De
acordo com o jornal Correio Braziliense, as pensões destinadas a filhas de
membros das Forças Armadas atingem o custo aproximado de R$ 5 bilhões anuais. O
Tesouro Nacional assume o pagamento de benefícios para 103 mil filhas de
militares, sendo 17 descendentes de ex-combatentes da Guerra do Paraguai
(1864-1870). Entre as Forças Armadas, anualmente, o Exército gasta R$ 3,5
bilhões com as pensões, a Marinha arca com R$ 1,1 bilhão e a Aeronáutica, R$
444 milhões. Atualmente, o direito à pensão vitalícia para filhas de militares
está condicionado de acordo com a contribuição do militar. Segundo Renato
Follador, especialista em Previdência, esse modelo de concessão de pensões
contribui para o transtorno no sistema de previdência pública brasileira.
(Correio Braziliense – 23/02/14)
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domingo, 9 de março de 2014
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Restauração de palácio paraguaio revela presença brasileira durante a Guerra do Paraguai
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo,
foram descobertos no palácio presidencial do Paraguai inscrições e rabiscos
feitos por soldados brasileiros durante a ocupação do Palácio de López na
Guerra do Paraguai (1864-1870). A descoberta foi feita por uma equipe de
restauradores que encontrou também uma bala de canhão incrustada por mais de
cem anos na estrutura do prédio. O Palácio, construído em 1857 para ser a
residência do então presidente Francisco Solano Lopez, teve como seus primeiros
moradores os militares brasileiros que retornaram à cidade após o bombardeio ao
prédio. O atual presidente do Paraguai, Federico Franco, sugeriu que os
desenhos e escritos fossem cobertos com tinta, enquanto os restauradores
defenderam que fossem preservados sob uma lâmina de vidro. O arquiteto
responsável pela reforma, Carlos Cataldi, afirmou que "alguns defendem que
ali está a ferida causada pelo Império [do Brasil] ao Paraguai, que o palácio é
o nosso Auschwitz. Mas, para nós, é importante deixar como testemunho da história
pela qual passamos". (Folha de S. Paulo – Mundo – 19/05/13)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Material didático de escolas militares omite informações sobre o regime militar
Segundo
o jornal Folha de S. Paulo, livros
didáticos utilizados em escolas militares omitem informações consideradas
essenciais para a compreensão de episódios do regime militar (1964-1985); a
exemplo de um volume da coleção Marechal Trompowsky, que afirma que a
“revolução de 1964” teria sido promovida por grupos “moderados e respeitadores
da lei”. Conforme o periódico, existem doze escolas militares no país, nas
quais 14 mil estudantes estão matriculados; muitos deles são parentes de
militares. O coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Claudio
Fonteles, indicou que os livros podem ser alvos de recomendações dos militares,
entretanto, defendeu que a autonomia das escolas deve ser respeitada, uma vez
que não haja fuga do programa adotado por outras escolas públicas e privadas
civis. Segundo o professor de história da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Carlos Fico, o governo deveria promover uma reforma
geral nos currículos militares, visto que o assunto é um tema que diz respeito
à “segurança da sociedade”. A Associação Nacional de História também declarou
que pretende pedir aos Ministérios da Educação e da Defesa uma avaliação sobre
o material didático. Entretanto, segundo a Folha,
o Ministério da Educação afirmou em nota que não pode interferir no currículo
das escolas militares. O Ministério da Defesa, por sua vez, afirmou que só
acompanha o material pedagógico relativo à formação de oficiais e praças das
Forças Armadas. O responsável pela edição de Trompowsky, general José Carlos
dos Santos, não se manifestou sobre o assunto e sugeriu que a questão fosse
discutida com a assessoria do Exército. Em nota, o Exército informou que a coleção
é fruto de três anos de pesquisas e apontou que é atualizada anualmente pelos
autores. Em sua coluna de opinão no jornal Folha de S. Paulo, o jornalista e filósofo Hélio Schwartsman afirmou que a História é incapaz de
oferecer um
modelo por meio do qual se possa fazer previsões para o futuro, e torna até
mesmo o passado incerto. Para exemplificar as diferentes abordagens históricas,
o filósofo contou que, na infância, foi-lhe ensinado que “o duque de Caxias era
o herói inconteste da Guerra do Paraguai (1864-70)”, mas que, a partir dos anos
1990, o personagem ganhou a imagem de “genocida furioso”. De acordo com
Schwartsman, a História é abordada diferentemente de acordo com gostos,
preferências, condicionamentos e ideologias, mas que esta “frouxidão
epistêmica” não justifica o acobertamento de mentiras ou omissões observadas em
material didático adotado pelo Exército em suas escolas, em alusão aos crimes
ocorridos durante o regime militar. Para o jornalista, “temos o dever moral de
apontar crimes de lesa-historiografia sempre que topamos com eles”. Segundo o
jornal Folha de S. Paulo, também em
coluna opinativa, o jornalista Ricardo Bonalume Neto afirmou que a sociedade
civil vem gradualmente adquirindo certo grau de ressentimento para com os
militares em quase todo o mundo. Neto defendeu que, no Brasil, “as esquerdas e seus historiadores também revisionistas”,
começaram a criticar, ainda durante o regime militar (1964-1985), “o passado
mais distante - procurando minimizar os feitos das Forças Armadas durante a
Guerra do Paraguai (1865-1870) e a participação brasileira na Segunda Guerra
Mundial (1939-1945). O colunista apontou que, ao fim do regime militar, o
embate ideológico entre os militares e a esquerda retornou, principalmente, em
relação à questão da preservação da democracia. Neto apontou que o Exército já
reconheceu alguns de seus erros e concluiu declarando que “a atual disputa pela
memória, pelo conteúdo de livros didáticos e livros de história, é mais
explosiva porque muitos dos protagonistas da "luta armada" e da sua
repressão estão vivos. E atuantes.” (Folha de S. Paulo
– Poder – 10/02/13; Folha de S. Paulo – Opinião – 13/02/13)
domingo, 24 de junho de 2012
Presidente da República afirma necessidade de investimentos nas Forças Armadas e indica aumento do salário dos militares
De acordo com o jornal Correio Braziliense, durante cerimônia ocorrida no dia 11/06/12 na capital federal para a comemoração do 147º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo (1865), a presidente da República Dilma Rousseff afirmou, em mensagem, a necessidade de investimento em equipamentos das Forças Armadas brasileiras, em especial na Marinha: “Sabemos que nosso papel na preservação da paz depende da capacidade dissuasória do Brasil. A atuação de nossas Forças Armadas nesse processo, seja por meio de missões sob a égide da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OEA (Organização dos Estados Americanos), seja na defesa de nossas fronteiras e de nossa soberania, requer equipamentos de qualidade, prontos a serem utilizados, e pessoal adequadamente preparado e motivado." A cerimônia relembrou a batalha de 11 de junho de 1865, que garantiu a vitória da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Rousseff encomendou à equipe econômica do governo um reajuste do salário dos militares, a partir de 2013, como gesto de reconhecimento após a instalação da Comissão da Verdade. (Correio Braziliense – Política – 12/06/12; Folha de S. Paulo – Poder – 13/06/12)
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