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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Exército testa míssil MTC 300

De acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, o Exército testou, em setembro de 2013, o míssil MTC 300, seu primeiro tático de cruzeiro com alcance de 300 quilômetros. O lançamento virtual ocorreu durante a Operação Lançador, que mobilizou 8,2 mil militares das Forças Armadas. De acordo com o jornal, a simulação foi bem sucedida. O MTC 300 integra o sistema de artilharia Astros 2020 que está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal para o ano de 2014. Os mísseis, de R$ 670 mil a unidade, fazem parte do projeto executado pela empresa Avibras Indústria Aeroespacial e o total dos investimentos para o Astros 2020 é avaliado em R$ 1,246 bilhão. De acordo com Sami Hassuni, presidente da Avibras, existem boas possibilidades de venda do Astros 2020 para o mercado internacional, principalmente para os clientes do modelo atual, o Astros II. Foi destacado pelo jornal que o MTC 300 é o resultado de 10 anos de aperfeiçoamento, sendo um artefato leve e compacto, medindo 5,5 metros, e que utiliza combustível sólido ativado somente no momento do lançamento. O voo de cruzeiro, subsônico, é similar ao de uma aeronave pequena, impulsionado por uma turbina também construída pela Avibras. O modelo está de acordo com os limites estabelecidos no tratado de Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, do qual o Brasil é signatário, e que restringe a ação a 300 quilômetros e 500 quilos de ogiva. Além disso, MTC 300 realiza o acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico, “corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo”, com o objetivo de atingir instalações estratégicas, como refinarias e usinas. Entretanto, o modelo ainda não possui um radar para buscar alvos móveis, o que ampliaria a sua capacidade, como em um disparo múltiplo contra uma frota naval. Uma bateria Astros conta com “seis carretas lançadoras, com suporte de apoio de outras seis remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica e um de manutenção”, sendo que o MTC 300 é disparado por rampas duplas, onde cada carreta leva quatro unidades do artefato. Ainda foi ressaltado que “o grupo se desloca a 100 km/hora em estrada preparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento”. (O Estado de S. Paulo – Política – 19/10/13)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Forças Armadas realizam a Operação Laçador na região sul

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, iniciou-se, no dia 16/09/13, a 35ª edição da Operação Laçador, que ocorre na região Sul do Brasil e envolve cerca de 8,5 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica. O exercício tem a duração de três semanas e terminará no dia 27/09/13. De acordo com O Estado, o objetivo central da operação é “a conservação da capacidade de defesa da região Sul do País”. Para a integração dos recursos, cerca de 100 oficiais e especialistas atuam em um Centro de Controle a partir da sede do Comando Militar do Sul, na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. Segundo o jornal, o treinamento, que está sendo coordenado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, é abrangente e conta com a atuação de paraquedistas e mergulhadores de elite. Há também a realização de operações de Forças Antiterrorismo e bombardeios de precisão com os aviões de caça AMX, F-5M, Mirage 2000 C/B e A-29 Super Tucano. Além disso, blindados atuam junto aos lançadores de foguetes de saturação de área do sistema Astros II. O Estado destacou ainda que a Marinha participa do exercício com helicópteros UH-12 Esquilo, uma corveta da classe Imperial Marinheiro e os navios-patrulha Benevente e Babilonga, com o apoio do naviorebocador de alto mar Tritão. O Exército conta com brigadas blindadas e de infantaria, helicópteros EC-725 Super Cougar, HA-1 Esquilo e HM-1 Pantera, além da Artilharia Divisionária. A Aeronáutica participa com helicópteros H-60, Black Hawk e H1-H. (O Estado de S. Paulo – Política – 17/09/13)