De acordo com o jornal Correio Braziliense, o Governo Federal vai investir R$ 40 milhões em defesa cibernética para a Copa das Confederações, que ocorrem em junho de 2013, e para a Copa do Mundo, em 2014. Durante os eventos, 80 militares irão monitorar diretamente todos o sistemas oficiais referentes à Copa do Mundo, eles trabalharão juntamente com a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Agência Nacional de Telecomnunicação (Anatel) e outras agências reguladoras. O responsável pela defesa cibernética é o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), coordenado pelo Exército brasileiro, na cidade de Brasília, e sob o comando do general José Carlos dos Santos. O objetivo será evitar ataques a sites oficiais e ao sistema de infraestrutura computadorizados. O treinamento se iniciou no fim de 2012, com troca de experiências entre representantes das Forças Armadas brasileiras e inglesas, estes últimos responsáveis pelas Olimpiadas de 2012. Entretanto, especialistas na área, como Marcelo Beltrão professor de perícia digital da Universidade Católica, acreditam que o projeto do Exército do Brasil é insuficiente para evitar ataques cibernéticos. Beltrão defendeu que operação deveria estar sob comando civil, e não militar, uma vez que “o Exército tem se preparado para ataques de outras nações. Nos grandes eventos, não teremos criminosos querendo atacar o Brasil como nação, mas empenhados em roubos de dados, principalmente dos turistas que utilizarão grandes redes de internet sem fio”. Para o professor da Universidade de Brasília (UnB), Jorge Herinque Fernandes, alguns tipos de ataques são inevitáveis e o que conta é a capacidade de gerenciamento destes. Já o professor João José Gondim, também da UnB, alertou que “às vezes, coisas completamente virtuais podem ter consequências reais”. (Correio Braziliense – Esportes – 08/02/13)
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
General comenta sobre vulnerabilidade do sistema virtual de informação do Exército
Em reportagem ao periódico Correio Braziliense, o general José Carlos dos Santos, responsável pelo Centro de Defesa Cibernética, comentou a vulnerabilidade do sistema de informação virtual do Exército. De acordo com o general, atualmente, o Estado não investe o suficiente para proteger dados sigilosos das Forças Armadas e do próprio governo. O valor de R$ 80 milhões está previsto para ser aplicado ainda em 2011, e mais R$ 200 milhões até 2013. Um dos objetivos para diminuir a fraqueza do sistema é colocar toda a rede do Exército em servidores próprios, pois, atualmente, 20% ainda utiliza canais de empresas privadas em localidades como Amazônia e na região Centro Oeste. Um dos problemas ocasionados por essa fragilidade, de acordo com Santos, é o Sistema Integrado de Vigilância de Fronteira que, mesmo atuando com tropas, não consegue manter plena vigilância dos mais de 16 mil quilômetros da fronteira sem um sistema telemático adequado. (Correio Braziliense – Política – 24/07/11)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Forças Armadas lançarão Centro de Defesa Cibernética
Conforme publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, as Forças Armadas se prepararam para lançar, até o final de 2011, o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), que será responsável por preparar o país contra possíveis ataques no espaço cibernético. Até a década passada, essa área fora considerada um assunto novo pelas forças militares brasileiras e não havia consenso sobre o assunto. Todavia, com a criação do “Cyber Command” estadunidense, em 2009, ideia seguida por outros países como Inglaterra, China e Alemanha, os generais brasileiros não titubearam em reconhecer que cada vez mais as estratégias militares envolveriam recursos cibernéticos. O comando do CDCiber será exercido pelo Exército, mas com o respaldo dos recursos da Marinha e da Aeronáutica. Segundo o Estado, a equipe será integrada por cerca de cem oficiais e as instalações serão equipadas com simuladores de guerra cibernética, laboratórios para análise de vírus e um centro de treinamento de incidentes. O coronel Luiz Cláudio Gomes Gonçalves e o general de divisão José Carlos dos Santos são os responsáveis pelo implantação do CDCiber. (O Estado de S. Paulo – Link – 04/07/11)
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