Segundo o periódico O
Estado de S. Paulo, as Clínicas de Testemunho, programa criado pelo governo
federal, e ligado ao Mistério da Justiça, com o objetivo de fornecer
acompanhamento psicológico às vítimas de tortura durante o regime militar
(1964-1985), se expandir tornando-se uma política pública. Atualmente, existem
quatro unidades em funcionamento, duas na cidade de São Paulo, uma na cidade do
Rio de Janeiro e uma na cidade de Porto Alegre, juntas realizaram quatro mil
atendimento entre 2013 e 2015. De acordo com o jornal, com a expansão o
programa deve pelo menos dobrar seus recursos iniciais. (Estado de S. Paulo –
Política – 30/08/15)
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Governo federal enviou ao Congresso Nacional dois projetos de adequação de punição e combate ao terrorismo
De acordo com o
periódico O Estado de S. Paulo, o governo federal enviou, na semana do dia
15/06/15, dois projetos com pedido de urgência ao Congresso Nacional para se
adequar às exigências de órgãos internacionais, os quais cobram do Brasil a
tipificação e punição de práticas específicas de atos terroristas e o combate
ao financiamento do mesmo. Segundo o jornal, essa exigência existe há bastante
tempo, visto que o país é signatário da Convenção Internacional para a
Supressão do Financiamento do Terrorismo. De acordo com o periódico, o tema ganhou
destaque especial no mês de abril, período em que a cúpula do Grupo de Ação
Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo,
organização da qual o Brasil é integrante, visitou o país e cobrou a criação de
mecanismos de combate à proliferação do terrorismo e ao financiamento desses
atos. Como consequência, o país encaminhou suas propostas a tempo da reunião do
grupo, que ocorrerá entre os dias 21 e 26/06/15, na Austrália, para assim
evitar as primeiras sanções. Esta visita ao Brasil resultou em notificação do
governo federal que pode causar até mesmo a saída do país da organização. Caso
isso ocorra, o Brasil poderá sofrer sanções financeiras e integrar uma “lista
negra” do órgão da qual fazem parte países como Irã e Coreia do Norte. O texto
encaminhado pelo governo federal ao Congresso excluiu a possibilidade de que
movimentos sociais e manifestações políticas sejam enquadradas no crime de
terrorismo. O projeto define o que são as organizações terroristas, quais
motivações e finalidade. Segundo O Estado, esse prevê para os integrantes dos
grupos terroristas de 8 a 12 anos de prisão e punição para aqueles que forem
flagrados planejando um “ato preparatório de terrorismo”. Esta especificação
faz com que a lei abra a possibilidade de que crimes de terrorismo sejam
investigados no Brasil pela Polícia Federal, além de enquadrar os chamados
“lobos solitários”, pessoa que não participa especificamente de um grupo, mas
age sozinha motivada por uma ideologia ou inspirada em uma ação coletiva. (O
Estado de S. Paulo – 19/06/15 – Política)
domingo, 31 de maio de 2015
Contingenciamento do governo federal prejudica Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras
Breno Fortes/CB/D.A Press. Correio Braziliense, 26/05/15. Militares no centro de comando do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras: testes em andamento.
Segundo o periódico
Correio Braziliense, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras
(Sisfron), que tem como objetivo monitorar mais de 16 mil quilômetros de
fronteiras através da utilização de radares, aviões controlados remotamente e
outros equipamentos, desenvolvido pelo Exército desde 2012, está ameaçado em
decorrência dos contínuos contingenciamentos do orçamento por parte do governo
federal. Em 2012, na fase piloto do projeto, com orçamento de R$ 1,5 bilhão,
testou-se a eficiência do sistema, voltando-se ao trecho da fronteira do Brasil
com o Paraguai, no estado do Mato Grosso do Sul. A previsão era que o Sisfron
fosse concluído até o final de 2015, mas a fase inicial foi atrasada e poderá
ser inviabilizada caso os repasses sejam diminuídos. O projeto foi elaborado
com um orçamento de R$ 12 bilhões, a serem recebidos durante 10 anos. O general
e comandante da 4º Brigada de Cavalaria Mecanizada da cidade de Dourados, no
estado do Mato Grosso do Sul, Rui Yytaka Matsuda, afirmou que “de 60% a 70% do
sistema foram implantados, mas não há previsão para a conclusão do projeto, pela
insegurança orçamentária”. O jornal afirmou que a empresa responsável pelo
projeto, Savis Tecnologia e Sistemas S.A., tem arcado com os custos adicionais
provocados pelo atraso, mas que o presidente da empresa, Marcus Tollendal,
declarou que os problemas orçamentários podem tornar o Sisfron inviável.
Tollendal afirmou que o desenvolvimento do sistema de monitoramento necessita
de um aporte de cerca de R$ 1 bilhão anualmente, mas o general Matsuda declarou
que o valor repassado corresponde a menos de um terço do total. Em 2015, o
Congresso aprovou o repasse de R$ 495 milhões, mas um decreto anunciado no dia
22/05/15 previu o repasse de apenas R$ 285 milhões, quantia “longe do
necessário” de acordo com Matsuda, que afirmou que “o contingenciamento vai
afetar a continuidade do programa”. Segundo o Correio, o Exército tem realocado
para o projeto parte de seu próprio orçamento e já gastou cerca de R$ 400
milhões. (Correio Braziliense – Brasil – 26/05/15)
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