Mostrando postagens com marcador Itália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itália. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Navio da Marinha resgatou imigrantes naufragados

De acordo com os periódicos Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo, a corveta V-34 Barroso da Marinha brasileira resgatou, na noite de 04/09/15, 220 imigrantes que viajavam clandestinamente nas proximidadesdo litoral da Itália. Segundo os periódicos, a corveta comandada pelo capitão de fragata Alexandre Nunes navegava pelo Mar Mediterrâneo a caminho de Beirute, no Líbano, quando foi contatada pelo Centro de Busca e Salvamento da Itália, que solicitou que o navio brasileiro procurasse a embarcação ilegal detectada próximo à Grécia. A equipe da corveta Barroso respondeu ao pedido de socorro e, após navegar por uma hora, localizou o transportador ilegal, embarcou os imigrantes e ofereceu serviço médico a bordo para os casos mais graves de desidratação e queimaduras. De acordo com o periódico, os imigrantes foram levados à Catânia, no litoral sul da Itália. A operação contou com a participação de duas embarcações menores, pertencentes à guarda costeira italiana. Os periódicos informaram que a corveta V-34 seguiu para o Líbano a fim de substituir a fragata União, integrante da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), da Organização das Nações Unidas. Segundo o jornal O Estado, a corveta possui 103 metros de extensão, tem capacidade de deslocar 2400 toneladas com autonomia de 30 dias, e teve o sistema de armas de bordo configurado para atender à força tarefa com disparadores de mísseis Exocet, canhões e de lançadores de torpedos. (O Estado de S. Paulo – Internacional – 05/09/15; Correio Braziliense – Mundo – 06/09/15;)


quarta-feira, 12 de março de 2014

Itália iniciou o maior julgamento internacional dos crimes cometidos pelos regimes militares da América do Sul

De acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, a Itália iniciou o maior  julgamento internacional sobre os crimes cometidos durante os anos 70 e 80 na América do Sul, pela chamada Operação Condor. A Operação foi criada em 1975 para estabelecer a cooperação entre os governos militares da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia, e contou com o apoio da agência de espionagem estadunidense (CIA, na sigla em inglês) no combate às guerrilhas e movimentos de resistência.  Segundo O Estado, o julgamento tem como foco a morte de 23 pessoas com cidadania italiana e acusa 35 militares e políticos sul-americanos, sendo que esses podem ser condenados até mesmo à prisão perpétua. Apesar de duas vítimas terem sido sequestradas no Brasil, nenhum militar brasileiro será julgado. Inicialmente, em 2005, as investigações do Ministério Público italiano resultaram em uma lista de 140 indiciados, sendo doze brasileiros, porém, a Justiça italiana estabeleceu que, em uma primeira etapa, só serão julgados os casos de países onde será possível contar com a colaboração do governo, nos quais se configurou responsabilidade direta pelos crimes do período. O julgamento durará dois anos e ao final, em caso de condenação, o juiz poderá pedir a extradição do militar para que a pena seja cumprida na Itália. Para o deputado italiano Fabio Porta, o julgamento é "um acontecimento histórico” e uma oportunidade para fazer justiça às vítimas. O Estado relembrou ainda dois casos ocorridos no Brasil, os sequestros de Lorenzo Viñas e Horácio Campiglia, ambos ligados a organização político-militar argentina de guerrilha urbana Montoneros.  Vinãs foi detido pela polícia brasileira na cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em um ônibus com destino ao Rio de Janeiro, onde ele planejava embarcar para a Itália e fugir da repressão do regime militar argentino. Campiglia foi sequestrado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por militares argentinos que foram autorizados pelo governo brasileiro a agir assim que o avião do militante pousasse. O governo argentino acreditava que Campiglia estaria voltando ao país para coordenar ações de guerrilha. (O Estado de S. Paulo – Política – 03/03/14)