De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), que desde 2004 tem o Brasil como líder da força militar, prosseguirá sob chefia brasileira, segundo a deliberação da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgada por Ban Ki-moon, secretário geral da Organização. O brasileiro Luiz Eduardo Ramos Pereira, general de divisão, será o novo chefe da área militar da missão e terá o desígnio de comandar 12 mil militares e policiais nacionais e estrangeiros que participam da Minustah. Ao manter a posição de liderança, o governo brasileiro não fará cortes no orçamento destinado a Minustah. Segundo o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, o corte de aproximadamente R$ 4,38 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa em 2011, não afetará os recursos da operação. O principal motivo, de acordo com Peri, é o prestígio internacional que o Brasil conquistou ao liderar a missão de paz. Após com o terremoto no Haiti em 2010, o centro de treinamento das Forças Armadas Brasileiras, responsável por preparar militares para atuarem em missões de paz, teve um acréscimo em 130% no seu efetivo. No mesmo ano, a Minustah registrou 2.194 brasileiros, quase o dobro de militares presentes no ano de 2009. Além da atuação no Haiti, o Brasil possui oficiais e observadores militares em outras dez missões de paz da ONU ao redor do mundo. O fortalecimento do centro de treinamento instituído em 2005, com sede no Rio de Janeiro, está previsto na Estratégia Nacional de Defesa e a expectativa é de que, ainda em 2011, tenha um novo prédio e treine 450 militares das três Forças. Em 2010, o centro foi renomeado para Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (Ccopab) e integrou Exército, Marinha e Aeronáutica, com o objetivo de agregar e agir rapidamente em grandes missões. Programas e técnicas foram incorporados ao Ccopab com a finalidade de credenciar o Brasil para atuar em “qualquer missão, de qualquer natureza, no mundo inteiro", segundo o comandante do Exército. Contudo, quem define a presença do Brasil nesse tipo de operação é o presidente da República e o Congresso Nacional. (Folha de S. Paulo – Mundo – 26/03/11; Folha de S. Paulo – Mundo – 29/03/11)
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