Segundo os jornais
Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o presidente dos Estados Unidos
Barack Obama manifestou sua satisfação com relação aos acordos bilaterais
anunciados na área de defesa, de interesse de seu país. Segundo O Estado, a
presidenta da República Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional, antes da
viagem, os acordos de Cooperação em Defesa e Geral sobre a Segurança de
Informações Militares (GSOMIA, em inglês), assinados no ano de 2010, para serem
ratificados. Os tratados autorizariam “a troca de informações sigilosas, a
cooperação em tecnologia e a ampliação da possibilidade de venda de equipamento
militar”, principalmente no setor aeroespacial. De acordo a Folha, o ministro
da Defesa, Jaques Wagner, e o secretário de Defesa estadunidense, Ashton
Carter, assinaram no dia 29/06/15 dois acordos que objetivam “aumentar a
parceria tecnológica e a troca de informações” entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo o jornal, as negociações começaram em 2010, mas aguardavam aprovação do
Congresso brasileiro, o qual vinha sendo pressionado por Wagner para que o
acordo fosse ratificado antes da viagem oficial da presidenta aos Estados
Unidos. Um dos acordos permitirá “treinamentos conjuntos, cursos e estágios de
membros das Forças Armadas” dos dois países, além de facilitar negociações
comerciais referentes a equipamentos e armamentos militares. No encontro também
se acordou um mecanismo que permitirá o intercâmbio de informações entre
comandos militares brasileiros e estadunidenses, o que de acordo com o
Ministério da Defesa contribuirá “para o avanço tecnológico militar
brasileiro”. A Folha afirmou que os acordos “deverão diminuir a disparidade da
balança comercial no setor” entre os países e que o ministro havia apresentado
anteriormente os projetos às Forças Armadas e a empresários de ambos os países
na Câmara Americana de Comércio. (Folha de S. Paulo – Mundo – 30/06/15; Folha
de S. Paulo – Mundo – 01/07/15; Estado de S. Paulo – Política – 01/07/15)
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Governo federal enviou ao Congresso Nacional dois projetos de adequação de punição e combate ao terrorismo
De acordo com o
periódico O Estado de S. Paulo, o governo federal enviou, na semana do dia
15/06/15, dois projetos com pedido de urgência ao Congresso Nacional para se
adequar às exigências de órgãos internacionais, os quais cobram do Brasil a
tipificação e punição de práticas específicas de atos terroristas e o combate
ao financiamento do mesmo. Segundo o jornal, essa exigência existe há bastante
tempo, visto que o país é signatário da Convenção Internacional para a
Supressão do Financiamento do Terrorismo. De acordo com o periódico, o tema ganhou
destaque especial no mês de abril, período em que a cúpula do Grupo de Ação
Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo,
organização da qual o Brasil é integrante, visitou o país e cobrou a criação de
mecanismos de combate à proliferação do terrorismo e ao financiamento desses
atos. Como consequência, o país encaminhou suas propostas a tempo da reunião do
grupo, que ocorrerá entre os dias 21 e 26/06/15, na Austrália, para assim
evitar as primeiras sanções. Esta visita ao Brasil resultou em notificação do
governo federal que pode causar até mesmo a saída do país da organização. Caso
isso ocorra, o Brasil poderá sofrer sanções financeiras e integrar uma “lista
negra” do órgão da qual fazem parte países como Irã e Coreia do Norte. O texto
encaminhado pelo governo federal ao Congresso excluiu a possibilidade de que
movimentos sociais e manifestações políticas sejam enquadradas no crime de
terrorismo. O projeto define o que são as organizações terroristas, quais
motivações e finalidade. Segundo O Estado, esse prevê para os integrantes dos
grupos terroristas de 8 a 12 anos de prisão e punição para aqueles que forem
flagrados planejando um “ato preparatório de terrorismo”. Esta especificação
faz com que a lei abra a possibilidade de que crimes de terrorismo sejam
investigados no Brasil pela Polícia Federal, além de enquadrar os chamados
“lobos solitários”, pessoa que não participa especificamente de um grupo, mas
age sozinha motivada por uma ideologia ou inspirada em uma ação coletiva. (O
Estado de S. Paulo – 19/06/15 – Política)
terça-feira, 6 de maio de 2014
Embora rejeitada no Congresso Nacional, emenda Dante de Oliveira marcou período de abertura política
De
acordo com o periódico Correio Braziliense, no dia 18/04/1984 foram publicadas
as Medidas de Emergência, as quais representaram a última ação do regime
militar (1964-1985) no sentindo de suspensão das garantias democráticas, já em
um momento de abertura do regime. No período, o país presenciava uma série de
protestos relacionados à votação da emenda constitucional Dante de Oliveira, que
objetivava o retorno às eleições diretas para o cargo de presidente da
República. Segundo o consultor da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Ribeiro
da Cunha, a emenda, apesar de não ter sido aprovada no Congresso Nacional,
demonstrou a fraqueza do regime perante uma sociedade que “havia adotado uma
agenda que já não era mais controlada por eles (militares)”. (Correio
Brasiliense – Política – 26/04/14)
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