De
acordo com o jornal Folha de S. Paulo, mediante pedido do Ministério Público, a
Justiça argentina incluirá o caso da morte do ex-presidente brasileiro João
Goulart entre os temas de uma investigação em andamento sobre a Operação
Condor. Outros casos de desaparecimento e perseguição de brasileiros naquele
país serão abordados. Jango faleceu na Argentina em 1976. (Folha de S. Paulo –
Poder – 21/02/14)
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Justiça Federal negou tentativas do Ministério Público de julgar casos do regime militar
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as
tentativas do Mistério Público Federal (MPF) de levar a julgamento crimes
ocorridos durante o regime militar brasileiro (1964-1985) não encontraram
respaldo na Justiça Federal. O Grupo de
Trabalho Justiça de Transição, vinculado à 2ª. Câmara de Coordenação e Revisão
do MPF, criado após a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos
sobre o caso da Guerrilha do Araguaia, apresentou sete denúncias à Justiça
Federal, das quais “apenas três ações estão em andamento, patinando ainda na primeira
instância; duas foram rejeitadas; uma aguarda a definição de um pedido de
habeas corpus; e a sétima ainda não teve o mérito apreciado”. O principal
argumento apresentado pelos procuradores federais é de que crimes como
ocultação de cadáver e sequestro “são considerados permanentes e não foram
beneficiados pela Lei da Anistia de 1979”. De acordo com o periódico, os juízes
estão rejeitando a tese dos procuradores, além de não aceitarem “as referências
a cortes internacionais, segundo as quais crimes contra a humanidade não
prescrevem e não podem ser anistiados”. Segundo o desembargador Olindo Menezes,
o argumento do crime permanente é “engenhoso” mas não se sustenta pela “falta
de justa causa para a ação penal, por um (anistia) ou por outro (prescrição)
fundamento”. No dia 15/01/14, o jornal Folha de S. Paulo, noticiou que o juiz
Fernando Porto rejeitou a ação do MPF que atribuía a dois agentes do regime
militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Alcides Singillo, o crime de
ocultação do cadáver do militante Hirohaki Torigoe. Segundo os procuradores, “o
crime era permanente e não estava anistiado já que o cadáver de Torigoe não foi
localizado até hoje”. Segundo a versão oficial, o militante morreu durante um
tiroteio e foi enterrado com nome falso, a denúncia, porém, afirma que Torigoe
morreu no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de
Defesa Interna (DOI-Codi). De acordo com O Estado, há uma outra ação contra os
mesmos réus que tramita na Justiça Federal em São Paulo. Neste processo “o juiz
aceitou a denúncia pelo crime de sequestro de Edgar Aquino Duarte, em 1973”. No
dia 16/01/14, o Correio Braziliense noticiou que o MPF “recorreu ao Tribunal
Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para esclarecer contradições e omissões
do julgamento que trancou ação penal contra Sebastião Curió Rodrigues de
Moura”. Conhecido como Major Curió, Sebastião é acusado de “manter em cárcere
privado cinco militantes, até hoje desaparecidos, durante a repressão à
Guerrilha do Araguaia”. (Correio Braziliense - 16/01/14; Folha de S. Paulo -
Poder - 15/01/14; Estado de S. Paulo - Política - 13/01/14; O Estado de S.
Paulo - Política - 15/01/14)
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Comissão da Verdade do Rio de Janeiro pretende reabrir inquérito sobre explosão de carta-bomba na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro em 1980
De acordo com os jornais Correio Braziliense e O
Estado de S. Paulo, o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de
Janeiro, Wadih Damous, afirmou que pretende pedir ao Ministério Público a
reabertura da investigação acerca da carta-bomba entregue à Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro em 1980. Depois de ouvir ex-agentes da
Polícia Federal que participaram das investigações e relatos que denunciam a
participação de oficiais do Exército e do extinto Serviço Nacional de
Informações (SNI) na apuração do caso, Damous acredita que o inquérito aberto
na época foi uma “farsa”. Além disso, Damous acredita que pode comprovar a
existência de conexão entres os atentados da OAB e do Riocentro, quando uma
bomba explodiu no estacionamento do centro de convenções durante as
festividades do dia do trabalho (01/05/1981). O advogado Luiz Felippe Monteiro,
filho de Lyda Monteiro, morta no atentado à OAB, afirmou ter havido um acordo
político entre oposição e governo para que as investigações sobre o caso não
avançassem, em troca das eleições de 1982. Segundo a integrante da Comissão
Nacional da Verdade, Rosa Maria Cardoso, o crime em questão não estaria abarcado
pela Lei da Anistia (1979), pois ocorreu em 1980. (Correio Braziliense –
28/08/13; O Estado de S. Paulo – Política – 28/08/13).
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Comissão da Verdade do Rio de Janeiro enviará depoimento de coronel bombeiro ao Ministério Público
Segundo
o periódico Correio Braziliense, o
presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, encaminhará
ao Ministério Público o depoimento do coronel do Corpo de Bombeiros do Rio de
Janeiro, Walter Jacarandá, que admitiu a participação em sessões de tortura nas
dependências do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações
de Defesa Interna (DOI-Codi). (Correio Braziliense – 17/08/13)
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