Segundo os periódicos Correio Braziliense,
Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o ato solene sobre o 50 anos de
regime militar (1964-1985) na Câmara dos Deputados terminou em tumulto. Como
não havia chegado nenhum integrante da Mesa Diretora, o deputado Jair
Bolsonaro, por ser o deputado com mais mandatos naquele momento da Casa,
demandou comandar os trabalhos. Após uma hora de atraso, o presidente da Casa,
Henrique Alves, chegou e abriu a sessão. Alves se retirou e deixou no comando o
deputado Amir Lando. A sessão foi marcada por duas confusões e fechada
antecipadamente. A primeira foi a agressão entre duas mulheres, uma ligada à
Associação das Mulheres de Militares que teve seu cartaz com agradecimentos aos
militares arrancado das mãos por uma assessora parlamentar; e a outra quando Bolsonaro
foi impedido de fazer seu discurso favorável ao regime militar, pois deputados
e manifestantes viraram de costas para a Mesa, ato que é proibido. O pedido de
Lando para que os presentes se virassem em direção à Mesa não foi atendido,
portanto, o deputado deu por encerrada a sessão. (Correio Braziliense –
Política – 02/04/14; Folha de S. Paulo – Poder – 02/04/14; O Estado de S. Paulo
– Política – 02/04/14)
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Cinquentenário da tomada de poder pelos militares III: Câmara dos Deputados planeja sessão solene
De
acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Câmara dos Deputados promoverá uma
sessão solene, no dia 01/04/14, para recordar os 50 anos do regime militar (1964-1985).
Segundo o jornal, a sessão deve dar abertura aos críticos do período, como a
deputada Luiza Erundina, que propôs uma homenagem a “civis e militares que
resistiram à ditadura”; bem como aos defensores, a exemplo do deputado Jair
Bolsonaro, o qual requisitou a sessão para “comemorar o regime e seus feitos”.
Segundo a Folha, o tema é sensível para o Congresso Nacional. Bolsonaro
comunicou que um de seus convidados será o coronel reformado Carlos Alberto
Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informações - Centro
de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) na cidade de São Paulo, considerado
um dos símbolos da tortura praticada pelos militares. (Folha de S. Paulo –
Poder – 17/03/14)
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