Um documento escrito por oficiais do Exército brasileiro foi divulgado no dia 09/03/11 e trouxe novas discussões a respeito da instauração da Comissão da Verdade, como abordaram os periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. O referido documento critica a possível criação da Comissão Nacional da Verdade, apontando que novas tensões e desavenças poderiam ser criadas e que o Brasil já superou essa etapa de sua história (o regime militar de 1964-1985 e seus fatos decorrentes); ademais, ressaltam que provas, testemunhas e documentos relacionados ao período ditatorial se perderam. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que o documento foi escrito em setembro do ano passado, momento em que Dilma Rousseff ainda não havia negociado com as Forças Armadas, e que esta manifestação já foi superada. Em coluna opinativa para o Jornal do Brasil, o jornalista Aristóteles Drummond também criticou a Comissão da Verdade, argumentando que a mesma é uma tentativa de dividir os brasileiros. Para Drummond, a Comissão prioriza um lado da história, e terá como consequência a retomada de revanchismos e ódios passados. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, a quem será subordinada a Comissão da Verdade, não se pronunciou. Nelson Jobim, por sua vez, reafirmou posição a favor da instauração da comissão. (Folha de S. Paulo – Poder – 10/03/11; Jornal do Brasil – Coluna História – 10/03/11; O Estado de S. Paulo – Nacional – 10/03/11)
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