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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Antigo avião presidencial é vendido em leilão

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Boeing 707 KC-137 nº 2401, utilizado por vários presidentes brasileiros, cujo apelido é Sucatão desde o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi vendido em leilão na cidade do Rio de Janeiro por R$ 13,5 mil. A Força Aérea Brasileira impediu que o comprador, Paulo Renato Pires Fernandez, empresário e ex-funcionário da Transbrasil, expusesse o avião no Museu da Tam. Sendo assim, a aeronave foi desmantelada para preservar segredos militares e impedir a reutilização de equipamentos aeronáuticos. O alumínio aeronáutico foi fundido e Fernandez visa Espanha, Estados Unidos e China como compradores. As quatro turbinas do Boeing foram preservadas e serão doadas para uma escola de aviação. Segundo o jornal, apesar do Boeing ter sido criticado pelos últimos presidentes, o avião era venerado pelos militares da Aeronáutica por sua capacidade de reabastecer jatos em pleno voo. (Folha de S. Paulo – Poder – 04/10/15)


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Fuzileiro matou jovem que furou bloqueio militar

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, no dia 11/09/15, um militar da Marinha disparou um tiro de fuzil contra um carro que furou um bloqueio militar na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro. O disparo atingiu e matou Felipe Jordão da Silva Ferreira, de 21 anos. Segundo a Marinha, o militar reagiu quando o motorista rompeu o bloqueio e atropelou um sargento. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 13/09/15)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Conjuntos habitacionais receberam nomes de opositores do regime militar

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, dois conjuntos habitacionais do programa governamental Minha Casa Minha Vida receberam nomes de opositores do regime militar (1964-1985). Segundo o periódico, a inauguração dos residenciais, batizados de “Carlos Marighella” e “Carlos Alberto Soares de Freitas”, ocorreu no dia 31/07/15 em Maricá, na cidade do Rio de Janeiro.  Durante a cerimônia de inauguração, a presidenta da República, Dilma Rousseff, mostrou-se emocionada e afirmou que "Carlos Alberto foi um irmão que tive durante a minha juventude. Nós lutamos juntos, nós queríamos um país mais democrático. Um país em que as pessoas tivessem voz, tivessem vez e, sobretudo, tivessem sua casa própria". (O Estado de S. Paulo – Política – 01/08/15)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Documentos da Comissão Nacional da Verdade serão disponibilizados ao público

De acordo com os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, um acervo de documentos relacionados a investigações da Comissão Nacional da Verdade (CNV) será disponibilizado para consulta pública no Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Folha, os documentos também estarão disponíveis na internet. Segundo a Folha, o acervo contará com “documentos, testemunhos de vítimas e familiares, depoimentos de agentes do Estado, 47 mil fotografias, vídeos de audiências públicas, registros de diligências, laudos periciais, plantas e croquis de estruturas militares”. Haverá ainda documentos oriundos de comissões locais, parentes de vítimas e cooperação com governos de países como Argentina, Alemanha, Chile, Estados Unidos e Uruguai. O primeiro lote, composto por cerca de 6 mil documentos, já foi recebido pelo Arquivo Nacional, porém ainda não está aberto ao público. A previsão é de que o segundo lote seja disponibilizado no mês de agosto. De acordo com O Estado, o ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, ressaltou a importância de que o povo conheça sua história para tomar decisões no presente. Os periódicos lembraram que a CNV, instalada em 2012, tinha como objetivo investigar violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar (1964-1985) no país. Em relatório final, entregue em dezembro de 2014, a comissão apontou 377 agentes como responsáveis por crimes no período, 434 mortos e desaparecidos por ação do regime, além de uma lista contendo locais onde ocorreram violações. O Estado ressaltou a notável presença, nas listas, de médicos acusados de atuar em institutos legais nos quais eram fraudados laudos para encobrir violações cometidas por agentes do regime. (Folha de S. Paulo – Poder – 25/07/15; O Estado de S. Paulo – Política – 25/07/15)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Forças Armadas deixaram o Complexo de Favelas da Maré

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, no dia 30/06/15, as Forças Armadas deixaram o Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, após 15 meses presentes no local. O jornal informou que o grupamento de 3 mil militares que se encontravam no Complexo foi substituído por 400 policiais militares. O secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro afirmou que a retirada das Forças Armadas não garante a segurança do local. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 01/07/15)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Forças Armadas pretendem ocupar quatro favelas para garantir segurança nas Olimpíadas de 2016

De acordo com o periódico Folha de S. Paulo, as Forças Armadas pretendem ocupar quatro favelas da cidade do Rio de Janeiro, como parte do esquema de segurança das Olimpíadas de 2016. Desde o mês de maio, militares da inteligência do Exército e da Marinha realizaram levantamentos fotográficos das comunidades e consultaram policiais acerca da criminalidade. As localizações de preocupação dos militares são os morros do Chapadão, Pedreira, Lagartixa e Quitungo, todos próximos do Complexo Esportivo de Deodoro, no qual deverão ocorrer competições de 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas. A preocupação também ocorre porque as instalações olímpicas localizam-se em uma área militar. Segundo o periódico, entre oficiais do Comando Militar do Leste, há o entendimento de que qualquer ato de violência na região atinge primeiro os militares e, posteriormente, a imagem dos Jogos. No entanto, de acordo com a Folha, alguns militares gostariam de evitar a ocupação e entendem que a prática se desgastou com a ação no Complexo da Maré, no qual as Forças Armadas estão desde abril de 2014. (Folha de S. Paulo – Esportes – 25/06/15)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Porto Sudeste necessita de permissão da Marinha para iniciar suas atividades

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, o Porto Sudeste, localizado na cidade do Rio de Janeiro, necessita da permissão da Marinha para inaugurar o seu terminal portuário, já finalizado. A empresa Impala, subsidiária da trading holandesa Trafigura,  afirmou que é necessária uma licença por parte da Marinha para a liberação do canal marítimo de acesso ao porto. A empresa holandesa detém, juntamente com o Mubadala Development, fundo soberano de Abu Dhabi, 65% do terminal, que deverá ter como finalidade nivelar o prejuízo que o fundo teve, em 2012, ao investir nas empresas de Eike Batista. De acordo com O Estado, o problema será resolvido em breve, havendo a possibilidade do porto inaugurar suas atividades ainda em julho de 2015. (O Estado de S. Paulo – Economia – 08/06/15)

domingo, 31 de maio de 2015

Espetáculo de artistas durante o regime militar foi lançado na íntegra

De acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, foi lançada recentemente a gravação na íntegra de um espetáculo ocorrido em 1973 que foi considerado um manifesto contra o regime militar (1964-1985). O evento foi organizado por Jards Macalé, no dia 10/12/1973, no Museu de Arte Moderna, na cidade do Rio de Janeiro, e contou com artistas como Chico Buarque e Gal Costa, intitulado “O Banquete dos Mendigos”. Segundo o jornal, na época, a divulgação dos artistas que estariam presentes “atraiu a atenção dos agentes da repressão”, os quais cercaram o local com tanques no dia da apresentação; mas o show foi gravado clandestinamente, o que permitiu seu lançamento. O Estado afirmou que a intenção era que a gravação fosse lançada naquele momento, mas foi censurada pelo diretor do Departamento de Censura, Rogério Nunes, e autorizada apenas em 1978, chegando às lojas em 1979 na forma de um LP duplo. Devido à preocupação com a segurança das fitas, elas permaneceram guardadas durante anos em um cofre no estúdio Transamérica e retornaram à Macalé apenas em 1990, que tentou desde então divulgar o material. O Estado afirmou que, na apresentação, entre as músicas, artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos foram lidos pelo poeta Ivan Junqueiro. Segundo um dos artistas presentes na apresentação, Jorge Mautner, o evento foi essencial para restabelecer a democracia brasileira, pois “o povo, os estudantes, os militares e os artistas estavam lá. Era uma época em que parte da esquerda via os Direitos Humanos como algo burguês, e depois se entendeu melhor seu significado. Todos saíram dali com novas vontades, que estariam presentes nas Diretas e na Constituição de 1988”. (O Estado de S. Paulo – Caderno 2 – 26/05/15)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Clube Militar lançou campanha pela “moralidade nacional”

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Clube Militar do Rio de Janeiro lançou, no dia 19/03/15, uma campanha pela “moralidade nacional”. De acordo com o presidente do Clube, general da reserva Gilberto Pimentel, o movimento é contra intervenção militar pois “o momento é diferente do que era em 1964. Naquele momento, a sociedade e a imprensa pediram a participação dos militares”. Segundo a Folha, a campanha foi aberta pelo empresário James Akel, que criticou o governo e referiu-se à presidenta da República, Dilma Rousseff, e ao ministro da Defesa, Jaques Wagner, como “guerrilheiros”. Akel declarou ainda que “o que a gente tiver que fazer pela moralidade deve ser feito. Impeachment não é golpismo". A instituição afirmou que o movimento irá debater sobre a situação política do país. (Folha S. Paulo – Poder – 20/03/15)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Clube Militar lançará campanha pela “moralidade nacional”

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Clube Militar do Rio de Janeiro lançará, no dia 19/03/15, uma campanha pela “moralidade nacional”, composta por debates e divulgação de textos na internet sobre corrupção. De acordo com a entidade, a iniciativa foi motivada pela “constatação de que valores da sociedade apresentam diversas distorções", como por exemplo, “os direitos das minorias prevalecendo sobre os da maioria”. De acordo com a Folha, o presidente do Clube Militar, general Gilberto Pimentel declarou que pretende que a iniciativa “seja de todos que amam, verdadeiramente, o Brasil”. A entidade divulgou uma lista contendo 31 nomes de militares da reserva, jornalistas e políticos que teriam aderido à iniciativa. Porém, o jornalista Fernando Gabeira, um dos nomes da lista, afirmou que autorizou o uso de seus textos no site da entidade, entretanto, desconhece o documento a respeito desta iniciativa. (Folha de S. Paulo – Poder – 06/03/15)

quarta-feira, 4 de março de 2015

Governo federal será responsável pela segurança no interior dos estádios durante os Jogos Olímpicos de 2016

De acordo com os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, após reunião, no dia 23/02/15, com a comissão de coordenação do Comitê Olímpico Internacional para os Jogos Olímpicos de 2016, o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, afirmou que a segurança interna dos equipamentos olímpicos onde ocorrerão as competições será realizada pelo governo federal, com a utilização de policiais e militares das Forças Armadas. Segundo a Folha, no plano inicial essa tarefa seria realizada por uma empresa contratada pelo comitê organizador e apenas as ruas e acessos aos equipamentos olímpicos seriam de responsabilidade estatal, sendo que em 2009, no dossiê de candidatura da cidade do Rio de Janeiro, foi aprovado um repasse de R$ 1,8 bilhão “dos recursos públicos para o comitê cumprir suas obrigações”. No entanto, em 2014 foi decidido que a verba não seria mais repassada, transferindo algumas das responsabilidades do comitê para os governos locais. O periódico afirmou que os militares e os policiais farão a “segurança patrimonial” dos equipamentos olímpicos, prevenindo tumultos e controlando a entrada com detectores de metais e equipamentos de raio-x. De acordo com os jornais, Leyser afirmou que “a ideia é utilizar as forças públicas, que já têm o salário custeado”, sendo uma solução mais barata e segura do que contratar uma empresa privada. (Folha de S. Paulo – Esportes – 24/02/15; O Estado de S. Paulo – Esportes – 24/02/15) 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Informe especial de férias - Jornais noticiaram acontecimentos relacionados à pacificação de favelas no Rio de Janeiro

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, as Forças Armadas permanecerão no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, por mais três meses. Passado esse período, as atividades dos militares serão gradativamente reduzidas. A decisão, tomada após reunião com o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. De acordo com o jornal, desde a ocupação do Complexo, no dia 05/04/14, a ação militar resultou em diversos conflitos contra as facções que ocupam a comunidade, além da morte do cabo Michel Mikami durante uma das missões de pacificação. Em entrevista ao jornal O Estado, o então comandante da Força de Pacificação, general-de-brigada Ricardo Canhaci, afirmou que, apesar de ainda estar presente, o tráfico na região diminuiu. A principal dificuldade da Força de Pacificação, segundo Canhaci, é a limitação judiciária das Forças Armadas, que necessitam das Polícias Civil e Federal para investigar as ações das facções. De acordo com O Estado, outra unidade de policiamento que não apresenta efetivo suficiente no Complexo é a Polícia Militar, principal motivo para assegurar a permanência do Exército na comunidade e adiar a transferência do controle militar para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). De acordo com O Estado, o ex-soldado do Exército Luan Patrício dos Santos Rosa, integrante do reality show Big Brother Brasil, da Rede Globo, afirmou ter matado um homem durante uma operação de pacificação no Complexo de Favelas do Alemão. Segundo o jornal, uma equipe da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro ouvirá Santos Rosa, que afirmou ter agido em legítima defesa. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Exército declarou não ter registro de que o ex-soldado tenha participado de tal operação. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 24/01/15; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 14/12/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 31/12/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 23/01/15)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Militar morreu em confronto no Complexo de Favelas da Maré

Segundo os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o cabo do Exército Michel Augusto Mikami morreu, no dia 28/11/14, após ser baleado na cabeça durante confronto na Vila dos Pinheiros, no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo O Estado, o militar foi socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento da Vila do João, na Maré, e posteriormente ao Hospital Central do Exército, onde faleceu. De acordo com a Folha, Mikami era membro do 28º Batalhão de Infantaria Leve, na cidade de Campinas, e atuava na Força de Pacificação da região “há pouco mais de um mês”. A Folha lembrou que os militares apoiam a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo de Favelas da Maré, onde estão desde abril de 2014, e são responsáveis por realizar um policiamento ostensivo na região desde os primeiros meses de instalação da UPP. A Folha relatou que a presença dos militares na região foi prorrogada duas vezes, sendo que sua previsão inicial era de terminar em julho de 2014 e, atualmente, foi estendida para dezembro do mesmo ano. Segundo O Estado, o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, solicitará à presidenta da República, Dilma Rousseff, a permanência do Exército no Complexo de Favelas da Maré no ano de 2015. A ação do governador é criticada por entidades de defesa dos direitos humanos, como a Organização Não-Governamental Observatório de Favelas, a qual afirmou que a presença dos militares no local “reforça a opção do governo pela militarização e acirra a lógica do confronto na comunidade”. De acordo com os jornais, Rousseff divulgou nota na qual afirmou que Mikami “morreu no cumprimento do dever” e expressou sua dor e solidariedade à família e amigos do militar. O Estado afirmou que Pezão também divulgou uma nota, na qual lamentou a morte do militar, prestou sua solidariedade à família e afirmou que “seguirá firme” na atuação conjunta com o governo federal na região. Membros das Forças Armadas informaram que, no mesmo dia da morte de Mikami, os militares participaram de um confronto durante uma patrulha na região do Conjunto Esperança, favela localizada no Complexo de Favelas da Maré, no qual um blindado caiu num canal ao colidir em alta velocidade. O periódico lembrou que o Exército havia atuado anteriormente no Complexo de Favelas do Alemão e na Vila Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro, onde apesar dos confrontos, não houve morte de militares. Segundo os periódicos, Mikami foi o primeiro militar a morrer durante a ocupação das favelas do Rio de Janeiro pelas Forças Armadas. O Estado afirmou que, uma semana após a entrada dos militares no Complexo de Favelas da Maré, um jovem de 18 anos, suspeito de ser membro do tráfico, foi morto a tiros na comunidade e a partir de então os confrontos tornaram-se frequentes. O jornal lembrou também que a Avenida Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, foi interditada por blindados durante confronto entre fuzileiros navais e traficantes em setembro de 2014 e que no final de novembro do mesmo ano escolas foram fechadas na região devido a trocas de tiros. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 29/11/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 29/11/14; O Estado de S. Paulo – Poder – 30/11/14)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Comissão Nacional da Verdade conclui que houve tortura em Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluiu que 200 pessoas foram presas e torturadas na Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores, na cidade de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, durante o regime militar (1964-1985). A conclusão foi anunciada após uma visita à base no dia 21/10/14. Nesta visita, a Base foi mapeada e as salas de tortura identificadas com a ajuda de 14 ex-presos políticos, que acompanhavam os pesquisadores da CNV e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-Rio). De acordo com o jornal, apurações da CNV indicam que a Base, usada entre os anos de 1969 à 1971, foi substituída pelo Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) a partir do ano de 1971. As testemunhas declaram que as sessões de tortura eram acompanhadas por um médico, conhecido entre os presos como Dr. Coutinho, cuja função era avaliar a condição de saúde do torturado e autorizar a continuidade da sessão. Além dos ex-presos estava presente um ex-militar da Marinha, Heleno Cruz, que confirmou a localização das salas de tortura e segundo Folha, disse ter visto objetos usados para esse fim, como martelos, paus de arara e torniquetes. Cruz diz ter jogado no mar alguns dos instrumentos de tortura aos quais teve acesso. Essa visita foi a última de um total de sete que a CNV realizou em locais que foram objeto de sindicância por parte das Forças Armadas a pedido da CNV. O pedido de sindicância ao Ministério da Defesa diz que houve “desvirtuamento do fim público estabelecido para aquelas instalações”. Segundo Folha, as Forças Armadas afirmaram em agosto de 2014 que não houve desvio de função nas unidades, todavia não se pronunciaram a respeito da ocorrência de tortura e mortes nos locais. Com o término da visita, acabou a fase de apuração de dados pela CNV que agora se dedicará à realização do relatório, a ser entregue em 10/12/14, dia dos Direitos Humanos. A CNV finalizará os seus trabalhos em 16/12/14. (Folha de S. Paulo – Política – 22/10/14)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou investigação de coronel-aviador

Segundo o periódico Folha de S. Paulo, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou ao Ministério Público Militar e à Aeronáutica que investiguem o coronel-aviador da Aeronáutica Flávio Luiz Oliveira Pinto, comandante da Base Aérea do Galeão, na cidade do Rio de Janeiro. O Ministério afirmou que Oliveira Pinto é suspeito de informar ao tenente-coronel da Polícia Militar, Dayzer Corpas, que a unidade chefiada por este estava sendo investigada pela Secretaria de Segurança. Segundo a Folha, a investigação da Secretaria de Segurança refere-se à apuração do fato de que cinco traficantes foram abordados pela Polícia Militar na Base Aérea do Galeão, mas apenas três foram apresentados à delegacia, o que gerou suspeita sobre os policiais militares comandados por Corpas. Segundo o periódico, ao ser avisado sobre a investigação, o tenente-coronel prendeu 11 polícias militares e abriu uma investigação interna contra eles. De acordo com o delegado e subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança, Fábio Galvão, dois dias após comunicar o tenente-coronel sobre a investigação, Oliveira Pinto repassou imagens da abordagem policial referente à investigação a Corpas. De acordo com a promotoria, a ação do coronel da Aeronáutica é “irregular, inadequada e indiscreta – eventualmente criminosa”. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 11/10/14)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Exército e Marinha auxiliam na contenção da violência no Complexo da Maré

Conforme publicado nos periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o Exército e a Marinha têm atuado para conter a violência desencadeada por disputas entre facções de traficantes no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro.  Segundo a Folha, os militares, que participam do processo de pacificação do Complexo com a Polícia Militar desde o dia 05/04/14, afirmaram que há “crise na ocupação”. De acordo com O Estado, com a onda de tiroteios, os militares fizeram incursões no conjunto de favelas e, no dia 01/10/14, houve três confrontos no Complexo. Além disso, tanques foram utilizados pelos militares para auxiliar no policiamento e bloqueio de vias na região. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 02/10/14; O Estado de S. Paulo – Metrópole – 02/10/14)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Jornalista chinês preso no Brasil durante o regime militar relatou experiência

Em depoimento ao periódico Folha de S. Paulo, o jornalista chinês Ju Qingdong relatou fatos acerca de sua prisão no Brasil durante o regime militar (1964-1985). Segundo o periódico, no dia 03/05/1964, nove jornalistas chineses, entre eles Qingdong, foram presos na cidade do Rio de Janeiro, acusados de planejar uma revolução comunista no país. Qingdong afirmou que a equipe de jornalistas agiu conforme a lei e nunca estabeleceu contatos com qualquer partido político durante sua permanência no país. Segundo o jornalista, no dia em que foram presos, sofreram agressões no apartamento e ao chegarem na prisão foram torturados. Qingdong afirmou que os policiais não conseguiram provas de nenhum tipo de crime, porém argumentaram que os remédios chineses para gripe e as agulhas de acupuntura encontradas no apartamento eram utilizadas para assassinatos por envenenamento, e que o dinheiro que possuíam, referente a R$ 850 mil nos valores atuais, foi confiscado como prova do “crime” e permanece retido no Brasil até o momento. Na época, após sete audiências, nas quais os jornalistas foram defendidos pelo jurista Sobral Pinto, cada um dos presos recebeu uma sentença de dez anos de prisão, embora nenhum crime tenha sido provado. Qingdong afirmou que o grupo recebeu amplo apoio internacional e da imprensa brasileira, “pois já estava claro que se tratava de perseguição política”. De acordo com Qingdong, após cerca de um ano presos, a pressão internacional fez com que os jornalistas fossem expulsos do país. Em 1974, quando as relações diplomáticas entre Brasil e China foram restabelecidas, houve o reconhecimento por parte do governo brasileiro de que a prisão dos jornalistas foi um erro político e a promessa de que o dinheiro seria devolvido e a sentença de prisão e expulsão seriam anuladas. O jornalista afirmou ainda esperar que tais ações sejam realizadas. (Folha de S. Paulo – Poder – 30/08/14)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Navio anfíbio estadunidense participa de atividades combinadas com a Marinha brasileira no Rio de Janeiro

DIVULGAÇÃO. Anfíbio. O USS America, na preparação da viagem, que inclui escalas no Peru e Chile. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 06 agosto 2014, p14.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o navio anfíbio de assalto USS America, em viajem inaugural, chegou à cidade do Rio de Janeiro, onde participará de atividades combinadas com a Marinha do Brasil nos próximos dias. Feito para cumprir missões expedicionárias, o navio possui 45 toneladas e leva até 2746 militares, entre marinheiros e fuzileiros, e mais uma frota de helicópteros armados e aeronaves MV-22 Osprey de asas reclináveis e com poder de fogo principal garantido por 20 caças F-35 de decolagem vertical. (O Estado de S. Paulo – Internacional – 07/08/14)

Complexo de favelas registrou aumento de taxa de criminalidade após ocupação

De acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, a taxa de criminalidade nos Complexos das favelas do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, aumentou após novembro de 2010, período que marca o início da ocupação das comunidades cariocas pelas forças de segurança. O total de ocorrências no primeiro semestre de 2014 foi 30,1% maior do que o registrado no primeiro semestre de 2010, antes da ocupação. Segundo os dados fornecidos pelo jornal, os crimes prejudicaram tanto policiais e militares presentes nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) quanto civis. O comandante das UPPs afirmou que o aumento dos tiroteios pode estar relacionado a questões políticas, tendo em vista que a pacificação causou prejuízo ao crime organizado. A Secretaria de Segurança (Seseg) ressaltou que, após a ocupação, os moradores têm maior liberdade para registrar crimes ocorridos na região. O jornal informou ainda que houve aumento nas taxas de apreensão de drogas e diminuição da incidência de roubos e furtos. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 05/08/14)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Estrutura de segurança da Copa do Mundo será mantida para segurança nas fronteiras do país e suas divisas estaduais

De acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que as estruturas criadas para integrar a comunicação da segurança pública nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, auxiliarão a vigilância das fronteiras do Brasil e suas divisas estaduais com o termino do evento. Essas estruturas são chamadas de centros de monitoramento e controle. Oito estados brasileiros possuem fronteiras, mas apenas Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Amazonas têm um centro integrado de controle. Segundo Cardozo, será desenvolvido um plano de uso dos centros de controle no monitoramento das fronteiras, em parceria com as Forças Armadas, visando à unificação dos serviços de inteligência e integração de operação, o que garantirá “planejamento, integração da inteligência e integração de operação e apontará para que os outros Estados que ainda não têm centros de controle também passem a ter, em parceria com o governo federal”. O ministro afirmou que existem, atualmente, um centro de comando nacional, em Brasília e outro no Rio de Janeiro, um centro da Polícia Federal e outros de comando do Ministério da Defesa, além dos 12 centros de comando integrado, nas cidades sede dos jogos. (O Estado de S. Paulo – Metrópole – 19/07/14)