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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sessão solene na Câmara dos Deputados termina em confusão

Segundo os periódicos Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o ato solene sobre o 50 anos de regime militar (1964-1985) na Câmara dos Deputados terminou em tumulto. Como não havia chegado nenhum integrante da Mesa Diretora, o deputado Jair Bolsonaro, por ser o deputado com mais mandatos naquele momento da Casa, demandou comandar os trabalhos. Após uma hora de atraso, o presidente da Casa, Henrique Alves, chegou e abriu a sessão. Alves se retirou e deixou no comando o deputado Amir Lando. A sessão foi marcada por duas confusões e fechada antecipadamente. A primeira foi a agressão entre duas mulheres, uma ligada à Associação das Mulheres de Militares que teve seu cartaz com agradecimentos aos militares arrancado das mãos por uma assessora parlamentar; e a outra quando Bolsonaro foi impedido de fazer seu discurso favorável ao regime militar, pois deputados e manifestantes viraram de costas para a Mesa, ato que é proibido. O pedido de Lando para que os presentes se virassem em direção à Mesa não foi atendido, portanto, o deputado deu por encerrada a sessão. (Correio Braziliense – Política – 02/04/14; Folha de S. Paulo – Poder – 02/04/14; O Estado de S. Paulo – Política – 02/04/14)


ANDRE DUSEK/ESTADÃO. Sessão da Câmara e ato no Rio sobre 1964 acabam em tumulto Brasília. Deputados com cartazes, de costas para Bolsonaro. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 02 abril, 2014, p9.

terça-feira, 25 de março de 2014

Cinquentenário da tomada de poder pelos militares III: Câmara dos Deputados planeja sessão solene

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Câmara dos Deputados promoverá uma sessão solene, no dia 01/04/14, para recordar os 50 anos do regime militar (1964-1985). Segundo o jornal, a sessão deve dar abertura aos críticos do período, como a deputada Luiza Erundina, que propôs uma homenagem a “civis e militares que resistiram à ditadura”; bem como aos defensores, a exemplo do deputado Jair Bolsonaro, o qual requisitou a sessão para “comemorar o regime e seus feitos”. Segundo a Folha, o tema é sensível para o Congresso Nacional. Bolsonaro comunicou que um de seus convidados será o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) na cidade de São Paulo, considerado um dos símbolos da tortura praticada pelos militares. (Folha de S. Paulo – Poder – 17/03/14)