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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Reservistas do Exército atuarão como policiais militares no estado de Goiás

Segundo o jornal Correio Brasiliense, em dezembro de 2013, 450 reservistas do Exército brasileiro, escolhidos pelo Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual, serão responsáveis pelo policiamento em cidades do entorno da capital federal, Brasília, além de quatro municípios goianos. O contrato assinado entre o governo de Goiás e os soldados é válido por dois anos e nove meses. Os soldados receberão um salário inicial de R$ 939,33, um terço do salário recebido por um policial militar, e se submeterão a apenas três meses de curso (sendo nove meses o tempo usual). A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que, após os 33 meses de contrato, os temporários poderão  ser efetivados por meio de realização de concurso público, no qual  ganharão pontuação extra como benefício. A secretaria, apesar de não ter definido um prazo para o concurso, afirmou que o governo goiano pretende contratar mais 850 soldados temporários ainda em novembro de 2013. De acordo com a Polícia Militar (PM) de Goiás, os reservistas, por terem acabado recentemente o serviço militar, já possuem uma base de treinamento e terão aulas de relações interpessoais, noções de Direito, policiamento comunitário e padrão de operações da PM. (Correio Brasiliense – 25/09/13)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Militar da reserva revela detalhes de conspiração contra João Goulart


De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o coronel-aviador da reserva da Aeronáutica, Roberto Baere, revelou à Comissão Nacional da Verdade (CNV) detalhes da Operação Mosquito, conspiração montada em 1961 por oficiais da Aeronáutica com o objetivo de matar João Goulart, então vice-presidente da República, para impedi-lo de assumir a presidência após a renúncia de Jânio Quadros. Baere, que na época era tenente do 1.° Grupamento de Aviação de Caça da Base Aérea de Santa Cruz, diz ter recebido ordens do comandante da base, o já falecido tenente-coronel Paulo Costa, para preparar os caças que seriam usados para abater o avião em que viajava Goulart, retornando da China após a renúncia de Quadros. Baere declarou que, após se recusar a cumprir a missão, o plano foi abandonado. O ex-tenente, no entanto, foi punido três anos depois, já durante o governo militar, em 1964, sendo expulso das Forças Armadas após 50 dias na prisão. (O Estado de S. Paulo – Política – 05/05/13)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Grupo de militares da reserva lança manifesto criticando documento de colegas

Segundo o periódico O Estado de S. Paulo, um grupo de militares da reserva lançou um manifesto em resposta ao documento escrito por colegas, os quais criticaram Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, e Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, em decorrência de seus posicionamentos favoráveis à revisão da Lei da Anistia (1979). Organizado pelos capitães de mar e guerra Luiz Carlos de Souza e Fernando Santa Rosa, o documento conseguiu apoio de militares como o brigadeiro Rui Moreira Lima, heroi da Segunda Guerra e um dos dois únicos pilotos sobreviventes que constituíram o 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB). No documento, Lima e os militares signatários evitam tecer críticas ao presidente do Clube da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Almeida Batista, porém mostram-se favoráveis à Comissão da Verdade, na interpretação de que esta não foi criada para punir. O novo manifesto, que declara que os militares da reserva não falam pelos da ativa e nem por muitos que estão na reserva,  mostra que o Clube Militar não é uma instituição monolítica e que há vozes discordantes, conforme avaliação de Paulo Cunha, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Sendo assim, o grupo discorda da intervenção do governo nos Clubes Militares como represália ao protesto que foi encabeçado por pessoas que não contavam com o consenso da instituição que agrega os militares da reserva. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 19/03/12)