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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Clube Militar do Rio de Janeiro comemorou aniversário da instauração do regime militar

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, 180 pessoas participaram, no dia 31/03/15, do almoço de comemoração do aniversário de 51 anos da instauração do regime militar (1964-1985), no Clube Militar do Rio de Janeiro. Entre os presentes, encontravam-se “militares da reserva, parentes e civis que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff nas passeatas do dia 15 de março passado”. Durante o evento, o general Gilberto Pimentel, presidente do clube, leu um texto intitulado "Não temos o direito de esquecer" e declarou que os militares evitaram que o Brasil fosse consumido pela “expansão comunista”. O militar criticou o modo como os estudiosos desmerecem o perigo dessa expansão, afirmando que menosprezar os acontecimentos ocorridos em 1964 “é ocultar das atuais gerações o papel exemplar das Forças Armadas, impedindo a criação da república sindicalista e da ditadura do proletariado". De acordo com a Folha, houve, ainda, uma manifestação com cerca de vinte pessoas em prol dos militares em frente ao clube, próximo ao horário do evento. (Folha de S. Paulo – Poder – 01/04/15)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Clube Militar lançou campanha pela “moralidade nacional”

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Clube Militar do Rio de Janeiro lançou, no dia 19/03/15, uma campanha pela “moralidade nacional”. De acordo com o presidente do Clube, general da reserva Gilberto Pimentel, o movimento é contra intervenção militar pois “o momento é diferente do que era em 1964. Naquele momento, a sociedade e a imprensa pediram a participação dos militares”. Segundo a Folha, a campanha foi aberta pelo empresário James Akel, que criticou o governo e referiu-se à presidenta da República, Dilma Rousseff, e ao ministro da Defesa, Jaques Wagner, como “guerrilheiros”. Akel declarou ainda que “o que a gente tiver que fazer pela moralidade deve ser feito. Impeachment não é golpismo". A instituição afirmou que o movimento irá debater sobre a situação política do país. (Folha S. Paulo – Poder – 20/03/15)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Clube Militar lançará campanha pela “moralidade nacional”

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Clube Militar do Rio de Janeiro lançará, no dia 19/03/15, uma campanha pela “moralidade nacional”, composta por debates e divulgação de textos na internet sobre corrupção. De acordo com a entidade, a iniciativa foi motivada pela “constatação de que valores da sociedade apresentam diversas distorções", como por exemplo, “os direitos das minorias prevalecendo sobre os da maioria”. De acordo com a Folha, o presidente do Clube Militar, general Gilberto Pimentel declarou que pretende que a iniciativa “seja de todos que amam, verdadeiramente, o Brasil”. A entidade divulgou uma lista contendo 31 nomes de militares da reserva, jornalistas e políticos que teriam aderido à iniciativa. Porém, o jornalista Fernando Gabeira, um dos nomes da lista, afirmou que autorizou o uso de seus textos no site da entidade, entretanto, desconhece o documento a respeito desta iniciativa. (Folha de S. Paulo – Poder – 06/03/15)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Informe especial sobre o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) - Em resposta a relatório da CNV, Clubes militares divulgaram lista de mortos durante o regime

De acordo com os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, os clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, em resposta ao relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), divulgaram, no dia 11/12/14, uma lista contendo 126 nomes de militares, policiais e civis que teriam sido mortos pela ação da luta armada contra o regime militar (1964-1985). No dia 10/12/14, segundo a Folha, o Clube Militar já havia anunciado que apresentaria tal material. O presidente do clube, general Gilberto Pimentel, afirmou na ocasião que "não temos aqui nenhuma intenção de desrespeito ou desejo de volta ao passado. Agora se querem restabelecer a verdade é preciso contar toda a história e não apenas olhando por um viés. Não descarto que houve excessos do nosso lado durante este período. Mas e os militares que foram mortos em serviço?". Segundo O Estado, o material divulgado pelos clubes militares contém erros de informação. O policial militar José Aleixo Nunes, que de acordo com o documento foi morto em uma ação da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Ação Libertadora Nacional (ALN) em 1970, foi entrevistado pelo O Estado e, aos 67 anos, vive na cidade de Marília, no estado de São Paulo. Nunes foi ferido na ocasião citada pelo relatório, mas sobreviveu. Dois outros nomes listados pelos clubes militares foram, de acordo com O Estado, vítimas de disparos de policiais durante ação contra o líder da ALN, Carlos Marighella, em 1969. O sargento da Policia Militar, Geraldo Nogueira, lotado no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo, também foi morto, de acordo com o periódico, em um tiroteio acidental entre policiais em outubro de 1969.  “Outros dois PMs, Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, foram tratados como mortos pela guerrilha, mas a própria polícia, após investigação, comprovou que eles foram vítimas de policiais envolvidos em assaltos”. Quando questionado pelo periódico, o presidente do Clube Naval, vice-almirante fuzileiro naval reformado Paulo Frederico Soriano Dobbin, negou os casos de fogo-amigo. (Folha de S. Paulo – Poder – 11/12/14; Folha de S. Paulo – Poder – 12/12/14; O Estado de S. Paulo – Política - 12/12/14)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Clube Militar se posiciona quanta às eleições presidenciais

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, um texto publicado no site do Clube Militar do Rio de Janeiro, com o título “Um fio de esperança” e assinado pelo general da reserva Clovis Purper Bandeira, com permissão do presidente da entidade, o general da reserva Gilberto Pimentel, defendeu que o país “como está não pode continuar”. Nele Bandeira elogiou e criticou à candidata à presidência da República, Marina Silva, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), como forma de indicar apoio a sua candidatura. O artigo definiu que a candidata é um “fio de esperança” contra a “malfadada corruptocracia instalada (...) pelo lulopetismo”. O militar afirmou que a candidata não é o ideal, pois o mais preparado seria o também candidato Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas que “a candidatura do Aécio está morta e enterrada”. Entretanto, alguns dias após a publicação desse artigo, o presidente da entidade, o general Pimentel, publicou um novo texto esclarecendo, que apoiará Neves á presidência da República. Segundo Pimentel, o Clube Militar o considera “menos pior” dentre os candidatos à presidência e foi o único candidato convidado pela entidade para apresentar sua proposta de governo. Além disso, o general alegou que “seria total incoerência” apoiar Silva e que o título “provocativo” do texto “Um fio de esperança”, através do qual indicava apoio à candidata, tinha como objetivo “recolocar o clube na mídia”. (O Estado de S. Paulo – Política – 06/09/14; O Estado de S. Paulo – Política – 11/09/14)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Grupo de militares da reserva lança manifesto criticando documento de colegas

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, um grupo de militares da reserva lançou um manifesto em resposta ao documento escrito por colegas, os quais criticaram Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, e Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, em decorrência de seus posicionamentos favoráveis à revisão da Lei da Anistia (1979). Organizado pelos capitães de mar e guerra Luiz Carlos de Souza e Fernando Santa Rosa, o documento conseguiu apoio de militares como o brigadeiro Rui Moreira Lima, heroi da Segunda Guerra e um dos dois únicos pilotos sobreviventes que constituíram o 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB). No documento, Lima e os militares signatários evitam tecer críticas ao presidente do Clube da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Almeida Batista, porém mostram-se favoráveis à Comissão da Verdade, na interpretação de que esta não foi criada para punir. O novo manifesto, que declara que os militares da reserva não falam pelos da ativa e nem por muitos que estão na reserva,  mostra que o Clube Militar não é uma instituição monolítica e que há vozes discordantes, conforme avaliação de Paulo Cunha, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Sendo assim, o grupo discorda da intervenção do governo nos Clubes Militares como represália ao protesto que foi encabeçado por pessoas que não contavam com o consenso da instituição que agrega os militares da reserva. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 19/03/12)

Escritório de um dos responsáveis pelo manifesto “Alerta à Nação” foi invadido

De acordo com o periódico Correio Braziliense, o escritório do coronel Pedro Ivo Moezia foi invadido na madrugada do dia 09/03/12. O coronel é um dos coordenadores do manifesto “Alerta à Nação”, no qual militares da reserva criticaram ações do governo e afirmaram não reconhecer a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, de intervir no Clube Militar. Moezia acredita que o crime teve “motivações políticas”. Segundo o delegado que investiga o caso, Reinaldo Vilar, apenas documentos foram revirados e nenhum objeto de valor foi roubado. O coronel Moezia ainda é responsável por outras divergências com o governo, a exemplo de duas ações que move para questionar a criação da Comissão da Verdade, e do ingresso de uma representação no Ministério Público para investigar se houve crime de responsabilidade do ministro da Defesa e da presidente da República, Dilma Rousseff, na interferência que acabou por suspender uma nota publicada pelo Clube Militar. (Correio Braziliense – Política – 10/03/12)