Conforme noticiou o periódico Folha de S. Paulo, o Clube Militar realizou no dia 25/03/11 o painel "A Revolução de 31 de Março de 1964", tendo como expositores Sergio de Avellar Coutinho, general da reserva, Ives Gandra Martins, advogado, Sandra Cavalcanti, ex-deputada federal, e como mediador Rodrigo Constantino, economista. O painel foi exposto a 200 pessoas, e os relatos apontaram o golpe de 1964 como decisivo e necessário para conter o avanço do comunismo. Alguns dos expositores também recriminaram o projeto do governo que prevê o estabelecimento da Comissão da Verdade sobre o regime militar (1964-1985), alegando que o escopo dessa comissão é distorcer a história. Segundo documentos do Comando da Marinha analisados pela Folha, a Força dos Fuzileiros da Esquadra, na chamada “Operação Papagaio” (datada de 1972, no atual estado do Tocantins) tinha por objetivo não apenas aprisionar os dissidentes, mas também executá-los. Esta afirmação encontra-se clara no termo “eliminar” atribuído a ação a ser executada a respeito dos militantes do Partido Comunista do Brasil. De acordo com o jornal, 175 documentos sigilosos, em sua maioria a respeito do regime militar, tornaram-se públicos com a autorização da Câmara dos Deputados, e estão disponíveis em sua biblioteca. Alguns destes documentos tratam de assassinatos com motivação política, como o que ocorreu com Edval Lemos, ex-prefeito de Marechal Deodoro, em Alagoas. Neste mesmo estado, um oficial da Aeronáutica constatou 32 crimes do mesmo tipo, no período entre 1947 a 1967. (Folha de S. Paulo – Poder– 26/03/11; Folha de S. Paulo – Poder – 27/03/11)
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