, que oferecia o caça F/A18 E/F “Super Hornet” (doravante F-18); a sueca SAAB, com o modelo Gripen NG; e a francesa Dassault, com o Rafale. Em dezembro de 2013, foi decidido pela aquisição do caça Gripen NG, firmando um contrato de US$ 4,5 bilhões. Teriam sido considerados no processo de tomada da decisão final os custos de aquisição e manutenção e as condições de transferência de tecnologia como os requisitos fundamentais. Porém, conforme representantes governamentais e analistas, a decisão pelas aeronaves suecas teve cunho político relevante.

1. Antecedentes

         Após o resultado das eleições presidenciais de 2010, no qual vencia a candidata Dilma Rousseff, o periódico Folha de S. Paulo noticiou a permanência de Nelson Jobim à frente do Ministério da Defesa, após convite feito no dia 26/11/10, com apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considerava satisfatória a reforma da política de defesa levada a cabo por Jobim enquanto ministro da Defesa em seu governo. Segundo os jornais Folha e O Estado de S. Paulo, além da indicação de Lula da Silva, o programa FX-2 foi considerado um fator determinante para a permanência de Jobim na pasta .
            A jornalista Eliane Cantanhêde declarou, em coluna opinativa à Folha em novembro de 2010, que um dos motivos de o novo governo manter Jobim como ministro seria a capacidade de justificar a possível compra do caça Rafale, da empresa francesa Dassault Aviation, uma vez que o modelo era considerado o último na preferência da Aeronáutica, devido ao seu custo de manutenção ser o mais alto . Na primeira semana de dezembro de 2010 os periódicos Folha e O Estado noticiaram que Lula da Silva não decidiria sobre a compra dos caças, alegando não poder assumir, no final de seu mandato, uma dívida de mais de US$ 6 bilhões. Com essa declaração, a decisão ficou para Rousseff .

2. Decisão política versus decisão técnica

               Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, as questões políticas e técnicas no âmbito do programa FX-2 já estavam em pauta, apesar de prevalecer, à época, o aspecto político da decisão de compra das aeronaves. Conforme noticiaram os jornais Folha e O Estado, no dia 09/11/09, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou que o desenvolvimento da tecnologia deveria ser priorizado na decisão final, acima da questão do preço. Jobim afirmou, naquele momento, que não havia recebido as avaliações técnicas dos três modelos de caça que disputavam a licitação, mas ressaltou que, caso não houvesse restrições técnicas, a decisão seria política .
              Conforme publicado na Folha, a oferta sueca era considerada a melhor por grupos militares e pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Contudo, havia o fato da aeronave ser ainda um projeto e possuir peças advindas dos EUA. De acordo com o periódico do dia 27/11/09, Jobim pediu à FAB que não indicasse um vencedor ao final de sua avaliação técnica, afirmando que "o que vale é a avaliação final feita pelo presidente da República" e por isso o relatório só deveria constar os prós e contras de cada aeronave, avaliando itens como preço e transferência tecnológica, o que gerou desconforto junto a alguns militares. A FAB elaborou relatórios minuciosos de cada aeronave e suas respectivas propostas, totalizando mais de 25 mil páginas . Porém, a posição adotada pela Aeronáutica em seu relatório foi a recomendação de que o governo adquirisse o modelo Gripen NG, da empresa sueca Saab, enquanto o governo havia demonstrado publicamente preferência pelo modelo francês Rafale .
         Em seguida, já no âmbito da sucessão presidencial no final de 2010, após a confirmação de Jobim como ministro da Defesa no governo de Rousseff, a Folha e O Estado noticiaram a preferência de Jobim pelos caças Rafale F3 e afirmaram que esta decisão era vista mais como uma estratégia política do que técnica, tendo em vista a intenção de estabelecer uma parceria estratégica, política e militar com a França. Jobim havia sido até então, o condutor do processo de licitação do programa FX-2. No entanto, considerando o relatório técnico da Aeronáutica em que o modelo da fabricante Dassault ficou em último lugar, Rousseff afirmou que exigiria novas informações técnicas sobre o processo de escolha e analisaria o parecer de Jobim e, talvez, o da FAB .
              Logo no início de seu governo, no entanto, Rousseff anunciou um corte de R$ 4,38 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa para despesas com investimentos e custeio no ano de 2011 . De acordo com Catanhêde, em coluna opinativa para a Folha, a situação orçamentária, aliada à instauração da Comissão Nacional da Verdade, gerou conflitos entre Jobim e Rousseff , levado a seu pedido de demissão do cargo de ministro. Após acatar o pedido de Jobim, Rousseff nomeou o embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula da Silva, para o cargo de ministro da Defesa .
              Segundo o jornal Correio Braziliense, no processo de licitação do programa FX-2, a empresa mais incisiva era a Saab, da Suécia, que oferecia transferência irrestrita de tecnologia ao Brasil, questão primordial para a escolha da empresa fornecedora dos caças. A proposta da concorrente Dassault era semelhante, pois pretendia vender os caças Rafale ao Brasil com a transferência tecnológica integral. Já a Boeing, com o F-18, ressaltou que a parceria EUA-Brasil, na esfera militar, resultaria em benefícios nas áreas de energias alternativas e biocombustíveis .
         De acordo com a Folha, no entanto, o governo federal, representado pela Aeronáutica, enviou uma carta aos EUA, à França e à Suécia, pedindo a extensão das propostas da venda dos caças ao programa FX-2 até o dia 31/12/12. Conforme opinião da Folha, a postergação “ocorre por ser inoportuno anunciar um gasto que pode chegar a ficar entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões em um cenário de crise internacional e baixo crescimento econômico” .
            No dia 12/07/12, o historiador britânico Kenneth Maxwell evidenciou, em coluna opinativa para a Folha, o caráter político de decisão, comentando sobre o adiamento da compra das aeronaves. Maxwell apontou para um favoritismo francês, por conta da eleição do presidente socialista, François Hollande, uma vez que o assessor de relações internacionais do governo de Rousseff, Marco Aurélio Garcia, vinha expandindo suas conexões com os socialistas da França e, ainda, porque Amorim teria apresentado desconfiança para com os estadunidenses. O historiador previa que o adiamento da compra dos caças podia ter relação com a espera para saber quem seria o próximo presidente da República dos EUA .         
           Por outro lado, em coluna opinativa para a Folha, no dia 06/06/13, Catanhêde apontou para a predominância técnica da decisão. O fato da saída definitiva de operação dos antigos caças Mirage 2000, somado ao fato de que o novo prazo que o governo pediu às empresas expirava no dia 30/09/13, eram fatores que pressionavam para maior rapidez no anúncio da compra das aeronaves. A jornalista declarou, no entanto, que o ambiente político naquele momento era diferente em relação ao governo Lula da Silva, no qual o peso político, que tendia para a escolha dos caças Rafale franceses, superava a análise do relatório técnico da FAB. Rousseff, segundo Cantanhêde, tinha preferência para a opção mais técnica e menos política e estaria inclinada a optar pela aeronave F-18 estadunidense. A jornalista evidenciou que Rousseff iria realizar uma visita oficial aos EUA no dia 23/10/13, dia próximo ao de vencimento do prazo determinado pelo governo para tomar a decisão .
         Após a eclosão dos casos de espionagem estadunidense, a posição favorável de Rousseff em relação à Boeing havia sido abalada. Segundo a Folha, o vice-presidente estadunidense, Joe Biden, teria tranquilizado Rousseff quanto ao caso e a decisão era de que o F-18 seria anunciado como o vencedor da concorrência na visita de Estado de Rousseff em outubro. Porém, a revelação posterior de que a própria presidente Rousseff fora alvo da espionagem estadunidense acabou por anular as possibilidades de escolha pelos caças da Boeing , além de influenciar no cancelamento de Rousseff aos EUA .
          De acordo com o Correio, Rousseff finalizaria seu mandato sem que a decisão de compra dos caças fosse tomada, pois o Orçamento de 2014 previsto para o Ministério da Defesa não corresponderia ao valor do negócio, que poderia custar mais R$ 10 bilhões. Segundo Miguel Corrêa, relator-geral do Orçamento de 2014, a compra não estava prevista para o próximo ano porque “não é prioridade para o governo” .
           No dia 18/12/13, porém, o governo brasileiro anunciou a escolha do Gripen NG, da Saab, encerrando a concorrência do programa FX-2. Segundo a Folha, não haveria gastos com a compra no mandato de Dilma Rousseff, pois o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, afirmou que o primeiro desembolso real só ocorreria após a última aeronave ser entregue. Segundo a Folha, a escolha do caça sueco deveu-se a “tropeços políticos” de seus concorrentes, além de seu preço mais baixo .

3. A proposta francesa

            As negociações do governo brasileiro com a empresa francesa Dassault Aviation e o governo da França foram particularmente intensas no período do governo Lula da Silva. De acordo com O Estado, o então presidente brasileiro relatou à imprensa, em novembro de 2009, que enfatizou, durante sua visita ao presidente francês Nicolas Sarkozy a importância da Parceria Estratégica com a França. Além disso, Lula da Silva mencionou que os caças Rafale também fizeram parte da parceria firmada entre os dois países .
            Já durante o governo de Rousseff, em notícia veiculada pelo Jornal do Brasil, no dia 12/04/11, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Forças Armadas da França, embaixador Josselin de Rohan, reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado brasileiro, Fernando Collor de Mello, para discutir sobre a aproximação dos países no âmbito estratégico, tendo como principal pauta a aquisição dos Rafale .
             Conforme noticiado pela Folha, o primeiro-ministro francês, François Fillon, visitou o Brasil para tratar da possível venda de 36 unidades do Rafale. O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, destacou na ocasião que a atmosfera econômica sinalizava para que não houvesse nenhum tipo de certeza na compra dos caças, principalmente pelo fato do alto custo da operação, estimado entre US$ 4 a US$ 8 bilhões .
        Em coluna opinativa publicada na Folha, no dia 09/02/12, Cantanhêde afirmou acreditar que o fato de a Índia ter assinado contrato para a compra de 126 Rafale favoreceria a decisão a decisão brasileira pelo modelo francês, visto que este teria preço e custo de manutenção reduzidos.  Amorim, em visita à Índia, afirmou que dos 126 aviões comprados pelo país, 108 iriam ser produzidos em território indiano, através de um processo de transferência tecnológica . Por sua vez, O Estado afirmou que a Índia ofereceu uma parceria de projeto conjunto de transferência tecnológica ao Brasil, caso o país escolhesse a aeronave Rafale, mas o governo brasileiro não respondeu a proposta e afirmou que não discutiria a compra dos caças até o mês de maio (o que não ocorreu, pois o governo brasileiro adiaria novamente a decisão para o dia 31/12/12 .
         Durante o período de congelamento das ofertas, a Dassault buscou adquirir vantagem técnica em relação aos concorrentes. Segundo O Estado, a empresa francesa declarou, no dia 05/10/12, que incorporaria aos seus caças Rafale radares RBE2 AESA. De acordo com a agência de armamento da França, a DGA, os radares AESA trariam uma grande melhora operacional ao Rafale, uma vez que seriam compatíveis com a nova geração de mísseis, como o Meteor de alcance de 110 quilômetros. À época, em resposta, as empresas Boeing e Saab declararam que suas propostas já incluíam esse tipo de radar .
A decisão, porém, não seria tomada em 2012. Conforme noticiado no dia 14/08/13 pelos periódicos Correio, Folha e O Estado, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, afirmara que a compra ainda não havia sido realizada por “questões orçamentárias” .
        Os jornais Correio e Folha afirmaram que a visita de Hollande, acompanhado do principal executivo da Dassault, Éric Trappier, ao Brasil nos dias 12/12/13 e 13/12/13 teve grande importância nas negociações do FX-2. Apesar de a proposta de orçamento do governo federal para 2014 não incluir recursos para a compra dos aviões, a expectativa acerca da finalização das negociações era grande. De acordo com a Folha, as chances do Rafale ser escolhido aumentariam por fatores como a boa relação que Hollande mantinha com Rousseff, além da garantia de transferência de tecnologia e com uma perspectiva de nacionalização de 50%, através da Embraer. Apesar dos pontos positivos, a Folha afirmou que o Rafale não era o mais bem visto pelo Comando da Aeronáutica, além de ser 40% mais caro que o F-18 estadunidense. Segundo o Correio do dia 13/12/13, alguns dos franceses que acompanhavam o processo consideravam que a decisão da compra dos caças dificilmente ocorreria antes de 2016. Estavam, porém, otimistas com a possibilidade do Rafale ganhar força na concorrência diante o esfriamento das relações entre o Brasil e os EUA .

4. A proposta estadunidense

            O caça modelo F-18, da empresa estadunidense Boeing era um dos três finalistas na disputa pela licitação do programa FX-2. O F-18 era preterido por Lula da Silva e por Rousseff até o início de seu mandato, em que a preferência tendia para o caça Rafale. Segundo noticiou O Estado, um dos principais objetivos da visita do presidente estadunidense Barack Obama ao Brasil, em março de 2011, seria o lobby em favor dos caças F-18 no programa FX-2 .Após a visita de Obama, O Estado afirmou que o governo estadunidense acreditava na reversibilidade da preferência do governo brasileiro pelo Rafale. No dia 18/03/11, os principais representantes dos partidos democrata e republicano dos EUA emitiram ao governo brasileiro um documento para reforçar o apoio à aquisição dos F-18. No conteúdo da carta, constava o comprometimento de manter um contrato vantajoso para o Brasil, com transferência de tecnologia .
           Em entrevista publicada na Folha, a ex-embaixadora dos EUA no Brasil e presidente da Boeing Brasil, Donna Hrinak, abordou o rompimento do contrato entre a Força Aérea estadunidense e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) para o fornecimento de aviões Super Tucanos, afirmando não acreditar que tal fato influenciasse nas negociações entre o governo brasileiro e a Boeing no âmbito do programa FX-2. Segundo Hrinak, havia a pretensão de que o país participasse ativamente da produção dos F-18. O processo de compra e transferência tecnológica envolveria mais de 25 empresas brasileiras. De acordo com O Estado, Hrinak ressaltou que os planos da Boeing para o Brasil iriam além do âmbito comercial, pois o país teria condições de atuar como parceiro e centro de tecnologia e pesquisa .
         Segundo O Estado, a Boeing via a escolha de seu caça F-18 enfraquecida com a incerteza da transferência de tecnologia ao Brasil. Mesmo assim, de acordo com a Folha, Rousseff aproveitou a visita aos EUA na semana do dia 09/04/12 para tratar da ampliação das relações bilaterais entre os dois países com a assinatura de um memorando pela então secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, e o então ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, com a intenção de “estreitarem laços” na cooperação em aviação .
        Conforme publicado em O Estado, o vice-presidente do Programa Boeing F/A-18, Mike Gibbons, afirmou que “o Brasil e os EUA precisam um do outro. Os EUA precisam do Brasil para estar seguros. Por isso, se o Brasil comprar os F-18 e se tornar um aliado do EUA, a parceria e a confiança mútuas vão se expandir e a transferência tecnológica será estendida para um potencial adicional”. Em contrapartida, o jornal avaliou que essa promessa de transferência tecnológica ampliada não se traduzia na palavra “irrestrita”, presente na oferta da empresa francesa Dassault. O Estado destacou que, apesar das promessas de transferência tecnológica anunciadas inclusive pelo secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, essa decisão caberia ao Senado estadunidense. Gibbons, por sua vez, acreditava que o Senado não teria como recuar diante dessas propostas .
         Segundo o Correio, haveria indícios de que a Boeing teria vantagem na disputa, com a negativa de Rousseff em 2012 para concluir a compra com a Dassault. Além disso, a Boeing abriu escritórios em 2011 e 2013, contratou Hrinak para a presidência da empresa no Brasil, estabeleceu parcerias com o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e universidades brasileiras para desenvolver projetos industriais e promover intercâmbios, além de ter fechado acordos com a Embraer para o aperfeiçoamento do caça modelo A-29 Super Tucano e a venda do modelo cargueiro KC-390 .
        Porém, com as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla em inglês) estadunidense sobre o governo brasileiro, o que gerou uma situação de crise entre o Brasil e os EUA , reverteu a ascenção do F-18 na concorrência.
Em nova entrevista em setembro de 2013 ao Correio, Hrinak, que estava há um ano e meio no comando das negociações entre a Boeing e o governo brasileiro, na tentativa de atenuar a crise entre Brasil e EUA, informou que não pretendia apenas fornecer 36 caças F-18 à FAB, mas também tinha a intenção de redimensionar a relação entre a empresa e o país, buscando uma parceria para desenvolver produtos e tecnologias .
        Todavia, o Correio noticiou no mesmo mês a desistência de compra dos aviões de caça F-18, atribuído à crise gerada pelos casos de espionagem. Contudo, o Centro de Comunicação Social do Comando da Aeronáutica declarou que a transação de compra continuava em andamento, uma vez que sua avaliação técnica não permitiu “preferencias pessoais” .
       Sob essa perspectiva, o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista à Folha, reforçou a desistência, afirmando que as ações de espionagem dos EUA afetaram alguns pontos de análise para a compra de equipamentos militares pelo governo brasileiro .

5. A proposta sueca

       Durante o governo Lula da Silva, a Folha noticiou que, no relatório de análises técnicas realizado pela Aeronáutica, o Gripen foi considerado a melhor proposta, especialmente em quatro quesitos: técnico, transferência de tecnologia, geração de empregos e preço. Além disso, seria a proposta que melhor contemplaria o desenvolvimento da indústria nacional. Desse modo, a Folha destacou que possivelmente Jobim justificaria a escolha dos franceses Rafale pelo fato do Gripen NG ser “só um projeto" e possuir componentes fabricados em diferentes países, o que poderia exigir múltiplas negociações para revenda internacional .
         No início de 2012, já na gestão de Rousseff, em coluna opinativa para a Folha (cuja ideia principal era a crença de que os caça franceses Rafale venceriam a licitação do programa FX-2), Catanhêde chegou a afirmar que o modelo sueco Gripen teria sido descartado graças ao baixo peso político da Suécia e baixa confiabilidade na sua efetiva possibilidade de produção .
            O Correio, porém, avaliou que, das três empresas finalistas, a que apresentava uma ação mais incisiva era a Saab, que oferecia transferência de tecnologia completa. O projeto sueco era tornar o Brasil responsável por 40% do desenvolvimento das aeronaves, por 80% da fabricação das estruturas, com a completa integração dos dados, conforme declaração do presidente da Saab, Hakan Buskhe . Mas somente em julho de 2013 o Correio publicou um parecer dos suecos em que o diretor da Saab, Andrew Wilkinson, afirmava que o Gripen NG já estava em produção e que “estamos bastante confiantes de que fizemos uma proposta de custo bastante efetiva e, ao mesmo tempo, consistente com a intenção do governo de proporcionar um salto tecnológico à indústria aeroespacial brasileira” .
            Com o anúncio feito no dia 18/12/13 de que o caça escolhido foi o Gripen NG, a Folha noticiou que, apesar da escolha ter sido definida ainda no mês de novembro, aquele anúncio surpreendeu membros do governo e os executivos da empresa sueca. O contrato assinado foi de US$ 4,5 bilhões para a aquisição de 36 aeronaves, sendo 28 monopostos e 8 bipostos a serem entregues entre 2016 e 2023, se o contrato final fosse assinado ainda em 2014 .
          No mês de janeiro de 2014, o presidente da divisão de Aeronáutica da empresa sueca Saab, Lennart Sindahl, concedeu entrevista ao jornal O Estado e explicou como será a produção dos Gripen e o processo de transferência de tecnologia para o Brasil. No que se refere à transferência tecnológica, uma das possibilidades seria manter a linha de produção de partes e montagem das aeronaves no Brasil, em uma instalação disposta na cidade de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. De acordo com Sindahl, a expectativa é de que a indústria brasileira seja parte de uma cadeia mundial de produção da Saab. No entanto, Sindahl admitiu que a Saab pode estar ajudando o Brasil a se tornar um futuro concorrente da empresa, mas ressaltou que isso aconteceria com ou sem a participação da Saab. No que se refere ao pagamento das aeronaves, uma instituição sueca de apoio a exportadores financiaria primeiro o valor das aeronaves e, posteriormente, o Brasil efetuaria o pagamento à Saab quando recebesse as primeiras unidades do Gripen. O Estado noticiou, no dia 31/01/14, que a Saab confirmou, oficialmente, um investimento de US$ 150 milhões na instalação de uma fábrica em São Bernardo do Campo, destinada à produção dos 36 Gripen .

Conclusão

       Procuramos demonstrar a capacidade do Observatório de Defesa e Forças Armadas como fonte de dados para pesquisa. Neste sentido, evidenciamos o caráter expositivo do presente trabalho, que servirá como base para análises futuras.
        Ressaltamos que as notícias foram expostas de maneira neutra, pois buscamos retirar dos jornais apenas os fatos e manter claras opiniões, quando expostas. A elaboração deste trabalho, contemplando a trajetória do programa FX-2, possibilita melhor compreensão do tema a partir do Informe Brasil e oferece um rico panorama para análise, além de compor material de apoio para estudiosos do tema.

Periódicos:
Correio Braziliense
Folha de S. Paulo
Jornal do Brasil
O Estado de S. Paulo

[1] Graduando em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Redator do Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas. Bolsista PIBITI (CNPq).
[2] Graduanda em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Redatora do Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas.
[3] Graduanda em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Redatora do Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas. Bolsista PIBIC (CNPq).
                                                                                                                          
[4] O Informe Brasil encontra-se disponível para ser acessado no site do GEDES: <http://www.gedes.org.br/produtos.php>
[5] INFORME BRASIL 406-2010. Presidente eleita mantém Jobim no comando do Ministério da Defesa.
[6] INFORME BRASIL 405-2010. Novo governo anuncia diretrizes para Ministério da Defesa e Forças Armadas.
[7] INFORME BRASIL 405-2010. Novo governo anuncia diretrizes para Ministério da Defesa e Forças
Armadas.
[8] INFORME BRASIL 406-2010. Decisão sobre a compra dos caças é adiada para o próximo governo.
[9] INFORME BRASIL 356-2009. Jobim analisa processo de escolha dos caças do projeto FX-2.
[10] INFORME BRASIL 358-2009.  Projeto FX-2 aproxima-se da decisão final.
[11] INFORME BRASIL 362-2010. Programa FX-2 I: governo já teria optado por aeronave francesa.
[12] INFORME BRASIL 406-2010. Decisão sobre a compra dos caças é adiada para o próximo governo.
[13] INFORME BRASIL 411-2011. Processo de modernização das Forças Armadas sofrerá revisões em 2011.
[14] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Permanência de Jobim no comando do Ministério da Defesa ainda é incerta. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2011/07/permanencia-de-jobim-no-comando-do.html
[15] Idem. Ministério da Defesa I: declarações do ministro da Defesa Nelson Jobim culminam em seu pedido de demissão. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2011/08/ministerio-da-defesa-i-declaracoes-do.html
[16] Idem. Governo brasileiro pretende anunciar empresa vencedora do Projeto FX-2,
para modernização da FAB, até maio. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/03/governo-brasileiro-pretende-anunciar.html
[17] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Governo adia novamente decisão sobre compra de caças para a
Aeronáutica. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/07/governo-adia-novamente-decisao-sobre.html
[18] Idem. Coluna opinativa aponta que adiamento da compra de caças para a FAB deve-se a questões políticas. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/07/coluna-opinativa-aponta-que-adiamento.html
[19] Idem. Jornalista acredita em decisão mais “técnica” em relação aos caças do programa FX-2. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/06/jornalista-acredita-em-decisao-mais.html
[20] Folha de S. Paulo, Poder,  19 dez. 2013.
[21] BRASIL. Nota Oficial. Adiamento da visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff aos EUA em virtude da falta de explicações do governo norte-americano às denúncias de espionagem ao governo e a empresas brasileiras. Brasília, DF, 17 set. 2013. Disponível em: http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-o-planalto/notas-oficiais/notas-oficiais/comunicado-oficial
[22] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Dilma Rousseff não decidiu a compra dos caças do programa FX-2. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/12/dilma-rousseff-nao-decidiu-compra-dos.html
[23] Folha de S. Paulo, Poder, 19 dez. 2013.
[24] INFORME BRASIL 357-2009. Lula afirma que Parceria Estratégica com a França inclui caças Rafale.
[25]  OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. França reitera as vantagens dos caças Rafale e pressiona Brasil para
aquisição das aeronaves. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2011/07/franca-reitera-as-vantagens-dos-cacas.html
[26] Idem. Jornais abordam a questão do reaparelhamento das Forças Armadas. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/03/jornais-abordam-questao-do.html
[27] Idem. Jornalista acredita na compra de caças Rafale pela Força Aérea Brasileira. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/03/jornalista-acredita-na-compra-de-cacas.html
[28] Idem. Governo adia novamente decisão sobre compra de caças para a Aeronáutica. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/07/governo-adia-novamente-decisao-sobre.html
[29] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Boeing e Saab reagem ao anúncio da Dassault sobre incorporação de radares nos caças Rafale. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/10/boeing-e-saab-reagem-ao-anuncio-da.html.
[30] Idem. Novos caças devem ser comprados ainda em 2013. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/08/novos-cacas-devem-ser-comprados-ainda.html
[31] Idem. Dilma Rousseff não decidiu a compra dos caças do programa FX-2. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/12/dilma-rousseff-nao-decidiu-compra-dos.html
[32] Idem. Obama no Brasil II: presidente deve fortalecer lobby em favor dos caças F-18 da Boeing. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2011/07/obama-no-brasil-ii-presidente-deve.html
[33] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Visita de Obama fortalece lobby para venda de caça norte-americano ao Brasil. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2011/07/visita-de-obama-fortalece-lobby-para.html
[34] Idem. Negociações sobre escolha do caça previsto no projeto FX-2. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/04/negociacoes-sobre-escolha-do-caca.html
[35] Idem. Relações entre Brasil e Estados Unidos no setor de aviação. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/04/relacoes-entre-brasil-e-estados-unidos.html
[36] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Transferência tecnológica para a compra dos caças F-18 Super Hornet pode ser ampliada. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/08/transferencia-tecnologica-para-compra.html
[37] Idem. O programa FX-2 e a defesa aérea do Brasil. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/07/o-programa-fx-2-e-defesa-aerea-do-brasil.html
[38] Idem. Brasil não comprará aviões estadunidenses. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/09/brasil-nao-comprara-avioes_26.html
[39] Idem. Negociadora da Boeing avalia possível parceria com o Brasil. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/09/negociadora-da-boeing-avalia-possivel.html
[40]Idem.  Brasil não comprará aviões estadunidenses. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/09/brasil-nao-comprara-avioes_26.html
[41] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Marco Aurélio Garcia comentou sobre espionagem e o reequipamento das Forças Armadas. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/10/marco-aurelio-garcia-comentou-sobre.html
[42] INFORME BRASIL 362-2010. Programa FX-2 I: governo já teria optado por aeronave francesa.
[43] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. Jornalista acredita na compra de caças Rafale pela Força Aérea Brasileira. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/03/jornalista-acredita-na-compra-de-cacas.html
[44] Idem. Governo brasileiro pretende anunciar empresa vencedora do Projeto FX-2,
para modernização da FAB, até maio. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2012/03/governo-brasileiro-pretende-anunciar.html 
[45] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS. O programa FX-2 e a defesa aérea do Brasil. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2013/07/o-programa-fx-2-e-defesa-aerea-do-brasil.html
[46] Folha de S. Paulo, Poder, 19 dez. 2013.
[47] OBSERVATÓRIO BRASILEIRO DE DEFESA E FORÇAS ARMADAS  Questões políticas e técnicas da compra dos caças Gripen são discutidas. Disponível em: http://observatoriodedefesa.blogspot.com.br/2014/02/questoes-politicas-e-tecnicas-da-compra.html