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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Avião da Força Aérea Brasileira recebeu autorização para pousar na Venezuela

Segundo os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, foi encaminhado, no dia 15/06/15, um pedido formal para que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) pudesse sobrevoar e pousar em território venezuelano no dia 18/06/15, com o objetivo de levar políticos brasileiros ao país. A resposta, positiva, foi obtida somente na noite do dia 16/06/15. Segundo O Estado, a assessoria do senador Aécio Neves divulgou no dia 15/06/15, que a Venezuela havia vetado o pedido de pouso, e que já possuía a informação de veto. Em entrevista, o senador afirmou que “havia dificuldades para autorização de pouso por ser uma aeronave militar”. O periódico informou, ainda, que o avião levaria senadores brasileiros que realizariam uma visita de solidariedade aos opositores do governo venezuelano presos no país sob a acusação de terem incitado o uso de violência em protestos contrários ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 2014. Segundo a Folha, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, declarou que o governo da Venezuela não autorizou a visita ao presídio onde se encontram os opositores. De acordo com O Estado, Wagner afirmou também que o protocolo exigido a todos os voos de aviões militares foi seguido, sendo uma das exigências a especificação do número de pessoas na aeronave e o objetivo da missão, o que foi devidamente informado. O Correio informou que a longa espera por uma resposta do governo venezuelano levou o líder do partido Democratas, Ronaldo Caiado, a apresentar à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) um pedido de explicação dos ministros da Defesa, Wagner, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, quanto ao atraso. (Correio Braziliense – Mundo – 17/06/15; Folha de S. Paulo – Mundo – 17/06/15; O Estado de S. Paulo – Internacional – 16/06/15; O Estado de S. Paulo – Internacional – 17/06/15)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dilma Rousseff, Aécio Neves e o regime militar

De acordo com o periódico Folha de S. Paulo, os candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff e Aécio Neves, foram vigiados pelo regime militar brasileiro (1964-1985). Rousseff foi presa em 1970 por participar da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e do Comando de Liberdade Nacional (Colina) contra o regime militar até que foi libertada em 1972. Em 1975 ao ingressar como estagiária de economia na Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul passou a ser vigiada novamente pelos serviços de inteligência do regime militar que afirmavam em seus informes que havia uma “”infiltração esquerdista e comunista” em órgãos do governo”. Segundo a Folha há centenas de documentos produzidos pelo Serviço Nacional de Inteligência (SNI) e pelas Forças Armadas, no Arquivo Nacional, sobre a vida de Rousseff em Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul. Rousseff foi vigiada de 1968 a 1989. No início de 1980 Rousseff foi descrita como um militante ativa da causa feminista e do trabalhismo, que achava que a política não era “muito limpa”. Já Neves era visto como representante da esquerda moderada. O jornal localizou no Arquivo Nacional 162 conjuntos de papéis com análises genéricas sobre Neves produzidos pelo SNI e o Centro de Informações da Aeronáutica (Cisa). Neves foi deputado federal em 1986 e atuou como coordenador nacional dos comitês “Jovem Pró-Tancredo Neves”. Segundo a Folha, a pouca atenção dada a Neves está ligada a sua idade, pois quando o Golpe de 1964 ocorreu, ele tinha quatro anos de idade. Além disso, não era visto como um elemento perigoso para o regime, mesmo tendo participado da 12º Festival Mundial da Juventude, em Moscou. Para o regime Neves era influenciado pelas ideias liberais de seu avô Tancredo Neves e pelas teses da esquerda moderada mineira. (Folha de S. Paulo – Especial – 24/10/14)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Senador se refere ao golpe de 1964 como “revolução” e causa polêmica

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o senador Aécio Neves, em discurso no Congresso Estadual de Municípios paulistas, que ocorreu na cidade de Santos, estado de São Paulo, chamou o golpe de 1964, responsável pelos 21 anos de regime militar no país, de “revolução de 64”. O termo costuma ser utilizado pelos defensores do regime. A referência foi feita durante um discurso em que o senador recapitulava historicamente a concentração de poder no governo federal, a qual crítica. Após o discurso, Neves foi questionado a respeito do uso do termo e respondeu “ditadura, revolução, como quiserem [chamar]. É um regime autoritário que lutamos muito para que fosse vencido. Eu tenho muito orgulho de pelo menos participar do finalzinho da luta para a reconquista da democracia no Brasil. Uma ditadura que nós não queremos que se repita". Neves é neto do primeiro presidente eleito indiretamente pós-regime militar, Tancredo Neves, que morreu antes de assumir o cargo. (Folha de S. Paulo – Poder - 05/04/13)