Mostrando postagens com marcador Manifestações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manifestações. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Colunistas demonstraram preocupação em relação a grupos a favor da intervenção militar

Em coluna opinativa para o jornal Folha de S. Paulo, Margarida Genevois, Marco Antônio Rodrigues Barbosa e Marcia Jaime, respectivamente ex-presidentes e ex-vice-presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, expressaram apreensão em relação a um grupo minoritário a favor da intervenção militar que aderiu às manifestações contra o governo da presidenta da República, Dilma Rousseff, que vêm difundindo-se pelo país. O motivo dessa preocupação respalda-se nas perseguições que os opositores ao regime militar (1964-1985) sofreram e nas “violações dos direitos individuais” ocorridas na época. Segundo Genevois, Rodrigues e Jaime, os grupos necessitam delimitar claramente os seus objetivos e suas demandas para desassociar as reivindicações a favor da intervenção militar, que constituem “verdadeira afronta ao regime democrático”, das que almejam a “defesa da democracia e da luta contra a corrupção”. Os autores ressaltaram que, apesar de haver motivos para que as manifestações sejam valorizadas, o destaque deve ser dado ao “aperfeiçoamento democrático” e à “necessária responsabilidade política”, que influenciam no julgamento consciente e na capacidade de reflexão e escolhas dos cidadãos. (Folha de S. Paulo – Opinião – 27/04/15)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Manifestações levaram grupos a favor da intervenção militar às ruas

Segundo os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, os protestos do dia 12/04/15 que pediam, principalmente, o impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff, tiveram adesão de uma minoria que reivindicava a intervenção militar em diversas cidades do país. O número de participantes foi reduzido em comparação aos protestos do dia 15/03/15. Na cidade de São Paulo, os manifestantes do grupo União Nacionalista Democrática tocaram hinos à pátria para homenagear Carlos Alberto Augusto, ex-agente do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), investigado pela Comissão da Verdade de São Paulo. O grupo SOS Forças Armadas afirmou que nunca houve ditadura no Brasil “porque na ditadura quem é contra o governo não é exilado, é morto no paredão", como afirmou um dos organizadores do grupo. Um grupo foi removido da Avenida Paulista pela Polícia Militar, que alegou que o carro usado pelos manifestantes não havia passado por vistoria. Entretanto, segundo o Correio, o motivo extraoficial foi evitar um possível conflito entre pessoas favoráveis à intervenção e os demais manifestantes. Na capital federal, Brasília, houve hostilização por parte das vertentes a favor da intervenção militar aos demais grupos. Militares da reserva membros da Ordem Dourada do Brasil se desentenderam com outros manifestantes. Outro grupo, baseando-se no artigo 142 da Constituição Federal, alegou a legitimidade de uma “intervenção militar constitucional”. O artigo, no entanto, específica as Forças Armadas como sendo Exército, Marinha e Aeronáutica e afirma a “autoridade suprema do Presidente da República” sobre elas, além de estabelecer o papel delas na defesa da Pátria. (Correio Braziliense – Política – 13/04/15; Folha de S. Paulo – Poder – 13/04/15; O Estado de S. Paulo – Política – 13/04/15)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Manifestantes a favor da intervenção militar participaram de protestos

Segundo os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, manifestantes que apoiam a intervenção militar participaram dos manifestos contra o governo que ocorreram no dia 15/03/15 em diversas cidades do Brasil. Apesar de estarem em menor número e de sofrerem oposição dos demais integrantes dos protestos, os simpatizantes dos militares acreditam que “o impeachment [da presidenta da República] não vai adiantar”  e que “intervenção não é golpe”, como afirmou o empresário Aparecido Duca, um dos líderes civis do SOS Forças Armadas, em São Paulo. Havia tanto pessoas defendendo “intervenção militar constitucional”, como declarou Marcos Fardel, membro de um grupo que protestava na capital federal Brasília, quanto pessoas que clamavam pela volta definitiva dos militares ao poder, caso de Maria Isabel Fleury, viúva de Sérgio Paranhos Fleury, delegado na época do regime militar (1964-1985) notoriamente reconhecido como torturador, de acordo com a Folha. Segundo O Estado, o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Carlos Alberto Augusto, também chamado de “Carteira Preta”, compareceu aos protestos na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, com a intenção de “protestar contra os petralhas”. Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, desaprovou os pedidos de intervenção militar, apoiando Miguel Rossetto, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, que afirmou ser infundado e ilegítimo o clamor por impeachment e intervenção militar. De acordo com a Folha, há uma manifestação a favor da intervenção militar marcada para o dia 28/03/15, na capital federal Brasília. (Correio Braziliense – Política – 16/03/15; Folha de S. Paulo – Poder – 16/03/15; O Estado de S. Paulo – Política – 16/03/15)

terça-feira, 17 de março de 2015

Adeptos da intervenção militar participaram de manifestação contra o governo

Segundo os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, manifestações contra o governo da presidenta da República, Dilma Rousseff, com a adesão de um segmento que apoia a intervenção militar, aconteceram no dia 15/03/15 em mais de 250 munícipios. Os idealizadores do evento salientaram a diferença entre a ideologia de cada grupo e afirmaram não haver uma agenda conjunta estabelecida anteriormente, apesar de não descartarem a possibilidade de uma ação agregada, como afirmou o líder do movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer. De acordo a Folha, tanto os membros do Vem Pra Rua como os de outros grupos, no entanto, não concordam com os ideais dos grupos que desejam a tomada de poder pelos militares, já tendo intervindo anteriormente na participação destes em outras manifestações. Apesar disso, os adeptos da intervenção militar, como o grupo chamado Legalistas, solicitaram a aderência de simpatizantes da vertente militar, pois segundo afirmou o sargento da reserva da Aeronáutica, Tôni Oliveira, "a coisa está indo por um caminho que não vejo outra saída". (Folha de S. Paulo – Poder – 09/03/15; O Estado de S. Paulo – Política – 09/03/15)