quarta-feira, 13 de julho de 2011

Livro relata preconceito no processo de escolha dos membros das Forças Armadas no período 1931-1946

Segundo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o historiador Fernando Rodrigues acaba de lançar o livro “Indesejável”, que relata o preconceito vivido por aqueles que aspiravam ingressar na carreira militar no período de 1931 a 1946, no regime instaurado por Getúlio Vargas. O autor analisou 16 mil fichas do Arquivo Histórico do Exército e constatou que os critérios de seleção incluíam a cor, a religião, a nacionalidade e a classe social, sendo os principais excluídos os negros, judeus, islâmicos e italianos. De acordo com a pesquisa, Eurico Gaspar Dutra, então ministro da Guerra, acreditava que estas classes deveriam ser excluídas, pois não lhes caberia o pesado fardo do comando do Exército e a defesa nação. Em entrevista ao jornal, o historiador José Murilo de Carvalho disse que fenômeno diferente ocorreu durante o Império e a Primeira República, quando o Exército aceitava todos os provenientes das classes menos favorecidas e tinha grande dificuldade em atrair membros das elites. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 13/03/11)

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