Segundo os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, o aniversário de 48 anos da tomada de poder pelos militares, ocorrida no dia 31/03/1964, causou tumulto tanto por ter presenciado celebrações de clubes militares, quanto por resistência da oposição. Apesar de o Exército ter abolido de seu calendário as datas comemorativas ao golpe no ano de 2011, 80 militares da reserva se reuniram no dia 31/03/2012 na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, para acompanhar um sobrevoo organizado pela Associação dos Veteranos Paraquedistas, no qual quatro coronéis saltaram carregando bandeiras do Brasil, aterrissando na Praia da Reserva, no Recreio dos Bandeirantes. Além disso, um avião carregava uma faixa com os dizeres “Parabéns Brasil, Brasil. 31 de março de 64” . O deputado e militar da reserva, Jair Bolsonaro do Partido Progressista (PP), participou da celebração saltando de paraquedas com os militares. Segundo o Correio Braziliense, o grupo Levante Popular da Juventude, junto a movimentos formados por familiares de vítimas do regime militar (1964-1985) e grupos de defesa dos direitos humanos, se uniram e programaram para os dias 31/03/12 e 01/04/12 manifestações intensas em redes sociais. Também segundo o Correio, o Partido Socialista e Liberdade (Psol) organizou uma homenagem aos perseguidos pelo regime militar, na cidade de Sorocaba, estado de São Paulo (SP), e divulgaram um repúdio a qualquer celebração do golpe militar. A ONG Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) organizou uma missa em Brasília para lembrar as almas dos brasileiros mortos em luta armada. Em outro movimento, muros de casas de militares da reserva foram pichados com os dizeres “aqui mora um torturador”. Noticiado pelos três jornais, no dia 29/03/12, trezentos representantes da oposição militar, partidos esquerdistas, grupos humanitários e familiares de vítimas da ditadura, bloquearam a entrada do Clube Militar na cidade do Rio de Janeiro e ofenderam os reservistas chamando-os de “torturadores” e “assassinos”, resultando em agressões físicas entre ambas as partes. A polícia militar foi acionada para conter o tumulto. Tais manifestações visaram protestar contra as comemorações que ainda ocorrem entre os militares pela data e pressionar o governo para uma rápida instauração da Comissão da Verdade. O coordenador estadual do grupo Levante Popular da Juventude do estado do Rio Grande do Sul, Lúcio Caetano, afirmou que a iniciativa pretendia balancear as pressões ao governo, que estava tendendo a um recuo nessa área graças a forte manifestação da direita. Além disso, o vice-presidente do Ternuma em São Paulo , Marcelo Zelic, reuniu no dia 01/04/12, quase 300 pessoas que participaram de uma passeata no centro da cidade de São Paulo em protesto contra ao regime militar de 1964, que completou 48 anos. O movimento, convocado pela internet e nomeado de "Cordão da Mentira", partiu de cemitério localizado na região da Consolação, próximo ao centro da cidade de São Paulo, e foi finalizado próximo ao antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Ari Cunha, em coluna opinativa pelo Correio Braziliense, também comentou a data por meio de um breve resumo histórico da tomada de poder e ressaltando as melhorias políticas com o retorno da democracia, adicionou ainda que a presidente da República, Dilma Rousseff, em visita ao exterior, comentou o ocorrido avisando que ao voltar resolveria os assuntos internos. (Correio Braziliense – Política – 31/03/12; Correio Braziliense – Política – 01/04/12; Correio Braziliense – Opinião – 01/04/12; Folha de S. Paulo – Poder - 01/04/12; Folha de S. Paulo – Poder – 02/04/12; O Estado de S. Paulo – Nacional – 01/04/2012)
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Estudo conduzido por brasileiro revela que gripe espanhola foi causa de morte de marinheiros brasileiros durante Primeira Guerra Mundial
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um estudo conduzido pelo brasileiro Wladimir Alonso, integrante da divisão de epidemiologia internacional e estudos de população do Centro Internacional Fogarty nos Estados Unidos, revelou que um vírus microscópico matou um grande número de marinheiros brasileiros na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O número de mortes foi comparativamente maior que as causadas pelos torpedos alemães. Uma análise atual do impacto da epidemia de gripe espanhola em navios da Marinha do Brasil destacou que foram confirmadas 125 mortes causadas pela gripe, ou seja, mais de 8% dos cerca de 1500 tripulantes, que atingiu 90% dos marinheiros. Conforme noticiou a Folha, o estudo de Alonso e mais três colegas foi publicado em revista científica internacional e está sendo divulgado, durante o mês de abril, em uma conferência científica na Turquia. As informações do estudo poderão ser úteis para as autoridades de saúde pública lidarem com epidemias de gripe no futuro e foi motivo para recordar a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial. A flotilha brasileira foi constituída em 1918 por dois cruzadores (Bahia e Rio Grande do Sul), quatro destroieres (Parahyba, Rio Grande do Norte, Piauhy, e Santa Catarina, também chamados contratorpedeiros), um navio-tênder de apoio (Belmonte) e um rebocador de alto mar (Laurindo Pitta). O navio Laurindo Pitta, ainda existe e tem sido utilizado pela Marinha para passeios turísticos pela baía da Guanabara. O Brasil participou da guerra, em 1917, devido ao afundamento de navios mercantes por submarinos alemães. Na época, a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG) foi enviada à África Ocidental para patrulhar os a região, liberando navios britânicos para setores mais estrategicamente relevantes do Atlântico Norte. (Folha de S. Paulo – Ciência – 02/04/12)
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Descobertos abrigos antiaéreos em São Paulo
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, abrigos subterrâneos foram descobertos em várias regiões da cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo, possivelmente construídos no período da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Embora a cidade não corresse risco de ataque, o Governo Federal distribuiu manuais de conduta em caso de ataque aéreo e decretou, em 1943, que as novas construções deveriam contar com um abrigo antibombas, o que foi seguido por muitos proprietários, sendo que muitos desses abrigos foram descobertos apenas recentemente, quando foram feitas reformas nos locais. (O Estado de S. Paulo – Cidades/Metrópole – 25/09/11)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Documentos revelam que Forças Armadas brasileiras deram ampla atenção a Guerra das Malvinas
O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a documentos produzidos pela inteligência militar brasileira durante a Guerra das Malvinas, ocorrida em 1982 entre Argentina e Reino Unido. Tais documentos tinham o objetivo de manter as Forças Armadas brasileiras informadas sobre tudo o que ocorria durante a guerra, permitindo sua prevenção contra eventuais desdobramentos em território nacional. O conflito culminou em uma maior exigência de reequipamento, por parte dos militares brasileiros, que temiam o ressurgimento de questões consideradas “solucionadas”, como as fronteiriças e Itaipu. (O Estado de S. Paulo – Internacional – 03/07/11)
sábado, 16 de julho de 2011
Jornalista escreve sobre a importância do patrono da Marinha para o Brasil
Em coluna opinativa para o Jornal do Brasil, o jornalista Aristóteles Drummond ressaltou a importância e os valores do Almirante Tamandaré, Marquês do Império e patrono da Marinha. Ao transcrever um testamento do Almirante Tamandaré, Drummond enalteceu o “civismo, patriotismo, aula de moral e história” do oficial e destacou a importância de estudá-lo nas escolas. Além disso, enfatizou o prestígio da Marinha frente à população devido, também, ao exemplo dado por seu patrono (Jornal do Brasil – Opinião – 24/05/11)
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