De
acordo com o jornal Folha de S. Paulo, faleceu no dia 25/09/13, aos 67 anos, Diva
Maria de Faria Burnier, ex-integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN).
Burnier foi presa pelo regime militar (1964-1985) em 1970 e passou cerca de um
ano no presídio Tiradentes, em São Paulo. Dentre suas colegas, na cela
conhecida como “Torre das Donzelas”, estava a atual presidente da República,
Dilma Rousseff. Segundo o jornal, além de lutar contra o regime militar e em
favor da anistia, Burnier também atuou no movimento feminista e ajudou a fundar
a revista Brasil Mulher, na década de 1970. (Folha de S. Paulo - Cotidiano -
30/09/13)
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Museu sobre Marighella será criado na Bahia
Segundo o jornal
Folha de S. Paulo, tem previsão para 2014 a inauguração do museu Memorial da
Resistência, no estado da Bahia, destinado a Carlos Marighella, ex-líder da
Aliança Libertadora Nacional (ALN) e referência da luta armada contra o regime
militar (1964-1985). O projeto é coordenado pelo grupo Tortura Nunca Mais e
recebeu um apoio de R$ 200 mil do governo do estado da Bahia. Foram cedidos
pelo estado dois prédios no Pelourinho para construção do projeto, mas a
família de Marighella deseja que a casa onde ele viveu até os 23 anos também
seja anexada, para a exposição de objetos pessoais do ex-militante. A ideia é
expor documentos e obras relacionadas à luta contra o regime militar na Bahia.
(Folha de S. Paulo – Poder – 08/06/13)
Comissão Nacional da Verdade contesta suicídio de militante
Segundo o jornal Correio Braziliense, o
ex-integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Luis Eurico Tejera Lisboa,
teve o laudo de sua morte alterado pelo governo durante o período do regime
militar (1964-1985). Lisboa nasceu no estado de Santa Catarina e foi líder da
União Gaúcha de Estudantes Secundaristas. O militante foi processado pela Lei
de Segurança Nacional, perseguido enquanto era parte da ALN e desapareceu aos
24 anos, em setembro de 1972. Sete anos depois, seu corpo foi encontrado
enterrado no cemitério de Perus, na cidade de São Paulo, com o nome falso de
Nelson Bueno. Peritos criminais da Comissão Nacional da Verdade (CNV) revelaram
inconsistências nos exames que, na época, apontavam para o suicídio. O Correio
salientou ainda que um inquérito policial foi feito, alegando que o militante
havia atirado contra a própria cabeça; porém, a avaliação da CNV afirmou que
Tejera foi assassinado e que a foto que mostra a cena de sua morte foi montada.
A análise desse caso faz parte de uma lista de 44 pessoas que terão os laudos,
que também atestam suicídio, reavaliados por especialistas do Grupo de Trabalho
Graves Violações de Direitos Humanos. Destes 44, 18 têm fotos que também devem
passar por perícias com novas tecnologias. De acordo com a CNV, os mesmos
peritos devem elaborar um novo laudo sobre a morte do ex-presidente Juscelino
Kubitschek que, segundo o laudo atual, teria morrido em 1976 por consequências
de um acidente de carro. O Correio informou que o caso do ex-presidente foi
levado para a CNV pela Ordem dos Advogados de Minas Gerais. Ainda foi destacado
que a CNV publicou, no dia 03/06/13, o vídeo do depoimento dado pelo vereador
da cidade de São Paulo, Gilberto Natalini, no dia 10/05/13, quando acusou o
coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra de tê-lo torturado. O coronel
se defendeu dizendo ser um “combatente de terroristas”. (Correio Braziliense –
04/06/13)
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