De acordo com a coluna opinativa do jornal Folha de S. Paulo, o ano de 2011 estaria sendo marcado pela conclusão de mais uma etapa na história brasileira. Por ordens do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o dia 31 de março, data que marca o início do período de regime militar em 1964 no Brasil, não pode ser comemorado por nenhuma das instâncias militares. O ministro vetou qualquer tipo de cerimônia ou manifestação que, segundo ele, corresponderia a um ato alusivo a data. A ordem foi acatada pelos representantes das três Forças Armadas e passada aos demais representantes. O general Augusto Heleno Pereira, que faria uma explanação a respeito da “contrarevolução que salvou o Brasil”, decidiu não se pronunciar em respeito à hierarquia militar. Contudo, o regime militar continua a ser lembrado, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, através de uma série de TV brasileira, intitulada “O Dia que Durou 21 Anos”, que divulga diálogos inéditos dos ex-presidentes estadunidenses John Kennedy (1961-1963) e Lyndon Johnson (1963-1969) com o embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, acerca do ex-presidente brasileiro João Goulart (1961-1964) e de uma possível intervenção para concretizar o golpe militar de 1964. De acordo com o jornal, as conversas foram adquiridas em bibliotecas nos EUA e seu teor evidencia uma influência significativa daquele país em apoio aos militares brasileiros. (Folha de S. Paulo – Opinião – 03/04/11; Folha de S. Paulo – Brasil – 03/04/11; O Estado de S. Paulo – Nacional – 05/04/11)
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