Segundo os jornais Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo, o Grupo Odebrecht anunciou a criação da empresa Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), cuja atuação se dará na produção e desenvolvimento de sistemas militares de conhecimento avançado. Em junho de 2010, a Odebrecht formalizou um acordo de joint venture com a EADS Defence & Security para integração de sistemas militares e agora com a criação da nova empresa ampliará sua capacidade de atuação no setor militar. Atualmente, a empresa opera o contrato executivo do ProSub para a construção de quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica e outro movido a energia nuclear, além da construção de um estaleiro, navios e uma base naval para abrigá-los, em Sepetiba, estado do Rio de Janeiro. A Odebrecht já adquriu o controle da Mectron, responsável pela fabricação de mísseis, radares primários e kits C³ (comunicação, comando e controle), e mostrou interessea na Atech, empresa criadora de sistemas e focada na integração de recursos operacionais estratégicos. Estas duas empresas atenderão diretamente os requisitos apresentados pela presidente da República, Dilma Rousseff, na semana de visita do presidente estadunidense Barack Obama. Eles retrataram como prioridade o acesso ao conteúdo da engenharia de satélites, para produzir no Brasil versões de sensoriamento remoto, vigilância e previsão climática. Os jornais analisaram que a Mectron está levando para Odebrecht uma considerável carteira de clientes, como o Paquistão, para quem atualmente exporta um lote de 100 mísseis antirradiação, que inclui o suporte técnico, documentação e treinamento de pessoal. Além disso, a Mectron é responsável pela produção do míssil piranha ar-ar de curto alcance, e está desenvolvendo um avançado software de logística, além de mísseis terra-ar e ar-terra, e atua como parceira da empresa Denel Aerospace, da África do Sul, no programa binacional de produção de um novo míssil de combate aéreo, o Darter. Segundo a Folha, a principal concorrente da Odebrecht é a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), que atualmente adquiriu a divisão de radares da Orbisat. De acordo com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governo tem se empenhado em resgatar a indústria nacional de material de defesa, que durante os anos de 1974 e 1989 foi um importante instrumento da política externa brasileira, com faturamento de US$ 1 bilhão por ano e possuía clientes de 32 forças armadas de 22 países. Contudo, a Guerra do Golfo (1991) e o fim da União Soviética, levaram a uma super oferta de produtos militares no mercado, o que, juntamente com as mudanças internas no país, levaram a indústria nacional militar ao colapso. Atualmente, com as normas definidas pela Estratégia Nacional de Defesa (END), a industrial nacional vem se organizando. Segundo o Ministério da Defesa 700 corporações já estão cadastradas e têm como objetivo principal produzir meios para as três Forças brasileiras. (Folha de S. Paulo – Mercado – 08/04/11, O Estado de S. Paulo – Negócios – 08/04/11)
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