Segundo
o jornal Folha de S. Paulo, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo –
Vladimir Herzog impetrará um mandado de segurança para impedir que a Comissão
Nacional da Verdade (CNV) oficialize a versão de que a morte do ex-presidente
da República, Juscelino Kubitschek, ocorreu em decorrência de um acidente de
trânsito. A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo defende que o
ex-presidente foi vítima de um atentado organizado pelo regime militar
(1964-1985). O vereador da cidade de São Paulo e presidente da Comissão
Municipal, Gilberto Natalini alegou que os testemunhos recolhidos pelo
colegiado não foram considerados pela CNV. De acordo com Folha, Natalini
relatou que o motorista do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, levou um tiro na
cabeça antes de perder o controle do carro e se chocar com uma carreta. A Folha
afirmou que um motorista de caminhão teria visto Ribeiro desacordado logo antes
da colisão. Segundo a versão oficial, o veículo teria colidido com uma carreta
após ser atingido por um ônibus. (Folha de S. Paulo - Poder - 04/05/14)
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terça-feira, 10 de junho de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Presidente de Comissão Municipal da Verdade de São Paulo afirmou que Juscelino Kubitschek foi assassinado
Em coluna opinativa
para o jornal Folha de S. Paulo, Gilberto Natalini, presidente da Comissão
Municipal da Verdade Vladimir Herzog (CMVVH) de São Paulo, contrariou o parecer
da Comissão Nacional da Verdade (CNV) afirmando que o ex-presidente da
República Juscelino Kubitschek não morreu em um acidente de trânsito. Segundo
Natalini, a CNV desconsiderou diversos fatores que indicam que Kubitschek foi
assassinado. Segundo a acusação oficial, um ônibus da Viação Cometa colidira
com o automóvel onde estavam o ex-presidente e seu motorista, Geraldo Ribeiro,
lançando-o contra um caminhão. A investigação da CNV, no entanto, não levou em
consideração que Kubitschek e Ribeiro morreram três minutos após deixarem o
hotel-fazenda do brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, um dos criadores do
Serviço Nacional de Informações (SNI) e ligado ao general Golbery do Couto e
Silva, então ministro da Casa Civil, e ao general João Baptista Figueiredo,
chefe do SNI em 1976. A investigação ainda menosprezou o testemunho de
passageiros do ônibus que, unanimemente, afirmaram não ter havido colisão. Em
depoimento para a CMVVH, o jornalista Ivan Machado relatou que policiais
rodoviários alteraram a posição do veículo antes que a perícia o examinasse.
Natalini afirmou que a CNV ignorou também a ameaça de morte à jornalista que
divulgou que Sarah Kubitschek, viúva do ex-presidente, acreditava no
assassinato do marido, além da declaração de Josias Nunes de Oliveira,
motorista que dirigia o ônibus, o qual afirmou ter recebido uma oferta de
suborno para assumir a responsabilidade pela morte de Kubitschek. Por fim, ignorou-se também o depoimento de Ademar Jahn
motorista que declarou ter visto a cabeça de Ribeiro caída entre o volante e a
porta do veículo antes do choque com o caminhão. Além disso, o jornalista
Carlos Heitor Cony apurou que ao deixar o hotel-fazenda, Ribeiro estranhou o
carro e indagou se alguém mexera nele. Segundo Natalini, o “Relatório JK”
elaborado pela CMVVH, aponta 103 itens que demonstram o assassinato do
ex-presidente. (Folha de S. Paulo - Opinião - 06/05/14)
terça-feira, 6 de maio de 2014
Contradições nas investigações sobre as circunstâncias da morte de Juscelino Kubitschek
Em
coluna opinativa para o jornal Folha de S. Paulo, o jornalista Carlos Heitor
Cony afirmou que a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, de São Paulo,
contrariou o parecer da Comissão Nacional da Verdade (CNV) ao concluir que o
ex-presidente da República Juscelino Kubitschek foi vítima de um atentado em
22/08/1976. Segundo Cony, o parecer da CNV não levou em consideração o cenário
internacional da época: no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos temiam o fim
do regime militar no Brasil (1964-1985) que era ameaçado pela chamada Frente
Ampla, formada por Kubischek, João Goulart e Carlos Lacerda. Em 04/06/1976 o
jornalista Richard Gott publicou um artigo no qual afirmava estar em curso algo
semelhante à Operação Fênix, responsável pelo assassinato de lideranças durante
a Guerra do Vietnã. Tratava-se da Operação Condor, que atuou no Cone Sul. No
ano de 1976 morreram Kubitschek, o ex-ministro de Salvador Allende, Orlando
Letelier, e o ex-presidente da República João Goulart. No ano seguinte morreu
Carlos Lacerda, último integrante da Frente Ampla. (Folha de S. Paulo – Opinião
– 29/04/14)
terça-feira, 29 de abril de 2014
Comissão Nacional da Verdade concluiu que a morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek foi acidental
Segundo
os jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, no
dia 22/04/14, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou um relatório
afirmando que o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek e seu
motorista, Geraldo Ribeiro, faleceram em decorrência de um acidente de trânsito
ocorrido no dia 22/08/1976, na Rodovia Presidente Dutra, na cidade de Resende,
estado do Rio de Janeiro. Esse relatório foi baseado em provas materiais e
laudos feitos por 15 peritos dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas
Gerais nos anos de 1970 e 1980 que contrariam o relatório feito pela Comissão
da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo que alegava ter encontrado 103
“indícios” de que Kubitschek e seu motorista foram vítimas de homicídio doloso,
com intenção de matar, por militares. Segundo a Folha, a conclusão do relatório
mostra que o acidente ocorreu em “circunstancias que não se pode materialmente
precisar”, e que o material metálico encontrado no crânio de Geraldo Ribeiro
era um cravo utilizado para fixar o revestimento de caixões e não um projétil
de arma de fogo como suspeitava a comissão da paulistana. O presidente da
Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo demonstrou surpresa com a
conclusão do grupo nacional, ressaltou
que houve falhas no relatório e declarou que convocará uma reunião para
“confrontar item por item de cada relatório”. Além disso, o presidente
ressaltou que a comissão paulistana não foi consultada sobre o caso. Já o
coordenador da CNV, Pedro Dallari, afirmou que, para a organização, o episódio
da morte de Kubitschek está encerrado. (Correio Braziliense - Política -
23/04/14; Folha de S. Paulo - Poder - 23/04/14; O Estado de S. Paulo - Política
- 23/04/14)
segunda-feira, 7 de abril de 2014
A participação de civis nos atos de repressão do regime militar
O jornal O Estado de S. Paulo realizou um
levantamento nas listagens de torturadores feita pelo projeto Brasil Nunca Mais
e descobriu que, dos 439 acusados de torturar presos políticos durante o regime
militar (1964-1985), cerca de 229 eram integrantes das Forças Armadas ou das
Polícias Militares; 174 eram civis e 36 não tiveram seu vínculo identificado. O
Estado destacou, portanto, que embora a prática da repressão esteja associada
aos militares, quatro em cada dez torturadores eram civis. Em coluna opinativa
para a Folha de S. Paulo, o jornalista Ruy Castro ressaltou a necessidade de
investigar a participação de civis na tomada de poder pelos militares e nas
violações dos direitos humanos cometidos durante o período do regime militar. O
colunista citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek, os governadores Magalhães
Pinto e Carlos Lacerda e o deputado Ulysses Guimarães como exemplos de líderes
civis que apoiaram a eleição indireta do marechal Castello Branco e, portanto,
a tomada de poder.
Também em coluna opinativa para a Folha, o
ex-governador do estado de Minas Gerais Aécio Neves argumentou que a “triste
página escrita” pelo Congresso Nacional brasileiro na tomada de poder de 1964
precisa ser lembrada. No dia 01/04/64, o Congresso declarou o cargo de
presidente da República vago, mesmo ciente da informação oficial de que o então
presidente, João Goulart, estava em território brasileiro. (Folha de S. Paulo –
Opinião – 31/03/14; O Estado de S. Paulo – Especial – 30/03/14)
terça-feira, 25 de março de 2014
Cinquentenário da tomada de poder pelos militares I: análises
Em
coluna opinativa para o periódico Correio Braziliense, o jornalista André
Gustavo Stumpf argumentou que no momento em que se recorda o movimento de
tomada de poder pelos militares em 1964 não existem novidades, apenas uma
“volta ao passado e a reinterpretação do que ocorreu naquele período”. O
jornalista apontou que o ato foi apoiado pelos jornais da grande imprensa
brasileira e pela classe média do país. Em sua análise, o cenário do período
não era positivo, a inflação estava descontrolada e os partidos políticos
brigavam entre si. Os militares, por sua vez, estavam insatisfeitos desde a
revolução de 1930, a qual pôs fim à República Velha. Após o golpe, a posse dos
generais ocorreu através de uma eleição indireta no Congresso Nacional, na qual
políticos tradicionais do Brasil concordaram com o novo regime que se
instaurava, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que votou em favor de
Castello Branco, pois “estava de olho nas eleições de 1965, que não foram
realizadas”. Na visão de Stumpf, somente após a instauração do Ato
Institucional nº 5, no dia 13/12/1968, o regime se tornou uma “ditadura”.
(Correio Braziliense – Opinião – 15/03/14)
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Comissão da Verdade de São Paulo concluiu que o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek foi assassinado
De acordo com os jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O
Estado de S. Paulo, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo Vladmir Herzog
apresentou, no dia 10/12/13, um relatório declarando que a morte do
ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek, não foi acidental como
afirmou a versão oficial, mas se tratou de um assassinato. Kubitschek morreu no
dia 22/08/1976, durante o regime militar (1964-1985), num acidente de carro na
rodovia Presidente Dutra que liga a cidade de São Paulo à cidade do Rio de
Janeiro. O veículo em que estava o ex-presidente colidiu com um caminhão. De
acordo com a versão oficial, o acidente teria sido provocado pelo motorista de
um ônibus que teria batido em alta velocidade contra o carro no qual estava
Kubitschek. O relatório divulgado pela comissão apresenta 90 indícios,
testemunhos, provas e evidências de que o ex-presidente teria sido assassinado
por agentes do regime. Isso porque Kubitschek representava uma ameaça ao regime
militar, pois estaria sendo apoiado por políticos democratas estadunidenses.
Dentre os principais indícios apresentados pelo relatório, pode-se citar o
depoimento de Josias Nunes de Oliveira, motorista do ônibus que teria colidido
com o carro do ex-presidente. O motorista afirmou ter sofrido uma tentativa de
suborno para admitir a autoria do acidente, apesar de os passageiros declararem
não ter havido choque entre os dois veículos. Outro depoimento importante foi o
de Ademar Jahn, motorista de um caminhão que passava pelo local do acidente, e afirmou
ter visto o motorista do carro do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, desacordado
momentos antes da colisão, confirmando a versão do perito criminal Antônio
Carlos de Minas, que participou da exumação do corpo de Ribeiro e viu um
orifício no crânio do motorista, cuja comissão acredita ter sido feito por um
projétil de arma de fogo de uso exclusivo militar. O relatório será enviado à
presidenta da República, Dilma Rousseff, ao presidente do Congresso Nacional,
Renan Calheiros, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Joaquim Barbosa e à Comissão Nacional da Verdade (CNV). Segundo o Correio, a
divulgação do relatório criou uma “guerra de versões” sobre a morte de
Kubitschek, envolvendo o médico legista que realizou, em 1996, o exame da ossada
do motorista de Kubitschek, Mario Alberto Cardoso, e os outros peritos
envolvidos no caso que defendem a tese oficial de acidente. Segundo eles, as
marcas de frenagem na pista e a presença de tinta do ônibus no carro do
ex-presidente comprovam o acidente. A CNV se colocou em posição contrária.
Maria de Lourdes Ribeiro, filha do motorista, declarou que não permitirá a
exumação de seu pai, independentemente do pedido ter sido feito pela comissão à
Justiça de Minas Gerais, que permitiu a realização do processo mediante
autorização da família. O primeiro exame no corpo de Ribeiro foi realizado logo
após o acidente, em 1976, sendo refeito em 1996, quando se verificou a presença
de um objeto metálico em seu crânio, o qual seria, segundo versão oficial, um
prego do caixão. De acordo com a CNV o motorista do ônibus afirmou, durante
depoimento, que no dia seguinte dois homens lhe ofereceram uma mala de dinheiro
para assumir a responsabilidade pelo acidente; além disso, fotos mostraram a
existência de fraude na perícia do carro, pois os faróis do carro não
se encontravam quebrados no dia do acidente, mas no dia seguinte sim. Peritos
que defendem a tese do acidente afirmam que os faróis poderiam ter sido
quebrados durante o transporte do carro para a perícia e segundo eles,
testemunhas afirmaram terem visto o acidente entre o ônibus e o automóvel.
Segundo o Correio, o caso repercutiu no Congresso Nacional. O deputado Walter
Feldman apresentou um requerimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional da Câmara dos Deputados em que convida o presidente da Comissão da
Verdade da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Gilberto Natalini, o
ex-secretário de Kubitschek, Serafim Jardim e o perito criminal Antonio Carlos
de Minas para uma audiência pública. De acordo com o Correio, o requerimento
seria votado no dia 18/12/13. Segundo Feldman, a decisão de levar o assunto ao
Congresso Nacional se deve ao fato desse ser um tema fundamental para a
História do país. (Correio Braziliense – 10/12/13; Correio Braziliense – 11/12/13;
Correio Braziliense – 12/12/13; Correio Braziliense – 13/12/13; Folha de S.
Paulo – Poder – 11/12/13; O Estado de S. Paulo – Política – 11/12/13; O Estado
de S. Paulo – Política – 12/12/13;)
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Comissão pedirá que morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek seja reconsiderada
Segundo
o periódico Correio Braziliense, a Comissão Estadual da Verdade de São Paulo
solicitará à Comissão Nacional da Verdade que a causa da morte do ex-presidente
da República Juscelino Kubitschek seja reconsiderada. Em depoimento à Comissão,
Carlos Alberto de Minas, perito aposentado que participou da exumação dos
restos mortais de Geraldo Ribeiro, motorista de Kubitschek, em 1996, afirmou
que havia um orifício no crânio dele. Segundo Minas, o orifício tinha o
diâmetro de uma caneta e corresponderia à entrada de um de projétil de arma de
fogo. Entretanto, Minas foi impossibilitado de fotografá-lo. (Correio Braziliense – 14/11/13)
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Morte de ex-presidente da República voltou a ser investigada
De
acordo com o jornal Correio Braziliense, Josias Nunes de Oliveira, motorista
que dirigia o ônibus envolvido no acidente que matou o ex-presidente da
República, Juscelino Kubitschek (JK), prestou depoimento à Comissão de Direitos
Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O motorista aposentado,
considerado principal testemunha do caso, já foi ouvido pela Comissão da
Verdade de São Paulo, onde afirmou ter recusado uma mala de dinheiro oferecida
para que assumisse o suposto crime. Segundo Durval Ângelo, deputado estadual
que solicitou a audiência, “o surgimento de novos fatos caracteriza como
atentado político o acidente que provocou a morte de JK e de seu motorista”. O
jornal destacou que as dúvidas quanto às circunstâncias da morte de Kubitschek
se devem ao fato do acidente ter ocorrido na época em que a Operação Condor,
ação conjunta de governos militares do Cone Sul contra seus os opositores,
vigorava. O Estado também ressaltou que uma carta do coronel chileno Manuel
Contreras enviada ao então general brasileiro João Baptista Figueiredo, chefe
do Serviço Nacional de Informações (SNI), em 1975, seria outro fator gerador de
suspeitas. Na época morreram também o ex-ministro do Exterior chileno, Orlando
Letelier, o ex-presidente da República brasileiro, João Goulart, e o
ex-governador do estado da Guanabara, na atual cidade do Rio de Janeiro, Carlos
Lacerda. Os três brasileiros formavam o grupo de oposição ao regime militar
Frente Ampla. Ainda de acordo com o jornal, o pedido de nova investigação do
fragmento metálico encontrado no crânio de Geraldo Ribeiro, motorista de
Kubitschek, foi acatado pelo governo do estado de Minas Gerais. No dia
05/11/13, o jornal Folha de S. Paulo, informou que, em seu depoimento, Josia
Nunes de Oliveira negou novamente ter causado o acidente e reafirmou a versão
de que homens o haviam oferecido dinheiro para que assumisse a culpa pelo
ocorrido. Segundo a Folha, a Comissão reivindicou que o Estado faça um pedido
formal de desculpas e que pague uma indenização ao ex-motorista. (Correio
Braziliense – 04/11/13; Folha de S. Paulo – Poder – 05/11/13)
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Comissão da Verdade de São Paulo ouviu motorista envolvido no acidente do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek
Segundo
o jornal O Estado de S. Paulo, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo
ouviu, no dia 01/10/13, Josias Nunes de Oliveira, motorista de ônibus acusado
de envolvimento no acidente de trânsito que ocasionou a morte do ex-presidente
da República, Juscelino Kubitschek, em agosto de 1976. De acordo com os
periódicos Correio Braziliense e Folha de S. Paulo, Oliveira afirmou durante o
depoimento que cinco dias após o acidente de Kubitschek, dois homens,
identificando-se como repórteres, foram até sua casa e ofereceram-lhe uma “mala
cheia de dinheiro” para que assumisse a culpa. Mesmo sendo ameaçado, Oliveira
não assumiu a responsabilidade pelo acidente. De acordo com a Folha, o vereador
da cidade de São Paulo, Gilberto Natalini, presidente do colegiado, declarou
que “havia uma articulação forte tentando mostrar que o Juscelino morreu em um
acidente e tentando incriminar o motorista". Segundo Natalini, uma
importante informação revelada por Oliveira em seu depoimento foi a de que não
houve acidente envolvendo o ônibus que dirigia. O motorista ainda lembrou que
no laudo do processo constava haver tinta do carro de Kubitschek na lateral do
ônibus conduzido por Oliveira, o que indicava uma colisão. De acordo com o
vereador, a verificação feita constatou que a tinta encontrada pertencia à
Rodoviária de São Paulo e não ao acidente. Além disso, o laudo não foi
assinado. Segundo O Estado, durante o regime militar (1964-1965), Oliveira foi
processado como responsável pelo acidente e julgado inocente. Apesar de o caso
ter sido tratado na época como um acidente, há a hipótese de que Kubitschek
tenha sido vítima de um atentado articulado por membros do regime militar, por
representar uma ameaça a esse. Segundo o Correio, além de Oliveira, o primo de
Kubitschek e ex-deputado federal Carlos Murilo Felício dos Santos ainda será
ouvido pelo colegiado sobre o caso. (Correio Braziliense – 02/10/13; Folha de
S. Paulo – Poder – 02/10/13; O Estado de S. Paulo – Política – 01/10/13)
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Governo de Minas Gerais reexaminará morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek
Segundo
o periódico Folha de S. Paulo, a pedido da Comissão da Verdade Municipal de São
Paulo, o governo do estado de Minas Gerais (MG) reexaminará o caso da morte do
ex-presidente da República Juscelino Kubitschek. Há suspeitas de que o acidente
de carro que matou Kubitschek, em 1976, tenha sido provocado por agentes do
regime militar (1964-1985). Segundo o presidente da comissão, vereador Gilberto
Natalini, suspeita-se que o motorista do carro em que estava o ex-presidente,
Geraldo Ribeiro, fora alvejado na cabeça e, então, perdido o controle do carro.
De acordo com o jornal Correio Brasiliense, o governo do estado de MG tende a
esperar por uma decisão judicial para exumar os restos mortais de Ribeiro, como foi pedido pela comissão. A
comissão visa investigar a origem real de um orifício de 5 milímetros no crânio
de Ribeiro e de um fragmento metálico de formação cilíndrica encontrado junto
de seus restos mortais. Oficialmente o orifício foi causado por esfacelamento
ósseo e a peça metálica seria um prego do caixão, porém, existe uma suspeita de
que o orifício tenha sido provocado por um projétil usado exclusivamente pelo
Exército. O secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, afirmou que é
necessário analisar a legitimidade que a comissão possui para realizar esse
pedido. O Correio afirmou que a comissão já estuda um caminho judicial para
conseguir a exumação. (Correio Brasiliense – 25/09/13; Folha de S. Paulo –
Poder – 24/09/13)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Comissão Nacional da Verdade VI: Apurações sobre a morte de Juscelino Kubitschek e seu motorista devem ser entregues até o final deste semestre
Segundo o jornal Correio Braziliense, a Comissão Nacional
da Verdade (CNV) entregará até o final do mês de julho de 2013 o resultado, ainda
que parcial, das investigações sobre a morte do ex-presidente da República
Juscelino Kubitschek e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, a pedido da Ordem dos
Advogados do Brasil, secção do estado de Minas Gerais (OAB/MG). O ex-presidente
e seu motorista morreram no dia 22/08/76, em um acidente na Via Dutra, quando o
carro Opala que os transportava colidiu frontalmente com uma carreta após
triscar em um ônibus de viagem. A OAB/MG, após estudar profundamente o
Inquérito Policial e o laudo de exumação do corpo de Ribeiro, concluiu que o
acidente foi um atentado político praticado pelo regime militar (1964-1985),
como parte da Operação Condor – aliança político-militar dos países da América
do Sul, cujo objetivo era executar os opositores aos regimes militares. Se as
apurações feitas pela CNV demonstrarem que o acidente foi provocado, esta
poderá requerer ao Ministério Público a reabertura do processo. A tese
defendida pela OAB/MG é a de que Ribeiro tenha sido “atingido na cabeça por um
projétil denominado batente, de fabricação e uso exclusivo das Forças Armadas,
muito utilizado à época pelo Exército brasileiro”. Esta tese já havia surgido
em 29/03/99, em uma entrevista feita pela revista Época com o perito criminal
aposentado, Alberto Carlos Minas, que alegou ter visto um buraco decorrente de
projétil de arma de fogo no crânio do motorista, durante a análise do corpo
exumado. Porém, o laudo de exumação informou que o crânio havia se “esfacelado
durante o manuseio”, o que é contestado pela OAB/MG, bem como a inexistência de
projéteis de aço no período, como também consta do laudo de exumação. Além
disso, duas semanas antes do acidente já havia boatos prenunciando a morte de
Kubitschek. (Correio Braziliense – 15/02/13)
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