De acordo com os
jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o Exército informou que o
comandante da Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (Minustah),
general José Luiz Jaborandy Junior, de 57 anos, faleceu no dia 30/08/15 após se
sentir um mal súbito durante um voo comercial entre a cidade de Miami, nos
Estados Unidos, e Manaus, no estado do Amazonas. Segundo os periódicos, o
general retornava ao Brasil para um período de descanso com a família, quando
sofre um infarto fulminante. O avião retornou à Miami e Jaborandy foi levado a
um hospital da cidade, mas não resistiu. Jaborandy assumiu o comando da
Minustah em março de 2014, substituindo o general Edson Leal Pujol. Segundo a
Folha, a presidenta da República, Dilma Rousseff, lamentou a morte do militar e
destacou sua “dedicação, profissionalismo e espírito de liderança” no comando
da Minustah. Já o ministro da Defesa, Jaques Wagner, em nota, manifestou
“surpresa” com o “falecimento prematuro” do general. (Folha de S. Paulo – Poder
– 01/09/15; O Estado de S. Paulo – Política – 01/09/15)
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Programa Clínica de Testemunho expandirá
Segundo o periódico O
Estado de S. Paulo, as Clínicas de Testemunho, programa criado pelo governo
federal, e ligado ao Mistério da Justiça, com o objetivo de fornecer
acompanhamento psicológico às vítimas de tortura durante o regime militar
(1964-1985), se expandir tornando-se uma política pública. Atualmente, existem
quatro unidades em funcionamento, duas na cidade de São Paulo, uma na cidade do
Rio de Janeiro e uma na cidade de Porto Alegre, juntas realizaram quatro mil
atendimento entre 2013 e 2015. De acordo com o jornal, com a expansão o
programa deve pelo menos dobrar seus recursos iniciais. (Estado de S. Paulo –
Política – 30/08/15)
Força Aérea Brasileira incluirá analise de voz nas investigações de acidentes aéreos
Segundo o periódico
Folha de S. Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB) declarou que considerará em
suas investigações de acidentes aéreos a voz da tripulação da aeronave. O
emprego deste novo método se iniciará a partir de 2017 ou 2018, quando o Centro
de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) tiver
estabelecido um protocolo para orientar o investigador. Segundo a
tenente-coronel Laura Marcolino, chefe de assessoria de fatores humanos do
Cenipa, o cansaço pode ser identificado através da frequência de bocejos,
pausas durante a fala, e entre outros. Segundo Marcolino, a partir do novo
instrumento de investigação também será possível “propor recomendações de
segurança mais efetivas”. (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 30/08/15)
Almirante foi indiciado pela Polícia Federal por recebimento de propina
Segundo os jornais
Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o almirante da
reserva Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear,
foi indiciado, juntamente com oito outras pessoas, pela Polícia Federal. O
militar foi acusado de “corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de
organização criminosa” por, supostamente, receber propina pela obra de
construção da usina nuclear Angra 3. Ana Cristina Toniolo, filha do almirante e
administradora da Aratec Engenharia, também foi indiciada por utilizar a
empresa da família para receber propina. Outro indiciado foi Flávio David
Barra, executivo da Andrade Gutierrez Energia. De acordo com a Polícia Federal,
a Aratec possui, no mínimo, R$ 4,5 milhões transferidos de empreiteiras e
consultorias sem que houvesse serviços prestados. Toniolo afirmou que esses
pagamentos eram referentes a traduções e Silva negou o recebimento de propina.
De acordo com os periódicos Folha e O Estado de S. Paulo, a Procuradoria da
República denunciou formalmente, no dia 01/09/15, o almirante da reserva pelos
crimes pelos quais foi indiciado, enquanto presidente da Eletronuclear. Segundo
os jornais, Silva recebeu a propina por meio das empreiteiras Andrade Gutierrez
e Engevix. De acordo com os periódicos, a força-tarefa da Operação Lava Jato
afirmou que essas repassavam o dinheiro para a Aratec, em troca de concessões
na construção de Angra 3. Segundo O Estado, a acusação exigiu, ainda, o
confisco do valor repassado ao almirante da reserva. De acordo com os
periódicos, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações decorrentes da
Operação Lava Jato, aceitou, no dia 03/09/15, a denúncia do Ministério Público
Federal contra Silva e Toniolo, além de outras pessoas envolvidas nos esquemas
de propinas. O Estado afirmou que o militar está preso desde o dia 28/07/15 e
que o processo “é o primeiro fora da Petrobrás após delação de executivos na
Lava Jato”, mas que existe uma conexão “obvia”, de acordo com o jornal, entre
ambos, “já que o mesmo cartel de empreiteiras que teria atuado na Petrobrás
estaria atuando na Eletronuclear praticando crimes similares”. O jornal lembrou
que o almirante negou ter-se beneficiado do esquema e afirmou que os pagamentos
recebidos pela Aratec referiam-se a serviços prestados pela empresa. O Correio
afirmou que até o momento a Polícia Federal comprovou que pelo menos metade do
valor de R$ 4,5 milhões recebidos por Silva seriam referentes à propina e que a
Procuradoria da República atestou que “a Andrade Gutierrez obteve um contrato
em Angra 3 e conseguiu um aditivo de R$ 1,4 bilhão em 2009 graças ao pagamento
de suborno”. (Correio Braziliense - Política - 04/09/15; Folha de S. Paulo -
Poder - 29/08/15; Folha de S. Paulo - Poder - 02/09/15; Folha de S. Paulo -
Poder - 04/09/15; O Estado de S. Paulo - Política - 02/09/15; O Estado de S.
Paulo - Política - 04/09/15)
Distrito Federal alterou nome de ponte que homenageava ex-presidente do regime militar
De acordo com o
periódico Correio Braziliense, no dia 28/08/15, alterou-se o nome da ponte que
liga o Lago Sul à Asa Sul, na capital federal Brasília, de Ponte Costa e Silva,
em referência a um dos presidentes da República durante o regime militar (1964-1985),
para Ponte Honestino Guimarães, em homenagem ao líder estudantil opositor ao
regime. A substituição do nome ocorreu um dia após Rodrigo Rollemberg,
governador do Distrito Federal, ratificar a lei reintitulando a construção
projetada por Oscar Niemeyer que, segundo o periódico, era o último monumento
de Brasília a fazer alusão ao regime militar. De acordo com o jornal, a
Comissão Anísio Teixeira de Memória e Verdade da Universidade de Brasília (UnB)
elaborou um relatório reivindicando, entre outras solicitações, a renomeação da
ponte. O deputado Ricardo Vale, idealizador do projeto de lei, declarou que
“colocar o nome do maior líder estudantil da época representa a justiça da
história. Honestino foi um símbolo da resistência contra o golpe militar”. Mateus
Guimarães, sobrinho do líder estudantil, afirmou que “não basta apenas trocar o
nome”, pois com parcela da população reivindicando a intervenção militar no
governo, é necessário “fazer desses atos propulsores de um grande movimento”.
(Correio Braziliense – Cidades – 29/08/15)
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Ministério Público Federal apresentou nova denúncia contra Ustra
De acordo com o
periódico Correio Brasilienze, o Ministério Público Federal apresentou nova
denúncia contra o coronel reformado, Carlos Alberto Brilhante Ustra, pela
tortura e assassinato do militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB),
Carlos Nicolau Danielli, durante o regime militar (1964-1985). O delegado da
Polícia Civil de São Paulo, Dirceu Gravina, e o servidor público aposentado,
Aparecido Laertes Calandra, subordinados de Ustra no período em que o coronel
comandava o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de
Defesa Interna (DOI-Codi), também foram denúnciados pela morte de Danielli.
Segundo o jornal, testemunhas afirmaram que “Danielli estava, já no segundo
dia, próximo da morte, com o abdômen inchado, olhar estático, sangrando pelos
ouvidos e pela boca, sem condições de se manter de pé”. De acordo com o
procurador da República responsável pela denúncia, Anderson Vagner Gois, os
crimes denunciados “não são passíveis de prescrição ou anistia, uma vez que
foram cometidos em contexto de ataque sistemático e generalizado à população”,
do qual “o Estado brasileiro tinha pleno conhecimento”, deste modo são
qualificados como crimes contra a humanidade. Segundo o periódico, os acusados
negaram a morte de Danielli e a prática de tortura. (Correio Braziliense –
Política – 28/08/15)
Cinco soldados foram expulsos do Exército por ato indisciplinar
Segundo o periódico
Correio Braziliense, cinco soldados do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda,
responsável pela segurança presidencial, foram expulsos do Exército. A expulsão
ocorreu em razão de um vídeo gravado em 2014 no Palácio do Alvorada, residência
oficial da presidência da República, na capital federal Brasília. Na gravação,
os cinco militares, fardados e com armas alto calibre, aparecem dançando música
de “conteúdo pornográfico e violento”. (Correio Braziliense – Cidades –
28/06/15).
Coluna opinativa analisou corrupção durante o regime militar
Em coluna opinativa
para o periódico Folha de S. Paulo, o advogado e integrante da Comissão
Nacional da Verdade (CNV), José Paulo Cavalcanti Filho, declarou que durante o
regime militar (1964-1985) também havia corrupção, invalidando a afirmação
recorrente de que esta não ocorreria naquele período. De acordo com Cavalcanti
Filho, a recente prisão do almirante da reserva Othon Luiz Pinheiro da Silva,
sob a acusação de receber propina enquanto presidente da Eletronuclear,
comprova sua afirmação. Para dar maior sustentação a sua declaração, o advogado
mencionou a criação da segunda Comissão Geral de Investigações (CGI), no ano de
1968, que tinha como objetivo confiscar os “bens adquiridos de maneira ilícita,
no exercício da função pública”. A Operação Bandeirante (Oban), realizada no
ano de 1969, também seria evidência da existência de corrupção no período, de
acordo com Cavalcanti Filho, pois realizava a função clandestina dos órgãos de
segurança, sendo responsável por parte dos atos de torturas e desaparecimentos.
Por fim, o autor afirmou que a corrupção nos dias atuais se diferenciou daquela
ocorrida durante o regime militar devido à impunidade da qual os militares e
empreiteiros dispunham naquele período, uma vez que a punição se limitava
àqueles que recebiam a propina. Segundo o autor, a corrupção seria, portanto,
“um desvio da natureza humana, praticado indistintamente por civis e
militares”. (Folha de S. Paulo – Opinião – 26/08/15)
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Governo brasileiro concluiu acordo com a Suécia para compra de caças
Segundo o jornal
Correio Braziliense, o governo brasileiro concluiu, no ano de 2015, o contrato
de financiamento com a Suécia para a obtenção de 35 caças Gripen NG. De acordo
com o periódico, o acordo de US$ 5,4 bilhões foi concluído após 14 anos de
negociações, com uma taxa de juros de 2,19%, abaixo dos 2,54% propostos
inicialmente pelo banco de desenvolvimento da Suécia, Swedish Export Credit
Corporation (SEK). O Ministério da Defesa afirmou que a operação de crédito
externo no valor de US$ 245,3 milhões foi autorizada pelo Senado Federal e pelo
Ministério da Fazenda. O acordo prevê que 21 caças serão fabricados na Europa e
15 no Brasil, como parte do processo de transferência de tecnologia. Ainda de
acordo com o jornal, o caça Gripen NG com dois lugares é um modelo exclusivo,
requisitado pela Força Aérea Brasileira (FAB), e sua montagem será realizada
por engenheiros brasileiros da Embraer, na fábrica localizada na cidade de São
José dos Campos, no estado de São Paulo. Segundo o Correio, o governo
brasileiro pretende exportar o Gripen NG, uma vez que se finalize a fabricação
dos caças, em 2024. (Correio Braziliense – Mundo – 26/08/15)
Coluna opinativa analisou atuação do Exército brasileiro
No dia 25/08/2015, em
coluna opinativa para o periódico O Estado de S. Paulo, Eduardo Dias Da Costa
Villas Boas, general do Exército, relembrou as figuras de Duque de Caxias e de
marechal Rondon para discorrer sobre a
atuação do Exército brasileiro. O militar afirmou que a ação das Forças Terrestres
“foi, é e sempre será orientada para a defesa de nossa soberania e da sociedade
a que servimos”, garantindo a integridade territorial e a estabilidade social.
O general citou o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron),
afirmando que o mesmo deve possibilitar maior eficiência na vigilância das
fronteiras nacionais “para o combate aos delitos transfronteiriços, a par de
importantes benefícios sociais, como controle ambiental, informações
climáticas, alerta e atuação em desastres naturais, educação, saúde e
vigilância sanitária”. Ademais, Villas Boas afirmou que o Exército está
constantemente presente no cotidiano da população e citou as atuações dos
militares na ocupação dos complexos do Alemão e da Maré, na cidade do Rio de
Janeiro, no combate à dengue, na segurança de eventos internacionais, no
auxilio às vítimas de desestres naturais e nas operações de paz da Organização
das Nações Unidas. (Estado de S. Paulo – Espaço Aberto – 25/08/15)
Concurso público para ingresso nas Forças Armadas registrou aumento de candidatos
De acordo com o
jornal Correio Braziliense, a procura por integrar as Forças Armadas
Brasileiras através de concurso público aumentou, inclusive entre as mulheres,
que, segundo o Ministério da Defesa, representam atualmente 6,34% do total de
militares. Uma das explicações dada pelo jornal para o aumento do desejo de
integrar as Forças Armadas é a estabilidade no trabalho, fator decisivo em
período de crise econômica, mesmo que o salário seja mais baixo. O periódico
ressaltou que o Senado aprovou o primeiro aumento de vagas para as Forças
Armadas após 30 anos, autorizando a Marinha a criar mais 20.900 vagas e
Aeronáutica, 13.500 vagas. (Correio Braziliense – Economia – 24/08/15)
Escritor lançou livro sobre suas memórias do período em que atuou pelo Exército brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial
Segundo o jornal O
Estado de S. Paulo, Boris Schnaiderman, escritor, tradutor e professor da
Universidade de São Paulo (USP), publicou, aos 98 anos de idade, suas memórias
sobre o período em que serviu à Força Expedicionária Brasileira durante a
Segunda Guerra Mundial. Schnaiderman nasceu na Ucrânia, em 1917, e emigrou com
a família para o Brasil em 1924, onde viria a atuar juntamente com a equipe
responsável por calcular o primeiro disparo da artilharia brasileira. Seu livro
autobiográfico, intitulado “Caderno Italiano”, reúne relatos sobre o tempo do
em que serviu na Itália na Segunda Guerra e contos enviados em 1965 para Décio
de Almeida Prado, editor do Suplemento Literário dO Estado. Destacam-se as
memórias da época em que ele visitou a cidade italiana de Montese, cenário de um
combate entre brasileiros e alemães, que deixou a cidade destruída.
Schnaiderman afirmou que a organização de suas memórias em um livro demorou,
pois “Levou tempo para superar obstáculos. Havia impedimentos, problemas
pessoais. Agora, que muita gente morreu, já não há necessidade de guardar
segredo sobre certas coisas”. (O Estado de S. Paulo – Caderno 2 – 22/08/15)
Exército reforçou a segurança em evento que contou com a presença de Rousseff em Pernambuco
De acordo com o
periódico Correio Braziliense, o Exército reforçou o policiamento, juntamente
com as Polícias Federal e Militar, na sede da Federação das Indústrias de
Pernambuco (Fiep), onde a presidenta da República Dilma Rousseff reuniu-se com
ministros, empresários e parlamentares no dia 21/08/15. O motivo que levou os
policiais e militares a intensificarem a segurança da região foi a presença de
manifestantes vinculados ao Sindicato de Policiais Civis (Sinpol), que criticavam os cortes no orçamento e a
possibilidade de ter havido superfaturamento nas obras da Arena Pernambuco,
construída pela empreiteira Odebrecht em 2014, para a Copa do Mundo no Brasil.
(Correio Braziliense – Política – 22/08/15)
Investigações apontaram que fiscalização de material explosivo utilizado por criminosos é de responsabilidade do Exército
Segundo o periódico
Correio Braziliense, investigações conduzidas pelas Polícias Civil e Militar
indicaram que os explosivos utilizados por infratores para explodir caixas
eletrônicos na região de Brasília são os mesmos usados por empreiteiras para
extrair rochas no Distrito Federal (DF). De acordo com o delegado encarregado
do caso, Fernando César Costa, o controle e a fiscalização do material são de
responsabilidade do Exército, por meio do Departamento de Fiscalização de
Produtos Controlados (DFPC). Costa levantou a possibilidade de haver ausência
de fiscalização nas zonas de extração, o que facilitaria o desvio dos
explosivos. Anderson Diniz, cabo do Esquadrão de Bombas do Batalhão de
Operações Especiais (Bope), reiterou a afirmação de Costa sobre a falta de
vigilância, ao indicar que “pessoas de dentro podem ser os fornecedores”.
Segundo Flávio Rassi, presidente do Sindicato da Indústria Extrativa de
Pedreiras dos Estados de Goiás, Tocantins e DF (Sindibrita), os explosivos
utilizados pelas empresas especializadas têm “consistência pastosa”, enquanto
os criminosos empregam “bananas de dinamite”, o que invalidaria as conclusões
das investigações. A polícia refutou essa versão, afirmou o jornal. De acordo
com a lei ordenada pelo Decreto nº 3.665, de 20 de novembro de 2000, na
Portaria nº 3 do Comando Logístico (Colog), de 10 de maio de 2012, o Exército
encarrega-se do controle administrativo dos explosivos, atribuindo aos órgãos
de segurança pública a responsabilidade de
“coibir e investigar os ilícitos com esse produto”. (Correio Braziliense
– Cidades – 22/08/2015)
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Jornalista criticou ação de Fernando Haddad de retirar nomes de pessoas ligadas ao regime militar das ruas de São Paulo
Em coluna opinativa
do periódico Folha de S. Paulo, o jornalista Rogério Gentile afirmou que o
prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, colocou-se em uma situação
contraditória ao optar por alterar os nomes de ruas com pessoas relacionadas ao
regime militar (1964-1985) e manter aquelas referentes a outros regimes
também considerados ditatoriais. O
colunista afirmou que Haddad irá retirar nomes como o do ex-presidente da
República Arthur da Costa e Silva, afirmando que a iniciativa “é um resgate
importante, uma reafirmação do compromisso de São Paulo com os valores
democráticos”, mas deixará nomes como o do ministro da Justiça durante o Estado
Novo (1937-1945), Francisco Campos, ao qual atribui-se a frase “governar é
prender”; ou o do chefe do departamento de censura do mesmo período, Lourival
Fontes, e o ex-presidente da República Getúlio Vargas, em cujo governo a
tortura era uma constante. Segundo Gentile, apesar de possivelmente “ser desagradável
morar num lugar que faz deferência a alguém como o delegado Sérgio Fleury [no
bairro Vila Leopoldina], símbolo da tortura e do Esquadrão da Morte”, o que vem
sendo praticado por Haddad consiste em um “revisionismo seletivo”. Gentile
finalizou seu artigo afirmando que não existem ditaduras boas ou más, “ditadura
é sempre ditadura”. (Folha de S. Paulo - Opinião - 20/08/15)
Projéteis de uso exclusivo das Forças Armadas foram encontrados em lago no Distrito Federal
Segundo o periódico
Correio Braziliense, a Polícia Militar retirou, no dia 16/08/15, ao menos 30
pentes com oito balas de calibre .7mm” do Ribeirão do Gama, afluente do Lago
Paranoá, na região do Lago Sul no Distrito Federal. De acordo com o jornal, na
semana do dia 09/08/15 houve um caso semelhante em que “um pescador encontrou
uma caixa cheia de projéteis de diferentes calibres embaixo da mesma ponte”. Os
projéteis encontrados em ambas as ocasiões, utilizados em fuzis, são de uso
específico das Forças Armadas e, segundo Régis Morais, soldado do 5º Batalhão
de Polícia Militar (BPM), a munição não é fabricada no Brasil. O periódico
afirmou que, ao todo, foram mais de 1,2 mil projéteis de fuzil encontrados no
local. A ocorrência é investigada pela 10ª Delegacia de Polícia do Lago Sul e
suspeita-se que os objetos tenham sido deixados no lago por criminosos
responsáveis por explodir caixas eletrônicos na região. (Correio Braziliense –
Cidades – 17/08/15)
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Colunistas defendem importância de programa que busca alterar nome de pessoas relacionadas ao regime militar das ruas de São Paulo
Em coluna opinativa
ao jornal Folha de S. Paulo, Eduardo Suplicy, secretário municipal de Direitos
Humanos e Cidadania de São Paulo, Carla Borges, coordenadora de política de
Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e
Cidadania e Marília Jahnel, coordenadora de Promoção do Direito à Cidade da
Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, lembraram que em 2015
completaram-se 51 anos da tomada do poder pelos militares em 1964 e recordaram
que o “cenário de atrocidades” do regime militar (1964-1985) exigiu do poder
público ações para “elucidar a verdade e resgatar a memória desse período”.
Segundo os colunistas, o município de São Paulo possui quase um quarto dos
mortos e desaparecidos do Brasil, sendo que o autoritarismo do período deixou
marcas na região, expressadas na forma como seus habitantes se relacionam com
os espaços públicos, sendo que a “cultura do medo” diminuiu o papel da rua de
local de “expressão do exercício da cidadania”. Os colunistas apontam que, de
acordo com levantamento da Coordenação de Direito à Memória e à Verdade da
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, existem 17 ruas no
município de São Paulo com nomes de pessoas relacionadas diretamente com
violações aos direitos humanos e 20 ruas com nomes de pessoas responsáveis por
sustentar o regime militar, o que “não faz sentido em uma cidade que se
pretende democrática”. De acordo com os colunistas “combater legados do
autoritarismo, retirando essas denominações e não permitindo que novas
equivalentes sejam feitas, é imprescindível para construir a memória histórica
do país a partir da valorização da cultura democrática”. Além disso, segundo os
periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, no dia 13/08/15, Fernando
Haddad, prefeito da cidade de São Paulo, enviou dois projetos de lei para a
Câmara Municipal da cidade concernentes à alteração de nomes de ruas, pontes,
praças e viadutos relacionados ao regime militar. O primeiro projeto prevê a
alteração do nome do Viaduto 31 de Março – referente à data em que ocorreu a
tomada de poder pelos militares em 1964 –, no bairro da Liberdade, para Viaduto
Theresinha Zerbini – ativista e referência feminina que lutou pela anistia. Já
o segundo propõe a proibição de “novas nomeações em homenagem a repressores”.
Tal iniciativa faz parte do projeto Ruas de Memória, o qual, segundo Haddad,
“visa celebrar a vida daqueles que se dedicaram à democracia, que lutaram pelas
liberdades individuais no nosso país. Substituindo os nomes daquelas ruas
associadas ao período de arbítrio, período da violência, que reinou em nosso
país por mais de 20 anos". Dentre os locais que terão seu nome alterado
está, também, o elevado Presidente Arthur da Costa e Silva, conhecido como
“Minhocão”. O prefeito afirmou que, nos casos das vias residenciais, a
alteração dos nomes será discutida com os moradores. Segundo o presidente da
Câmara Municipal, vereador Antônio Donato “o debate já existia com iniciativas
de vereadores, mas, quando o Executivo pauta esse debate, ele ganha outra
qualidade”. De acordo com O Estado, Pepe Vargas, ministro da Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República, declarou que o projeto é uma
“reparação histórica às vítimas da ditadura” e mostrou-se também contrário à
prescrição de crimes políticos. Já o ex-deputado estadual Adriano Diogo, que presidiu
a Comissão Estadual da Verdade de São Paulo, apesar de considerar importante,
afirmou que “o projeto nasceu de cima para baixo”, pois uma melhor articulação
com vítimas, familiares, especialistas e vereadores deveria ter sido
empreendida. Para Diogo, um dos riscos é a interrupção do trâmite da proposta
na Câmara. (Folha de S. Paulo - Opinião
- 13/08/15; Folha de S. Paulo – Cotidiano – 14/08/15; O Estado de S. Paulo –
Metrópole – 14/08/15)
Projeto de lei que cria o crime de terrorismo no Brasil foi votado na Câmera dos Deputados
Segundo os periódicos
Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo, a Câmera dos Deputados aprovou, no
dia 12/08/15, o texto base do projeto de lei que cria do crime de terrorismo no
Brasil. No mesmo dia aprovou-se uma emenda que estabelece motivação para
tipificação de terrorismo em razão de “xenofobia, discriminação ou preconceito
de raça, cor, etnia e religião” com “finalidade de provocar terror social ou
generalizado”. O Estado afirmou que ainda há itens para serem votados e que,
posteriormente, a lei seguirá para o Senado Federal. Segundo a Folha, a lei tem
como objetivo garantir que os ministérios da Defesa e da Justiça tenham acesso
a mecanismos para prevenção e controle de “atos de terror nas Olimpíadas de
2016” na cidade do Rio de Janeiro. A lei “pune com até 30 anos de cadeia quem
usar ou ameaçar usar e transportar produtos como explosivos e gases tóxicos,
danificar ou saquear bens, interferir em sistemas de informática ou, ainda,
sabotar equipamentos públicos”. Os jornais afirmaram que deputados federais do
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
manifestaram preocupação com a possibilidade de utilização da lei para
criminalizar movimentos sociais e manifestações populares. O relator do
projeto, o deputado federal Arthur Maia, afirmou que “a medida garante a
proteção da população, sem extremismos”. (Correio Braziliense - Política -
13/08/15; O Estado de S. Paulo - Política - 13/08/15)
Empreiteiras desistem de contrato para montagem da usina nuclear de Angra 3
De acordo com os
periódicos Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, cinco das empreiteiras que
estão sendo investigadas pela Operação Lava Jato: Odebrecht, Camargo Corrêa,
Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Techint, afirmaram que desistiram do
contrato de montagem da usina nuclear Angra 3, pois a Eletronuclear não estaria
realizando os pagamentos há 135 dias. Segundo os jornais somente a UTC, líder
do consórcio, e a Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), afirmaram continuar
atuando na obra, ambas assumirão sozinhas o projeto. A Folha afirmou que os
pagamentos atrasados são no valor de R$ 54 milhões, sendo que o contrato de
montagem é de R$ 2,9 bilhões e a obra completa gastará em torno de R$ 15
bilhões. De acordo com os jornais as empreiteiras estão sendo investigadas por
suspeita de pagarem R$ 4,7 milhões ao almirante Othon Pinheiro da Silva, que
foi presidente da Eletronuclear de 2007 a 2014. O presidente afastado da UTC,
Ricardo Pessoa, delatou à Polícia Federal que o dinheiro tinha como objetivo
que o almirante “não colocasse empecilhos à composição dos dois consórcios que
venceram a licitação”. O ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini,
afirmou em delação premiada que havia “uma promessa” para pagamento de suborno
ao almirante, mas relatou não saber se realizara. (Folha de S. Paulo - Poder -
13/08/15; O Estado de S. Paulo - Política - 13/08/15)
Armamento foi encontrado no Lago Paranoá em Brasília
Segundo o periódico
Correio Braziliense, foi encontrado no Lago Paranoá, no dia 10/08/15, na cidade
de Brasília, munição que seria de uso exclusivo das Forças Armadas e das forças
policiais especiais brasileiras. Polícias Militares recolheram do local 947
projéteis de armas de calibres 45, 5.56, 6.35, 7mm e 9mm em “boas condições de
uso”. De acordo com o jornal, a polícia afirmou não descartar a possibilidade
de o armamento pertencer a uma quadrilha especializada em roubo a caixas
eletrônicos. A 10ª Delegacia de Polícia de Brasília está investigando o caso e
afirmou que entrará em contato com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica para
averiguação de um possível furto. (Correio Braziliense - Cidades - 11/08/15)
Colunista analisou questões relacionadas às fronteiras brasileiras
Em coluna opinativa
para o jornal O Estado de S. Paulo, Denis Lerrer Rosenfield, professor de
filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), discorreu sobre
o exercício legítimo da soberania nacional, levando em conta as delimitações
impostas pelas fronteiras de um país, como o caso da Amazônia, o que pode ser
considerado como sinônimo “de uma política nacional de defesa”. Como posição
brasileira em defesa de seu patrimônio nacional, Rosenfield citou o caso
recente relacionado à Operação Ágata, cuja função é proteger a região
fronteiriça, que flagrou barcos paraguaios contrabandeando produtos para dentro
do território brasileiro. O Paraguai parece acreditar, segundo Rosenfield, que
“teria o direito de contrabandear produtos para o Brasil”, e que, segundo
divulgado em nota, essa operação seria uma suposta intervenção brasileira em
seu território. Apesar da posição paraguaia, o professor de filosofia afirmou
que, caso o Brasil fosse complacente com esta ocorrência, estaria legitimando
uma prática que prejudicaria a indústria nacional e causaria danos tanto sociais
quanto econômicos em seu território. Rosenfield referiu-se, ainda, à questão do
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), projeto eletrônico
de defesa, elaborado pelo Exército, que tem como objetivo monitorar toda a
região fronteiriça nacional, o que limitaria o contrabando e o tráfico e,
ainda, monitoraria o meio-ambiente. Entretanto, esse projeto sofreu cortes em
seu orçamento, o que Rosenfield considerou uma “visão imediatista”, ponderando
sobre a relevância do projeto e os fundos que este obteria, promovendo empregos
e diminuindo a criminalidade na região. (O Estado de S. Paulo – Espaço Aberto –
10/08/15)
Acidente de Eduardo Campos terá causa “indeterminada” em relatório final da Aeronáutica
Segundo o periódico
Folha de S. Paulo, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos (Cenipa), responsável por investigar acidentes aéreos, determinará
a causa do acidente que ocorreu com a aeronave Cessna 560XL, em que viajava o
então presidenciável Eduardo Campos, como “indeterminada”. De acordo com o
periódico, o órgão somente pressuporá o comportamento do avião e da tripulação,
analisando os destroços do acidente e desconsiderando certas possibilidades,
devido ao fato de não haver informações relevantes nas caixas-pretas da
aeronave, o Cockpit Voice Recorder (CVR) não ter gravado as conversas ocorridas
minutos antes da queda e o avião não possuir um Flight Data Recorder (FDR),
usado para registrar informações sobre o voo. Raul de Souza, responsável da Aeronáutica
pela investigação, já havia informado, em janeiro de 2015, que os pilotos não
possuíam instrução apropriada para controlar a aeronave, necessitando de um
treinamento mais aprofundado. A Aeronáutica informou, ainda, que a investigação
está em seu estágio final, embora não tenha sido estabelecido um prazo para sua
finalização. (Folha de S. Paulo – Poder – 10/08/15)
Tribunal apontou sobrepreço em obras de base naval
De acordo com o
jornal O Estado de S. Paulo, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou, por
meio de auditoria sigilosa, sobrepreço no valor de R$ 406 milhões na construção
da Base Naval e do Estaleiro da Marinha na cidade de Itaguaí, no estado do Rio
de Janeiro. As obras, delegadas à empreiteira Odebrecht, fazem parte do
programa que prevê a construção de quatro submarinos convencionais e um
submarino de propulsão nuclear até 2025. O periódico apontou que o almirante
Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear acusado de receber
propina em licitação da Usina Angra 3, foi uma espécie de supervisor do
projeto. A Marinha, por sua vez, informou que Silva não participou das decisões
e do gerenciamento do programa dos submarinos. Segundo o jornal, o valor
original das obras fora estipulado em R$ 4,9 bilhões, porém, alterações no
projeto forçaram a elevação do preço para R$ 7,8 bilhões. O jornal lembrou que
o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) originou-se em 2008 a
partir de um tratado assinado entre Brasil e França, o qual previa, além da
construção dos submarinos, a transferência de tecnologia. A empresa francesa
DCNS, responsável pela transferência de tecnologia, estabeleceu um consórcio
com a empreiteira brasileira Odebrecht, que também foi contratada para a
construção do estaleiro e da base naval. A Marinha alegou que o motivo de não
haver licitação para a escolha da empreiteira se deve ao caráter sigiloso do
projeto e informou que a escolha da Odebrecht partiu da própria DCNS, não
havendo participação do governo brasileiro na seleção. A Marinha afirmou,
ainda, ter encaminhado ao TCU um posicionamento sobre o “possível excedente de
preço”, e justificou o aumento pelo fato de a obra ser complexa e de natureza
“especialíssima”. Ademais, afirmou que “à época [do orçamento inicial], diz a
Marinha, não havia como considerar o “redimensionamento necessário para
atender” exigências de segurança, como o reposicionamento da “ilha nuclear””.
(O Estado S. Paulo – Política – 08/08/15)
Livro abordou o desaparecimento do ex-deputado federal Rubens Beyrodt Paiva durante o regime militar
De acordo com o
jornal Folha de S. Paulo, o novo livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva,
intitulado Ainda Estou Aqui, aborda o desaparecimento do seu pai, o ex-deputado
federal Rubens Beyrodt Paiva, durante o regime militar (1964-1985). Segundo o
jornal, em 20/01/71, Paiva foi retirado de sua casa e levado ao Destacamento de
Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi)
onde foi torturado e morto na madrugada do dia seguinte e, posteriormente,
esquartejado e enterrado em área pertencente à Marinha. A esposa e a filha do
ex-deputado foram levadas encapuzadas ao DOI-Codi, para responder perguntas. A
esposa ficou presa por 12 dias, durante os quais era chamada para ver fotos. O
autor especulou, no livro, se a mãe e a irmã foram levadas para pressionar o
pai a falar ou se apenas foram usadas para reconhecer fotos de procurados com o
intuito de identificar contatos do ex-deputado. Ele afirmou que a morte do pai
parece não ter fim e lembrou que a Lei da Anistia (1979) perdoou crimes
cometidos durante o período. Segundo o periódico, o livro “é uma resposta para
quem pede pela volta dos militares nas ruas de hoje: ‘vocês não sabem o que é
ditadura’”. (Folha de S. Paulo – Ilustrada – 08/08/15)
Militar foi acusado de receber indevidamente R$ 765 mil
De acordo com os
jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o
almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear,
foi acusado de receber indevidamente R$ 765 mil. Segundo os periódicos, o
delator Victor Colavitti, dono da empresa Link Projetos e Participações,
afirmou que sua empresa foi utilizada para intermediar repasses entre a
empreiteira Engevix e a firma Aratec, pertencente à família de Silva. De acordo
com os jornais, a acusação, feita a partir da obtenção de novas provas do
recebimento da propina por parte de Silva, foi usada como argumento para
converter a prisão temporária do militar em prisão preventiva. Segundo a Folha,
dados da investigação asseguraram que a firma de Colavitti prestava serviços de
engenharia para a Engevix, porém, apesar de haver contratos e notas fiscais,
não houve prestação de serviços entre a firma do delator e a Aratec. O militar
negou as acusações e sua filha, encarregada da Aratec, Ana Cristina Toniolo,
afirmou que prestou serviços de tradução que justificam o pagamento. De acordo
com o Correio, a Polícia Federal afirmou que parte do montante pago a empresa,
incluindo a quantia obtida por Toniolo, foi legal. Ainda, segundo o periódico,
a propina, cuja origem é desconhecida, foi repassada entre os anos de 2009 e
2014. Em relação a um possível suborno de R$ 2,7 milhões na Aratec, Toniolo
afirmou que os pagamentos eram referentes a estudos realizados para empresa CG
Consultoria. Toniolo afirmou ainda que parte do dinheiro recebido pela empresa
era proveniente de investimentos feitos em razão de uma turbina desenvolvida
por seu pai e que “os pagamentos aos desenvolvedores da turbina, disse, não
foram documentados em contrato. Muitas vezes, o dinheiro era sacado das contas
da Aratec e depositado aos prestadores de serviço. Faziam assim, afirmou, para
evitar a caracterização de relação trabalhista”. (Correio Braziliense -
Política - 12/08/15; Folha de S. Paulo – Poder – 08/08/15; Folha de S. Paulo -
Poder - 13/08/15; O Estado de S. Paulo - Política – 13/08/15)
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