REPRODUÇÃO. Sumiço. Rubens Paiva foi preso
em casa, no Rio, em 1971. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 28 maio 2014, P. 6.
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terça-feira, 3 de junho de 2014
Justiça Federal aceita denúncia contra militares envolvidos na morte de Rubens Paiva
terça-feira, 20 de maio de 2014
Justiça Federal abriu processo para apurar o atentado do Riocentro
Segundo
os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, a
juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, titular da 6ª Vara Federal Criminal do Rio
de Janeiro, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra seis
militares acusados de terem participado do atentado ao Riocentro em 1981. O MPF
pede penas de “até 67 anos de prisão pela suposta prática dos crimes de
tentativa de homicídio doloso, associação criminosa armada e transporte de explosivo”.
De acordo com o Correio, “em duas ocasiões anteriores, nas décadas de 1980 e
1990, o mesmo caso foi rejeitado pela Justiça Militar e pelo Superior Tribunal
de Justiça (STJ)”. Segundo os periódicos, a juíza considerou os crimes
imprescritíveis baseando-se no princípio do direito internacional segundo o
qual crimes contra a humanidade não prescrevem. Os acusados são os militares
reformados Wilson Luiz Chaves Machado, Nilton de Albuquerque Cerqueira, Newton
Cruz, Edson Sá Rocha, Divany Carvalho Barros e o ex-delegado Cláudio Antônio
Guerra. O atentado ocorreu durante um show em comemoração ao Dia do Trabalho,
que reunia cerca de vinte mil pessoas no centro da cidade do Rio de Janeiro em
30/04/1981. De acordo com O Estado, a ação tinha por objetivo “fazer retroceder
o processo de abertura” do regime militar e acabou fracassando com a explosão
acidental das bombas, causando a morte do sargento Guilherme do Rosário e
ferindo o então capitão Wilson Machado. (Correio Braziliense – Política –
17/05/14; Folha de S. Paulo – Poder – 17/05/14; O Estado de S. Paulo – Política
– 17/05/14)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Justiça Federal negou tentativas do Ministério Público de julgar casos do regime militar
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as
tentativas do Mistério Público Federal (MPF) de levar a julgamento crimes
ocorridos durante o regime militar brasileiro (1964-1985) não encontraram
respaldo na Justiça Federal. O Grupo de
Trabalho Justiça de Transição, vinculado à 2ª. Câmara de Coordenação e Revisão
do MPF, criado após a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos
sobre o caso da Guerrilha do Araguaia, apresentou sete denúncias à Justiça
Federal, das quais “apenas três ações estão em andamento, patinando ainda na primeira
instância; duas foram rejeitadas; uma aguarda a definição de um pedido de
habeas corpus; e a sétima ainda não teve o mérito apreciado”. O principal
argumento apresentado pelos procuradores federais é de que crimes como
ocultação de cadáver e sequestro “são considerados permanentes e não foram
beneficiados pela Lei da Anistia de 1979”. De acordo com o periódico, os juízes
estão rejeitando a tese dos procuradores, além de não aceitarem “as referências
a cortes internacionais, segundo as quais crimes contra a humanidade não
prescrevem e não podem ser anistiados”. Segundo o desembargador Olindo Menezes,
o argumento do crime permanente é “engenhoso” mas não se sustenta pela “falta
de justa causa para a ação penal, por um (anistia) ou por outro (prescrição)
fundamento”. No dia 15/01/14, o jornal Folha de S. Paulo, noticiou que o juiz
Fernando Porto rejeitou a ação do MPF que atribuía a dois agentes do regime
militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Alcides Singillo, o crime de
ocultação do cadáver do militante Hirohaki Torigoe. Segundo os procuradores, “o
crime era permanente e não estava anistiado já que o cadáver de Torigoe não foi
localizado até hoje”. Segundo a versão oficial, o militante morreu durante um
tiroteio e foi enterrado com nome falso, a denúncia, porém, afirma que Torigoe
morreu no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de
Defesa Interna (DOI-Codi). De acordo com O Estado, há uma outra ação contra os
mesmos réus que tramita na Justiça Federal em São Paulo. Neste processo “o juiz
aceitou a denúncia pelo crime de sequestro de Edgar Aquino Duarte, em 1973”. No
dia 16/01/14, o Correio Braziliense noticiou que o MPF “recorreu ao Tribunal
Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para esclarecer contradições e omissões
do julgamento que trancou ação penal contra Sebastião Curió Rodrigues de
Moura”. Conhecido como Major Curió, Sebastião é acusado de “manter em cárcere
privado cinco militantes, até hoje desaparecidos, durante a repressão à
Guerrilha do Araguaia”. (Correio Braziliense - 16/01/14; Folha de S. Paulo -
Poder - 15/01/14; Estado de S. Paulo - Política - 13/01/14; O Estado de S.
Paulo - Política - 15/01/14)
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Justiça Federal inicia audiências acerca de acusações contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra
De
acordo com os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, a Justiça
Federal iniciou no dia 09/12/13, na cidade de São Paulo, as audiências para
apurar a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que o coronel Carlos
Alberto Brilhante Ustra e os delegados Alcides Singillo e Carlos Alberto
Augusto seriam responsáveis pelo sequestro de Edgar Aquino Duarte, ex-fuzileiro
naval expulso das Forças Armadas por se opor ao golpe de 1964. Segundo o Estado,
Duarte está na lista de desaparecidos políticos do regime militar (1964-1985)
desde 1973. O MPF acredita que Duarte, que era amigo do militar José Anselmo
dos Santos, conhecido por Cabo Anselmo, teria sido preso ilegalmente em 1971 e
levado para o Destacamento de Operação de Informações – Centro de Operações de
Defesa Interna (DOI-Codi), por colocar em risco a atuação disfarçada de Santos
junto aos grupos de esquerda. Todas as testemunhas ouvidas até o momento
identificaram Ustra como responsável pelas torturas ocorridas no DOI-Codi,
órgão do qual era chefe. No primeiro dia de audiência, 09/12/13, o militante da
Aliança Libertadora Nacional (ALN), José Damião Trindade, afirmou em seu
depoimento que foi torturado por Ustra e que conviveu com Duarte na prisão.
Outro militante da ALN, Artur Machado Sciavone, também afirmou ter sido
agredido por Ustra e que o militar sabia que Duarte estava das dependências do
DOI-Codi. No segundo dia de audiência, 10/12/13, o ex-preso político Ivan
Akselrud de Seixas foi o primeiro a apontar, em seu depoimento, que Carlos
Alberto Augusto foi um dos responsáveis pela prisão de Duarte. Ustra ainda não
compareceu em nenhuma das sessões. (Folha de S. Paulo – Poder – 10/12/13; Folha
de S. Paulo – Poder – 11/12/13; O Estado de S. Paulo – Política – 10/12/13)
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Quilombolas e Marinha disputam área no estado da Bahia
De
acordo com o periódico O Estado de S. Paulo, cerca de 500 moradores da
Comunidade Quilombola Rio dos Macacos, localizada no município de Simões Filho,
estado da Bahia, disputam com a Marinha a posse de uma área de 301 hectares. A
disputa se iniciou quando a Marinha decidiu ampliar sua base, inaugurada na
década de 1950, forçando a retirada dos quilombolas de suas casas. Os militares
cercaram a área e passaram a controlar o acesso ao quilombo. Rose Meire Santos
Silva, líder da comunidade, revelou que o bloqueio militar impede a passagem de
materiais de construção e “até a chegada de alimentos doados pela Prefeitura de
Simões Filho”. Segundo Silva, apesar da
presidenta da República, Dilma Rousseff, tê-la chamado para discutir o assunto
em três reuniões, nenhum resultado foi alcançado. Segundo o jornal, a Marinha
negou que tenha ameaçado ou agredido os moradores da comunidade, porém,
informou que considera a ocupação da área ilegal. Em contrapartida, os
moradores afirmam ser descendentes de escravos de uma antiga usina de açúcar
que existiu na região há mais de 200 anos. Os quilombolas recorreram à Justiça
Federal e aguardam uma decisão. (O Estado de S. Paulo – Política – 17/11/13)
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